PREFEITURA SANEAMENTO

O juiz Marco Aurelio Ferreira Leite foi punido com aposentadoria compulsória por envolvimento, juntamente com seu pai, o desembargador José Ferreira Leite, no chamado Escândalo da Maçonaria. Agora é a esposa do juiz Marco Aurélio, a advogada Cláudia Regina Oliveira dos Santos Ferreira, que aparece em nova investigação do Conselho Nacional de Justiça, determinada pela ministra Nancy Andrighi, sobre possível venda de sentenças na Justiça do Trabalho e na Justiça Estadual de Mato Grosso

Nancy Andrighi, corregedora do CNJ, manda investigar juízes Paulo Brescovici, Nicanor Favero, Emanuele Pess… by Enock Cavalcanti

Nancy Andrighi, no Paiaguás, com o governador Zé Pedro Taques

Nancy Andrighi, no Paiaguás, com o governador Zé Pedro Taques

Esposa de juiz aposentado compulsoriamente é apontada por intermediar venda de sentenças

Da Redação – Flávia Borges
Do Olhar Jurídico

A advogada Cláudia Regina Oliveira dos Santos Ferreira, esposa do juiz Marco Aurélio dos Reis Ferreira, aposentado compulsoriamente por envolvimento no escândalo da maçonaria, foi apontada pelo empresário Gilberto Eglair Possamai por supostamente atuar em um esquema de venda de sentenças em Mato Grosso. A denúncia foi feita ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a ministra Nancy Andrighi, corregedora nacional de Justiça. determinou a abertura de procedimentos investigatórios no Tribunal Regional do Trabalho e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Também são investigados os juízes do Tribunal Regional do Trabalho Paulo Roberto Brescovici, Nicanor Fávero e Emanuele Pessati e o juiz da Primeira Vara Cível de Cuiabá, Flávio Miraglia Fernandes.

Possamai denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) possível “venda de decisões judiciais” especialmente pelos juízes Paulo Brescovici e Flávio Miraglia, com a intermediação da advogada Cláudia Regina Oliveira dos Santos Ferreira, no intuito de beneficiar os arrendatários e subarrendatário José Luiz Picolo, Manoel Dresh e Jorge Zanetti de imóvel arrematado na Justiça trabalhista pelo empresário.

Os Juízes Paulo Brescovici, Nicanor e Emanuele atuaram no processo de Execução Trabalhista nº 00551100-3.2005.5.23.0007 e em cinco outros processos conexos, em que são executadas as empresas Cotton King Ltda (massa falida), Pyramid Agropastoril Ltda., Agropecuária São Lucas S/A., entre outras, todas pertencentes a um mesmo grupo econômico.

O Juiz Flávio Miraglia é titular da 1ª Vara Cível de Cuiabá, onde tramita a ação de falência da empresa Cotton King Ltda, uma das empresas do grupo econômico citado, existindo estrita relação entre os bens objeto da mencionada execução trabalhista e os bens arrecadados na ação de falência referida.

Após suposto descumprimento de parte do “acordo” por um dos interessados, Miraglia teria reconsiderado uma decisão favorável aos supostos beneficiários do “esquema de venda de decisões”, fato que teria levado um destes – o subarrendatário Jorge Zanetti – a relatar a Possamai toda trama engendrada para impedir sua imissão na posse do imóvel arrematado, inclusive lhe transmitindo mensagens de celular e áudios/gravações que comprovariam as negociações.

Aposentadoria de Marco Aurélio

Marco Aurélio é um dos sete juízes e três desembargadores mato-grossenses envolvidos em suposto desvio de verbas e materiais de construção do Fórum de Cuiabá, além de favorecimento de licitação e tráfico de influência, maior parte em favor da maçonaria. A irregularidade teria causado rombo de R$ 1,5 milhão aos cofres do Tribunal. O juiz aposentado é filho do desembargador também aposentado e envolvido no esquema José Ferreira Leite. Este último era Grão-Mestre da entidade maçônica em 2003, período em que também era o presidente do TJ.

Naquele ano, a maçonaria montou uma cooperativa de crédito em parceria com a Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal Sicoob Pantanal, mas ela quebrou em novembro de 2004, quando teria surgido o esquema. Os créditos eram concedidos aos juízes, que os repassavam à Grande Oriente. Eles foram denunciados em 2008 pelo ex-corregedor do TJ, desembargador Orlando Perri, por desvios de verbas e materiais na construção do Fórum de Cuiabá e favorecimento em licitação e tráfico de influência envolvendo desembargadores.

FONTE OLHAR JURIDICO

Escândalo da Maçonaria – Ives Gandra Martins Filho Aposenta 10 Magistrados de Mato Grosso by Enock Cavalcanti

Folha de Pagamento de Magistrados e Servidores da Justiça do Trabalho em Mato Grosso – Julho de 2015 by Enock Cavalcanti

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

quatro × 5 =