O Jean Campos, que é secretário de Estado e de Comunicação, me ligou. Para esclarecer que, no que depender do chamado Gabinete de Comunicação do governador Zé Pedro Taques, a história institucional de Mato Grosso não será apagada. A perfeita documentação de nosso passado, imagino eu, é um compromisso civilizatório que precisamos preservar, custe o que custar. É dessa forma que iremos, agora e sempre, dispor de melhores condições para entender nossos avanços e embaraços nesta longa e infindável caminhada de todos nós, seres humanos, entusiasmados uns, perplexos outros, através do tempo.

Jean Campos, jornalista e secretário de Comunicação em Mato Grosso

Jean Campos, jornalista e secretário de Comunicação em Mato Grosso

Enock Cavalcanti
Um compromisso do Jean Campos

Meus amigos, meus inimigos: o Jean Campos, que é secretário de Estado e de Comunicação, me ligou. Para esclarecer que, no que depender do chamado Gabinete de Comunicação do governador Zé Pedro Taques, a história institucional de Mato Grosso não será apagada.
Explico: em meu blogue, a PAGINA DO E, critiquei o secretário porque, ao visitar o novo saite do Governo de Mato Grosso, colocado semana passada no ar, não encontrei lá o acervo com o material jornalístico produzido durante o governo de Silval Barbosa e de Blairo Maggi.
Ora, em um encontro que tivera, no início do ano com o próprio governador Zé Pedro, ouvira dele a garantia que estas informações seriam preservadas no saite oficial. Fiz essa defesa porque acho um horror esse costume que tem os políticos de passarem a borracha na historia e preservarem apenas aquilo que lhes interessa, quando colocado no comando de determinadas entes públicos.
Se você vai no saite da Prefeitura de Cuiabá, vejam só, não encontrará uma matéria sequer, uma foto sequer, que nos lembre como foi o governo do Wilson Santos, do Chico Galindo, do prefeito Dante de Oliveira, e tal e tal. É um desrespeito histórico difícil de corrigir.
No Governo Federal, sob a presidenta Dilma, acontece o mesmo desvio horroroso. Onde é que estão os registros da passagem de Itamar Franco, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso pelo Palácio do Planalto?
Com a farta tecnologia colocada hoje à nossa disposição, me parece fácil garantir este tipo de preservação da história e, consequentemente, uma rica fonte de pesquisa para nossos historiadores e, mesmo, para a população interessada em fazer suas prospecções e suas comparações.
O novo saite do Governo do Mato Grosso foi lançado sem preservar o que apresentava, anteriormente, com relação aos governos de Maggi e Silval, mas o Jean Campos garante que a demora acontece por dificuldades na migração da enorme quantidade de dados que está sendo feita pelo Cepromat.
Enfim, o Jean Campos me ligou e disse que pelo menos este arquivo histórico estará à nossa disposição, brevemente. Seria interessante se o atual governo tivesse o zelo de resgatar textos e fotos produzidos pela Secom nos tempos do Dante, do Jaime, do Bezerra.
A perfeita documentação de nosso passado, imagino eu, é um compromisso civilizatório que precisamos preservar, custe o que custar. É dessa forma que iremos, agora e sempre, dispor de melhores condições para entender nossos avanços e embaraços nesta longa e infindável caminhada de todos nós, seres humanos, entusiasmados uns, perplexos outros, através do tempo.

Enock Cavalcanti, jornalista, é editor de Cultura do Diário de Cuiabá

Categorias:Imprensa em debate

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