O ESTADO DE S. PAULO: Blairo Maggi é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro. Ricardo Janot, chefe do MPF, pediu ao ministro Dias Tofolli autorização para fazer busca e apreensão na casa e escritório de Maggi, nesta terça, mas não recebeu a autorização pedida. VEJA VIDEO DO JORNAL NACIONAL

Blairo Maggi, atual senador da República pelo PR, foi governador de Mato Grosso por dois mandatos.

Blairo Maggi, atual senador da República pelo PR, foi governador de Mato Grosso por dois mandatos.

Blairo Maggi é investigado pelo Supremo por lavagem de dinheiro

São alvos do mesmo inquérito o governador de Mato Grosso, o prefeito de Cuiabá, um conselheiro do Tribunal de Contas e um deputado

Felipe Recondo – O Estado de S. Paulo

Brasília – O senador licenciado Blairo Maggi (PR-MT) está sendo investigado pelo Ministério Público, no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar indícios da prática do crime de lavagem de dinheiro.

 

Nesse mesmo inquérito, são investigados ainda o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa; o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, o ex-deputado Sérgio Ricardo; o deputado estadual do Mato Grosso José Riva; e prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes Ferreira.

Esses mesmos investigados são também alvo da Operação Ararath da Polícia Federal, iniciada em novembro do ano passado, que apura intensa e vultosa movimentação financeira do grupo, por intermédio de terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma instituição financeira.

O inquérito do STF foi aberto em 31 de março deste ano e tramita em segredo de justiça. O relator é o ministro Dias Toffoli.

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” Operação limpeza -geral”: Blairo Maggi será ouvido por avalizar negócios de banco com empreiteiros

 MÁRCIO MAIA EÇA, no RUFANO BUMBO

 

A Polícia Federal deve colher depoimento do senador Blairo Maggi (PR) como parte da Operação Ararath. Apesar de não confirmado por nenhuma autoridade da PF, as investigações que basearam a quinta fase da Operação chegaram ao nome do ex-governador. “O problema é com Blairo Maggi e Éder Moraes”, declarou o advogado Otacílio Peron.

Apesar de não ter confirmado nenhum mandado contra o senador, que está na Europa, o advogado acredita que Maggi deve ser convocado pela Polícia Federal prestar esclarecimentos. “Não sei, os delegados são de fora e não prestaram muitas informações, mas eles devem ouvir o Blairo”, assinalou o advogado Otacílio Peron, que defende a empresa Dymak Máquinas.

Peron afirmou que os documentos apreendidos de seus clientes tratam de uma aquisição de máquinas e equipamentos feita pelo Governo do Estado no ano de 2007 durante a gestão do ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR). Portanto, a ação de hoje tem relação assim como “Escândalo dos Maquinários” que provocou um prejuízo de R$ 44 milhões aos cofres públicos do Estado, em 2010.

Sobre os motivos das investigações contra os clientes, Peron disse que várias empresas de máquinas agrícolas fizeram empréstimos junto ao Bic Banco, no ano de 2007. O ex-secretário Éder Moraes foi gerente antes de assumir cargo no Governo do Estado.“Estado comprou grande quantidade de máquinas e as empresas tiveram que pegar dinheiro nos bancos para pagar os fornecedores”, explicou Otacílio.

FIANÇA A EMPRÉSTIMOS

A decisão do juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, também cita envolvimento direto de Maggi nas operações do Bic Banco. De acordo com a decisão, o ex-governador emitiu cartas de fiança para que empresários levantassem grandes valores junto a instituição bancária.

Deflagrada na manhã desta terça-feira, a quinta fase da Operação Ararath cumpre dezenas de mandados e busca e apreensão, condução coercitiva e ainda de prisões. Entre os detidos estão o próprio Éder Moraes e o deputado estadual José Riva (PSD). Eles estão na sede da Polícia Federal em Cuiabá e serão transferidos ainda nesta terça-feira para Brasília.

