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ALFREDO MENEZES: Militares criaram essa balbúrdia partidária no Brasil

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Regime militar e partidos políticos

Por Alfredo Menezes

 

Jair Bolsonaro vai criar um novo partido, Aliança Pelo Brasil. Tentará preencher o lado mais conservador da política nacional. Acena aos religiosos e defensores de uma ação mais forte na área de segurança. Seria, como já foi apelidado, o partido da Bíblia e da Bala (o número da sigla será 38).

Talvez seja um erro se identificar em áreas especificas. Gentes que não pensam assim vão se posicionar politicamente em outros lugares. E é a maioria.

O partido terá que estar pronto até março do ano que vem para poder disputar a eleição para prefeitos e vereadores. Precisam de 492 mil assinaturas. É difícil conseguir todas se a coleta for como é hoje.

Esperam que o TSE dê autorização para que as assinaturas possam ser digitais ou eletrônicas. Se não derem, o partido do presidente provavelmente não disputaria a eleição de 2020.

É mais um partido entre os mais de 30 no país. No Congresso se tem representantes de 26 partidos. Uma salada partidária que tem origem no regime militar. Não custa nada relembrar essa história.

Quando os militares chegaram ao governo haviam poucos partidos. Entre outros, se tinha um mais à direita, UDN, outro à esquerda, PTB, e um mais ao centro, PSD. Os caminhos naturais da política em qualquer lugar.

Na eleição de 1966, o PSD, cujo líder maior era Juscelino Kubistchek, elegeu os governadores de Minas Gerais, Israel Pinheiro e do Rio de Janeiro, Negrão de Lima. Com receio do fortalecimento de JK, não querendo eleição direta mais à frente para presidente, o regime resolve acabar com os partidos tradicionais e criam dois: Arena e MDB.

A Arena, mais conservadora, seria a base dos que defendiam o regime. O MDB seria de oposição. Ao longo dos anos, com o aumento dos problemas do governo, o MDB foi crescendo em certas eleições. Frente a essa nova situação politica, os militares acabam com a Arena e o MDB. A Arena vira PDS e o MDB colocou um P na frente para não perder o embalo que vinha tendo nas eleições.

O PMDB continuou crescendo e o regime radicalizou abrindo a porta para se criar quantos partidos se quisessem. O objetivo era enfraquecer o PMDB, fragmentá-lo em muitos outros. Foi o começo da bagunça partidária que conhecemos hoje.

Em outros regimes militares pela América Latina não se fez essa burrice. No Uruguai, como exemplo, tem partidos que vem deste antes da Guerra do Paraguai até hoje, como o Colorado e o Blanco.

Mas tem algo no ar. Na eleição de 2022 não haverá coligação nas proporcionais. Cada partido lança seus candidatos a deputados. O partido que não eleger um número determinado de deputados federais vai perder o dinheiro dos Fundos Partidário e Eleitoral. Também o tempo no horário gratuito.

Fala-se que, depois daquela eleição, cerca 20 partidos podem desaparecer do cenário politico nacional. Corrigiria o equívoco cometido pelo regime militar que acabou criando essa balbúrdia partidária no país.

 

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Alfredo da Mota Menezes é analista político. E-mail: [email protected] site: www.alfredomenezes.com. Publicado originalmente em A Gazeta.

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Presidente diploma cadetes e fala sobre governo: “aqui é mais difícil”

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O presidente Jair Bolsonaro presidiu hoje (27) a cerimônia de formatura de 391 novos aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende sul do Rio de Janeiro. Bolsonaro fez um discurso de improviso à tropa e evitou falar de política. 

Durante a fala, o presidente relembrou os quatro anos necessários para a conclusão do curso e comparou a jornada à da presidência. “Eu até hoje guardo os ensinamentos que aqui aprendi. Nos momentos difíceis a frente da Presidência da República  eu vejo o que passei por aqui e me conformo dizendo: aqui foi mais difícil.” 

Bolsonaro também exaltou as 23 mulheres que integram a turma e que se formam “mostrando para todos nós que quem tem garra, determinação, força de vontade, coragem e fé consegue atingir os seus objetivos. Parabéns a vocês todas.”  

O presidente atribuiu ao Exército Brasileiro suas conquistas pessoais. “Esta formação marca a vida de todos nós. Essa formação nos fará vencer obstáculos. Lembrem-se de uma coisa: o que for possível nós faremos, o que não for, entregaremos nas mãos de Deus; Ele no dia a dia nos dá exemplos de superação”, afirmou.

Leia Também:  EMIR SADER, PENSADOR DE ESQUERDA - "Se houvesse um plebiscito sobre aborto, pena de morte, criminalização da homofobia, ou ainda redução da maioridade penal, provavelmente perderíamos todos eles.Na Argentina existe uma maioria ideológica à esquerda. No Brasil, não."

Jair Bolsonaro também afirmou que é papel dos formandos defender a democracia brasileira e a liberdade, além de frisar a necessidade de respeito pela Constituição. “Nós atingiremos o nosso objetivo, que é o bem estar de toda a nossa população.”

Além da defesa de valores, Bolsonaro também discursou sobre a amizade e o companheirismo entre integrantes das Forças Armadas. “Sem gratidão não chegaremos a lugar algum. Quem esquece o seu passado está condenado a não ter futuro”, frisou.

Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, também foi exaltado durante a fala. ”Um homem exemplo para todos nós. E digo a vocês: quem fará o futuro da nossa pátria não será um homem ou uma mulher. Seremos todos nós, 210 milhões de habitantes.”

Duração

Sob sol forte, a cerimônia de formatura dos 391 novos aspirantes a oficial do Exército durou aproximadamente 1h30. No moimento dos aspirantes receberem a espada de Duque de Caxias, Bolsonaro desceu do palanque das autoridades e foi cumprimentar e tirar fotos com familiares de formandos. Ele ficou cerca de 20 minutos no pátio.

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Na cerimônia também estavam presentes, o vice-presidente Hamilton Mourão, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto e os comandantes das três Forças, além de generais.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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