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O melhor detergente é a luz do sol

ADVOGADO PAULO LEMOS: É mais difícil tratar alguém carregado de preconceito do que com alguma comorbidade clínica

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O melhor detergente é a luz do sol

Paulo Lemos


 
Tem tratamento para o preconceito?
por PAULO LEMOS
Sou amigo de vários farmacêuticos, e já ouvi a frase de efeito de que “atualmente, vende-se mais psicotrópicos, do que antibióticos”. Segundo a OMS, neste século, o descuido na área da saúde mental será responsável pelo maior número de suicídios no Mundo.
E um dos maiores obstáculos para lidar com isso, amortizar as taxas de crises, convulsões, automutilação e os atos extremos de tirar a sua vida ou a de outrem, não necessariamente é a falta de grana, embora seja sim um dos empecilhos – pelos elevados custos das consultas particulares e dos psicotrópicos de referência -,  mas, pasmem, é o preconceito insano e a discriminação incauta de parte significativa da sociedade, até dentro da própria família, que mais sufoca e mata, muitas vezes responsáveis pelo abandono precoce do tratamento, ou sequer do início dele.
Essas barreiras criadas dentro da gente contra o próximo ou nós mesmos, não deveriam ser tratadas nem como totem, tampouco e menos ainda como tabu. O debate precisa ser aberto, inclusive com a participação de pessoas que já são figuras públicas, como políticos, artistas e líderes religiosos, entre outros, como há pouco tempo fez o padre Fábio de Melo, ao assumir sua condição de falibilidade humana, ao ter de andar não sobre as águas, e, sim, sobre a areia movediça da depressão, porém, obtendo vitória e superação ao final.
Quanto mais pessoas tivessem a coragem do padre Fábio de Melo, bem como de tantas outras figuras públicas da comunidade nacional e internacional, de abrir o jogo, de expor sua luta e sua vitória, aumentaria o contingente de pessoas que dariam testemunho de ter vivido ou visto a incrível capacidade humana de superação, seja em que área for, e diminuiria o número de línguas e corações carregados de maledicências, prefiro crer que por ignorância, não por pura maldade, e teríamos um Mundo com menos máscaras e mais sorrisos espontâneos e sinceros, abraços e apertos de mão fraternos e caridosos.
O preconceito mata! E é muito mais difícil tratar alguém que esteja carregada de preconceito, do que com alguma comorbidade clínica, para o quê hão inúmeras abordagens terapêuticas, medicamentosas e/ou não.
Qual seria o remédio a ser prescrito e adquirido na farmácia para tratar do “preconceito”?
Paulo Lemos é advogado, educador popular, articulista de opinião e defensor de direitos humanos e fundamentais da sociedade.
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JORGE YANAI: Tem umas coisinhas que nós, médicos experientes, nunca vamos abrir mão: os exames clínicos e a boa e velha prosa com o paciente

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50 anos de Medicina

POR JORGE YANAI

 

 

Ano que vem completo 50 anos de Medicina mas quero hoje dividir um pensamento com você.

Nós médicos, somos notáveis pela mão de Deus e com o uso da ciência,  para prevenir, curar, intervir e salvar. Isso merece, sim, uma data e ela tá prontinha, 18 de outubro.

Mas e o dia do paciente, quando comemorar? Sem ele, não tem médico, enfermeiro, técnicos, recepcionistas, hospital, laboratório. É dele que depende o nosso sucesso e é por ele que trabalhamos, isso não pode ser esquecido. Jamais.

Então, todos os dias são dias dos pacientes, inclusive o 17 de setembro, Dia Mundial da Segurança do Paciente, algo mais amplo, conceitual mas ainda pouco pessoal, pouco humano, de verdade.

Na medicina moderna, andamos meio distantes desse protagonista. A internet, os exames, a tecnologia, nos tiram um pouco da proximidade, da intimidade, do toque e do abraço.

Nos últimos anos a pandemia também fez com que essa relação se tornasse mais “europeia” e o bom e velho tempo,  a tal  correria que usamos como desculpa, encurtam as consultas. Infelizmente.

Considero que o médico moderno, deve sim, usar todos os recursos para ser melhor, para fazer o  melhor. Só que tem umas coisinhas que nós, experientes, nunca vamos abrir mão: os exames clínicos e a boa e velha prosa com o paciente.

Muitas coisas são descobertas, ouvindo histórias, observando o tom de voz, gestos, olhares, postura, carências, excessos… porque, afinal, ser médico, também é: ler as pessoas.

Que a tecnologia, o tempo e o respeito aos bons métodos sejam uma forte corrente para que os atuais e futuros médicos possam unir-se às causas que vão além das datas comemorativas.

Um abraço do amigo,

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Jorge Yanai, médico desde 1972… e eterno aprendiz das necessidades humanas.

Jorge Yanai

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