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LISTA DOS MANDADOS

STF barra invasão da casa de Maggi e cita banco clandestino em MT
Ministro não acatou pedido do MPF alegando falta de elementos

CLÁUDIO MORAES
Da Editoria – FOLHA MAX

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Tofolli, negou um pedido feito pelo Ministério Público Federal para que o senador Blairo Maggi (PR) tivesse casa e escritórios invadidos durante a quinta fase da “Operação Ararath”. É que consta em decisão em que o ministro do STF detalha a existência de uma organização criminosa atuando em Mato Grosso com infiltrações nos poderes Executivo,. Legislativo, Tribunal de Contas e Ministério Público.

Inicialmente, o STF instaurou um inquérito para investigar diversas autoridades: senador Blairo Maggi, governador Silval Barbosa (PMDB), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, ex-conselheiros Alencar Soares e Humberto Bosaipo, desembargador afastado Evandro Stábile, promotor Marcos Regenold Fernandes e ainda o procurador-geral Paulo Prado, advogado. Todos teriam ligações com negociações financeiras feitas pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça, o “Júnior Mendonça”, entre os anos de 2005 e 2013.

Em seguida, o MPF incluiu o ex-secretário Éder Moraes Dias e o deputado estadual José Riva (PSD), presos nesta terça-feira, como investigados. “Tornou-se claro que as condutas de Éder Moraes são em tese consistentes por operar um banco clandestino operado por Gércio Marcelino Mendonça Júnior”, diz o ministro.
Segundo Dias Toffóli, Éder Moraes tentou por duas vezes com o promotor Marcos Regenold atrapalhar as investigações. “O membro do MP dá claros sinais de estar atuando junto com o investigado e sinaliza com orientação ao depoimento de que este daria ao MP”, acrescenta.

BLAIRO MAGGI

No pedido feito ao ministro do STF, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, argumenta que o ex-governador Blairo Maggi teria usado as empresas Todeschhini Construções e São Tadeu Energia Elétrica para obtenção de empréstimos milionários para si junto ao Bic Banco. “A execução de busca e apreensão na casa de Éder Moraes Dias e pai de Júnior Mendonça, bem como declarações do colaborador, revelaram que parte destes recursos se destinava a Blairo Maggi para prática espúrias na política matogrossense”, argumentou o procurador.

“Júnior Mendonça” revela ainda possui dívidas a serem recebidas junto ao senador republicano, que não teriam quitadas. No entanto, Dias Toffóli negou o pedido para cumprimento de busca e apreensão no apartamento e sede do grupo Amaggi, em Cuiabá, negando ser desnecessária a medida.

“Ao que se apresenta neste momento, não se justifica a medida extrema de busca e apreensão para se ver prevalecer a investigação criminal dada a inexistência, até neste momento, de maiores elementos que jusitifiquem sua adoção”, explica o ministro em uma decisão de 40 páginas.

Dias Toffóli ainda fundamenta a recusa da busca em locais de Maggi citando tercho de depoimento de “Júnior Mendonça” que afirma nunca ter se reunido pessoalmente com o senador republicano, que está em viagem a Europa. Dias Toffóli negou um moutro pedido do MPF que queria busca e apreensão de documentos no gabinete do governador Silval Barbosa autorizando apenas em seu apartamento no Jardim das Américas.

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Governador do Mato Grosso paga fiança para não ser preso

Na operação chamada Ararath, a Polícia Federal prendeu um deputado estadual e um ex-secretário de governo suspeitos de lavagem de dinheiro.

DO JORNAL NACIONAL, na REDE GLOBO

VEJA EM VIDEO:

http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/t/edicoes/v/policia-federal-cumpre-mandados-de-busca-e-apreensao-em-orgaos-publicos-do-mato-grosso/3359215/

 

 

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, pagou fiança, nesta terça-feira (20), pra não ser preso por posse ilegal de arma. Na operação chamada Ararath, a Policia Federal prendeu um deputado estadual e um ex-secretário de governo suspeitos de lavagem de dinheiro.

