O CENÁRIO DO GOLPE: O impeachment caminha tendo três âncoras: o próprio Temer, Eduardo Cunha na Câmara e Gilmar Mendes pressionando seus pares no STF. O vice-presidente Michel Temer está de corpo e alma na conspiração do impeachment. Aécio quer a queda de Dilma e Temer supondo que haveria eleições e ele despontaria como favorito. Serra quer a ascensão de Temer, para ganhar algum cargo de Ministro, última chance de uma carreira que caminha pro final. Enfim, a pior geração de homens públicos em um período crucial da história do país

Alckmin, Aécio, Serra e Milton Temer: golpistas que tenta viabilizar afastamento, ao arrepio da Lei, da presidenta Dilma

Alckmin, Aécio, Serra e Milton Temer: golpistas que tentam viabilizar afastamento, ao arrepio da Lei, da presidenta Dilma

POLÍTICA

Últimos capítulos de uma crise sem rumo

 

Luis Nassif

No campo politico, o desafio do impeachment.

Não pode ser tratada como definitiva a derrota do governo na definição da comissão do impeachment. Como se recorda, foi indicada uma comissão e, logo depois, a Câmara derrubou por maioria sua constituição.

Na verdade, foi uma soma da bancada de Eduardo Cunha com deputados insatisfeitos com a forma como foi conduzido o processo, através do Ministro Jacques Wagner e de lideranças selecionando deputados que tiveram suas demandas atendidas pelo Palácio.

O fato de se rebelarem não significa que votarão automaticamente a favor do impeachment.

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Serão 15 sessões para os deputados aceitarem ou não o impeachment. O governo necessita de 171 votos para brecar a iniciativa.

Até lá, há os seguintes fatores pesando nas decisões:

  1. Uma nova etapa da Lava Jato, ao que consta em cima do lobista Milton Lyra, o homem que intermediou o pagamento de R$ 45 milhões ao deputado Eduardo Cunha pelo BTG Pactual. Havia em votação um projeto de lei permitindo abatimentos fiscais dos passivos dos bancos em liquidação extrajudicial, medida que atendida às demandas do BTG. Cunha atropelou o PL e colocou uma emenda contrária aos interesses do BTG Pactual, aparentemente para chamar o banco para negociar. NO dia em que sua emenda foi derrubada, houve comemoração em uma casa em Brasilia, presentes Cunha, André Esteves e luminares do PMDB.
  2. A descoberta de que o vice-presidente Michel Temer também assinou medidas que podem ser classificadas como pedaladas.

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Pelo menos, o cenário clareou, da seguinte maneira:

  1. O vice-presidente Michel Temer está de corpo e alma na conspiração do impeachment.
  2. Apesar do impeachment ter que passar pelo Senado, o simples fato de ser aprovado na Câmara obrigaria a um afastamento da presidente Dilma Rousseff, praticamente transformando em fato consumado.
  3. Os abusos de Cunha não são fruto de loucura, mas de uma estratégia metódica. Sabe que esses abusos o exporão cada vez mais a uma ordem de prisão. Mas pretende que ao menos preso, tenha um aliado na presidência da República.

Antes de ontem, o deputado Fausto PInatto, afastado da relatoria da Comissão de Ética, denunciou ameaças de morte que vem recebendo. Há boatos de que o longo braço de Cunha tenha chegado também ao Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Somando-se à reação desqualificada dos apoiadores de Cunha na Câmara, não se tenha dúvida de que as instituições estão ameaçadas por uma verdadeira quadrilha que se aboletou na Câmara.

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O impeachment caminha, portanto, tendo com três âncoras: o próprio Temer, Eduardo Cunha na Câmara e Gilmar Mendes pressionando seus pares no STF (Supremo Tribunal Federal).

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Passando por esse desafio, o governo Dilma terá o desafio econômico de estabilizar o nível de atividade. Contará para tanto com a recomposição dos investimentos públicos, com a reestruturação da Petrobras e com as concessões que começam a sair das planilhas.

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De qualquer modo, se o pedido de impeachment prosperar, serão mais 90 dias perdidos. E com uma mescla inacreditável de interesses pessoais se sobrepondo aos nacionais:

  1. Dilma defende o mandato como propriedade pessoal, não como projeto de Nação.
  2. Aécio quer a queda de Dilma e Temer supondo que haveria eleições e ele despontaria como favorito.
  3. José Serra quer a ascensão de Michel Temer, para ganhar algum cargo de Ministro, última chance de uma carreira que caminha para o final.
  4. Geraldo Alckmin só aceita Temer com o compromisso de não se candidatar à reeleição em 2018.
  5. Temer diz que não quer e explica que se mostrar agora que quer, poderá ser prejudicado quanto tiver.

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Enfim, a pior geração de homens públicos em um período crucial da história do país.

Categorias:Direito e Torto

4 Comentários

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  1. - IP 189.59.35.173 - Responder

    O Enock fica dando crédito às mentiras do Nassif sobre o Temer, mas ele deveria acreditar mesmo é no Miranda Muniz que escreveu que o homem é correto e leal.

    Lógico que será o presidente em substitituição à incompetenta.

  2. - IP 187.7.246.112 - Responder

    Hum , sei.
    Bom então é a o amontoado de RATAZANAS que tomaram de assalto a republica?
    O maldito pt que governou(?) o Brasil este tempo todo ao lado de sarney, collor , renan, maluf , rosena , jader; jucá , e mais outros inomináveis , agora quer ser chapa pura???
    Agora o temer que foi o fiador da eleição dessa uma que diz que governa , agora esse mesmo temer não presta ?
    Esses defensores das RATAZANAS merecem apanhar de arame farpado.

  3. - IP 187.123.15.239 - Responder

    O PROBLEMA CONTINUA. QUEM VAI FICAR COM A CHAVE. O JUDICIARIO CORRUPTO. O LEGISLATIVO CORRUPTO E O EXECUTIVO CORRUPTO. E O CULPADO É O MOSQUITO SUPERPODEROSO QUE CAUSA 3 DOENÇAS. SOMENTE PARA DESVIAR O FOCO. MAS, ESTÁ MELHORANDO, O FILOSOFO SOCIOLOGO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO AFIRMOU EM SEU GOVERNO QUE A SOCIOLOGIA ERA PARA SER APLICADA SOMENTE NA TEORIA, NA PRATICA É OUTRO TIPO DE SOCIOLOGIA. PSDB, PMDB, PSD, TUDO FARINHA DO MESMO SACO.

  4. - IP 177.221.96.140 - Responder

    A grande âncora do impeachiment é o PT e suas mentiras que puxam o governo para o fundo do poço.

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