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No jornal “O Atual”, de Várzea Grande, Bruno Garcia garante que trajetória de Pedro Taques repete a trajetória de Demóstenes Torres. Pedro Taques não gostou

 

pedro taques o novo demostenes

 

 

Reportagem traça paralelo entre Taques e Demóstenes e irrita senador

 

Empresário investigado em operação doou R$ 230 mil durante campanha de Taques e emplacou filha em equipe do senador

 

DOUGLAS TRIELLI
ISSOÉ NOTICIA

Divulgação
O ex-senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Pedro Taques (PDT)

O jornal impresso quinzenal, O Atual, tirou o senador Pedro Taques (PDT) do sério, nesta sexta-feira (28), com a edição que circula esta semana por Várzea Grande. Com a pergunta na capa do jornal “O novo Demóstenes?”, a reportagem traça um paralelo entre a vida política de Taques com a do ex-senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Demóstenes teve o mandato cassado e acabou expulso do DEM após ser flagrado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como principal braço político do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Já Taques tem ligações estreitas com o empresário Fernando Mendonça, investigado na quarta fase da Operação Ararath.

Em sua página no Facebook, o pedetista afirma que a imprensa tem papel fundamental na sociedade, mas alerta que é preciso ficar atento ao que ele classifica como boatos e falsas notícias. “São covardes que utilizam um serviço tão essencial como o jornalismo para disseminar mentiras. Informe-se e não deixe de orientar os amigos sobre essa prática baixa e indigna que está invadindo as ruas do estado”.

Para o senador, a reportagem do jornal várzea-grandense é um “golpe baixo e mesquinho” que não condiz com nenhuma proposta de transparência.

“Esconder-se atrás de um jornal é covardia. E essa covardia não pode falar mais alto que a verdade. Afinal, o medo não consta no meu vocabulário”, diz em outro trecho.

Taques encerrou a mensagem, publicada na manhã de hoje, pedindo mais debate e menos politicagem.

Ligação perigosa

Conforme revelou reportagem do Isso É Notícia, o Atacado Mendonça, que pertence a Fernando Mendonça foi o principal doador de campanha de Taques nas eleições de 2010. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa de Mendonça fez seis depósitos na conta de campanha do pedetista, com valores que vão de R$ 10 mil a R$ 100 mil. No total, a empresa doou mais de R$ 230 mil ao senador. Taques, ao todo, declarou à Justiça que gastou R$ 1,1 milhão.

Após a vitória de Taques ao Senado, o empresário conseguiu emplacar sua filha para trabalhar no gabinete de Taques em Brasília. De acordo com a assessoria de Taques, Ariane Mendonça dá suporte a área de comunicação. “Ela ajuda na publicação de matérias nas redes sociais, publicação de vídeos, toda essa parte de mídias sociais”, informou o gabinete do parlamentar.

O empresário teve sua casa e empresa revistada pela Polícia Federal na deflagração da quarta fase da Operação Ararath. A PF realizou 24 buscas e apreensões em residências e empresas, entre elas a do empresário Valdir Piran, conhecido por atuar com factoring e agiotagem na Capital. As buscas foram autorizadas pelo juiz Jefferson Scheneider, da Segunda Vara Criminal da Justiça Federal de Cuiabá.

Mendonça é investigado por participação no esquema de lavagem de dinheiro que seria encabeçado pelo empresário Júnior Mendonça, dono da Amazônia Petróleo e da Globo Fomental Mercantil, pivô das investigações.

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CONFIRA AGORA O QUE BRUNO GARCIA PUBLICOU EM O ATUAL

O senador Pedro Taques (PDT), que pretende disputar o Governo do Estado este ano, se viu diante de uma situação constrangedora, ao ter seu amigo e braço forte financeiro, na mira da Polícia Federal, durante a Operação Ararath, cuja quarta etapa foi deflagrada no final deste mês. Estamos falando de Fernando Mendonça.

O investigado entrou no mundo da política a tira-colo de Pedro Taques, chegando a presidir o PDT de Várzea Grande. Na eleição de 2010, Fernando Mendonça figurou como homem forte do então candidato na questão financeira. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmam que uma das empresas de Mendonça, a Vale Formoso Distribuição Ltda., doou R$ 229,5 mil à campanha ao Senado de Taques.

Para alguns analistas políticos consultados pela reportagem, o episódio coloca em xeque o discurso moralista do senador Pedro Taques, combatente a atos de corrupção na política. Uma vez que foi bancado na eleição que o elegeu senador da República, com dinheiro de empresa de Fernando Mendonça, investigado pela Polícia Federal.