Agentes da Policia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em vários órgãos públicos. Foram recolhidos documentos e computadores no gabinete do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, do PSB, no Tribunal de Contas, no Ministério Público, e na Assembleia Legislativa.

Os policiais também fizeram buscas no apartamento do governador do estado, Silval Barbosa, do PMDB. Eles encontraram uma pistola 380, que estava com o registro vencido.

No fim da manhã, o governador foi levado até a sede da Policia Federal  para prestar esclarecimentos. Ele foi atuado por posse ilegal de arma, o governador pagou fiança e foi liberado.

Ulisses Rabaneda, advogado do governador: Essas informações constam no auto de prisão. Foi feito um pagamento de fiança.
Jornal Nacional: Teve um auto de prisão então?
Advogado: Na verdade, a partir do instante em que encontraram uma arma, ele foi conduzido para cá. Aqui, prestou os esclarecimentos e foi liberado.

Os policiais prenderam também o ex-secretário de Fazenda do estado, Éder Moraes, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva, que responde a mais de cem processos por desvio de dinheiro público.

No fim da tarde, os dois foram levados por homens da Policia Federal para o aeroporto da cidade. Eles foram transferidos para Brasília.

A ação desta terça-feira (20) faz parte da quinta etapa da Operação Ararath, que iniciou no ano passado. A Policia Federal investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crime contra administração pública envolvendo servidores e empresas de factoring.

Em fevereiro deste ano, a Policia Federal apreendeu R$ 126 milhões em cheques e notas promissórias em escritórios comerciais e de advocacia e também em residências de Cuiabá e São José do Rio Claro.

O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, declarou que vai encaminhar à Justiça documentos que comprovam a inocência dele.

O advogado do ex-secretário Éder de Morais disse que vai pedir o benefício da delação premiada para que seu cliente tenha redução da pena e colabore com as investigações.

O advogado do deputado estadual José Riva não quis comentar a prisão porque, segundo ele, não teve acesso ao processo.

Esse caso da Operação Ararath chegou ao Supremo Tribunal Federal depois que o nome do senador licenciado Blairo Maggi, do PR de Mato Grosso, foi citado nas investigações. Segundo o Ministério Público, o parlamentar é suspeito de ter usado instituição financeira clandestina para obter empréstimos fraudulentos.

O Ministério Público pediu que fossem feitas buscas de documentos na casa e no escritório do senador, mas o ministro Dias Toffoli negou o pedido. Segundo ele, os indícios não eram suficientes pra autorizar a medida.

3 Comentários

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  1. - IP 201.40.30.153 - Responder

    Esse sim, o absoluto responsavel pela bandalheira toda!

  2. - IP 179.185.69.254 - Responder

    BLAIRO MAQUINAS…O CHEFE DESSA QUADRILHA INSTALADA EM MT!!!
    SE FOSSE O LULA DIRIAM…SABE DE NADA, INOCENTE!!!

  3. - IP 179.216.205.78 - Responder

    MAS O BLAIRO NÃO É DO LADO DA DILMA? ACHO QUE ELA TAMBÉM VAI DIZER QUE NÃO SABIA DE NADA.. MAS PRA QUE SERVE OS MEIOS POLICIALESCOS DO PT.?? NÃO TÃO INFORMANDO NADA PARA OS PETISTAS?!
    ALIÁS, SOBRE AS MANIFESTAÇÃÕES QUE VÃO OCORRER NA COPA TÃO ACOMPANHANDO DE PERTO.. TUDO BEM BISBILHOTADO PELA ABIN E OS POLICIAIS PETISTAS… PRA ISSO ELE SÃO BONS.

    ALIÁS FAÇO UM PERGUNTA AQUI NA PÁGINA: – ALGÚEM JÁ LEU O LIVRO “A PESTE” DO AUTOR ALBERT CAMUS?

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