O DOCUMENTO: Denúncias de manipulação de licitações prejudicam Aude na reta final

Não esclarecimento de possíveis fraudes praticadas com a participação do atual presidente, Cláudio Stábile, impactam negativamente sobre a candidatura de Maurício Aude

Denúncias de manipulação de licitações prejudicam Aude na reta final

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Para o atual presidente da OAB de Mato Grosso, Cláudio Stábile, que não disputa a reeleição, as denúncias de fraudes envolvendo não só a ele como outras figuras de destaque do atual comando da entidade, em Mato Grosso, seriam resultados de uma “vingança” da advogada Luciana Serafim – que foi secretária geral da Ordem durante a gestão de Francisco Faiad. Mesmo lembrado de que a denúncia partiu da Ong Moral e que o caso se transformou em inquérito no âmbito do Ministério Público Federal, Stábile insistiu no revide contra Serafim. “Ela se declarava candidata a presidente da OAB pela Oposição e resolveu fazer esta denúncia após ser pega em flagrante, em maio de 2009, quando pichava o muro do escritório do seu ex-patrão”, insistiu Cláudio Stábile.

Questionado sobre os motivos que levaram somente escritórios de advocacia ligados ao comando da seccional a participaram dos processos das licitações col

ocados sob suspeita pela Ong Moral, Stábile rebate que há mais de 10 anos não conta com nenhum dinheiro público em seu escritório e insiste na tese de que as acusações “partiram de uma pessoa que não tem credibilidade e não conseguiu montar chapa para concorrer na disputa eleitoral da OAB”. Ele disse estar tranquilo e lembrou que os processos de licitações são auditados e se há alguma acusação ela precisa ser provada. “Temos certeza que todos os procedimentos estão corretos. A única pessoa que fala que há fraudes é a advogada Luciana Serafim. Cabe a ela e à Justiça provarem os fatos”, enfatizou Cláudio Stábile.

FRAUDE NA UNISELVA E EPE

A contratação do escritório Faiad Advogados, comandado pelo conselheiro federal e ex-presidente da OAB-MT, Francisco Anis Faiad, para prestação de consultoria jurídica pela Uniselva, está sendo investigada em Inquérito Civil Público aberto pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso no início do ano. O inquérito foi aberto devido a uma representação encaminhada pelo Movimento Organizado Pela Moralidade Pública e Cidadania, mais conhecido como Ong Moral.

Também partiu da ONG a representação que resultou no procedimento administrativo do MPF que investiga a contratação do escritório Curi Gomes Associados, que tem como sócia a advogada Fabiana Curi, secretária-geral adjunta da OAB-MT e teria sido favorecido em licitação promovida pela Empresa de Pesquisa Energética, ligada ao Ministério de Minas e Energia.

Os documentos enviados pela ONG Moral ao Ministério Público demonstram que, nas licitações participaram apenas firmas ligadas à diretoria ou ao conselho da OAB-MT, que teriam, segundo a denúncia, combinado o resultado final da concorrência.

Um dos documentos mostra a listagem de participantes em quatro processos licitatórios da Uniselva: em 2008, 2009, 2010 e 2011, todos vencidos pelo escritório de Faiad. Os escritórios que perderam o processo eram de Cláudio Stábile (atual presidente da OAB-MT); Leonardo Pio da Silva Campos (presidente da Caixa de Assistência ao Advogado da OAB-MT ); Daniel Teixeira (secretário-geral da OAB-MT); Bruno Oliveira Castro (presidente da Comissão de Jovens Advogados da OAB-MT); e Fabiana Curi (secretária-geral adjunta da OAB-MT).

A advogada Luciana Serafim – alvo preferido por Cláudio Stábile – trabalhou no escritório de Faiad em 2007 e 2008 e no escritório de Fabiana Curi em 2009. De 2004 a 2008, foi secretária-geral adjunta e secretária-geral da OAB-MT, sob a presidência de Francisco Faiad.

FONTE O DOCUMENTO

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