Quase que um consenso, essa associação com Mendonça afetou a imagem de “paladino da verdade” de Pedro Taques, que deixou o Ministério Público Federal (MPF), para ingressar na política. Pedro Taques, como diz o ditado popular, foi colocado na “vala comum” dos políticos de carreira.

Reforça ainda mais o laço entre Fernando Mendonça e Pedro Taques, o fato do senador empregar em seu gabinete em Brasília, a filha do investigado, Ariane Mendonça. Fernando deixou a presidência do PDT de Várzea Grande, após se ver envolvido no escândalo.

Nessa etapa, foram apreendidos R$ 126 milhões em cheques e notas promissórias em nome de várias pessoas, entre elas, políticos, mantidos sob sigilo pela PF. Segundo apurado, a maioria dos cheques e promissórias apreendidas foram em empresas de factoring de Fernando Mendonça, Eder Agostini, Sérgio Braga de Campos e Valdir Agostinho Piran.

A operação apura lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Houve busca e apreensão na casa de políticos e empresários em São Paulo, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. No total, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, sendo 17 em Mato Grosso. Desses, 16 foram na Capital e um em São José do Rio Claro.

Caminhos em comum ligam
Pedro Taques a Demóstenes

Fazer uma comparação entre Pedro Taques e Demóstenes Torres é quase que inevitável. Oriundos do Ministério Público Federal (MPF), ambos deixaram suas carreiras de procuradores da República para ingressaram na política empunhando a bandeira da honestidade, moral ilibada, e de lutarem contra a corrupção. Ambos elegeram-se ao posto de Senador da República.

Demóstenes Torres teve o mandato de senador cassado, foi expulso do partido Democratas de Goiás, após ser flagrado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como principal braço político do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Hoje, no olho do furacão, Pedro Taques se vê afetado pela Operação Ararath, da Polícia Federal. Visto que seu braço direito, amigo, homem de confiança e também maior doador de sua campanha eleitoral, Fernando Mendonça, vem sendo investigado.

Os respingos da ligação estreita com Fernando Mendonça já atingem a imagem de Pedro Taques, chegando a ser destaque nos jornais de maior conceito do país, como O Estadão, Jornal Folha de São Paulo, além do carioca O Globo.

Taques vem afirmando que “não tem nada a temer” e que sua amizade com o empresário investigado será mantida, bem como o emprego da filha dele, até que ele conheça o teor da investigação, que tramita em sigilo.

ONG Moral deve pedir cassação de Taques

O coordenador do Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (Ong Moral), Bruno Boaventura, acredita que a relação entre Pedro Taques e Fernando Mendonça pode ser prejudicial ao mandato do parlamentar.

“Os indícios são bem fortes, não tem como negar que não exista uma relação direta e de confiança entre os dois, não tem como descaracterizar isso”, avaliou Boaventura em entrevista ao site Isso É Notícia.

Para ele, é preciso esperar que Taques venha a público explicar essa relação para só então a ONG se posicionar se pedirá ou não a cassação do parlamentar.

Boaventura questionou se existe interferência de Mendonça no exercício do senador. “Tudo leva a crer que sim, porque uma pessoa que tem doado dinheiro, nomeado a filha para trabalhar no gabinete, tudo indica que tem forte influência no mandato do senador”, afirmou.

 

 

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3 Comentários

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  1. - IP 187.116.189.226 - Responder

    A verdade é que o Senador não explicou nada de especifico deste caso até o presente momento! Sabia das atividades do empresario? Acha que ele é inocente? Sabia das acusações de agiotagem? Qual foi a justificativa de uma doação tão alta para campanha? Qual foi o critério para contratar a filha dele como assessora? Ele já estava cotado como secretário de fazenda? Dentre inúmeras outras!

  2. - IP 179.254.49.27 - Responder

    Pedro Taques formou uma dupla do barulho com Demóstenes Torres no Senado. Pareciam Pelé e Coutinho que, nos áureos tempos do Santos Futebol Clube, infernizavam a vida dos jogadores defensivos das melhores equipes de futebol do Mundo.
    Mas Pedro e Demóstenes nunca empolgaram. nunca fizeram grandes gols e a dupla se desfez quando o Demóstenes recebeu cartão vermelho por comportamento indevido.
    Há imagens de Taques defendendo Demóstenes do escárnio de alguns Senadores mais exaltados, na CPI do Cachoeira.
    Naquela ocasião, Pedro Taque foi chamado de “merda” pelo deputado Silvio Costa do PTB-PE, mas isso é outra história…
    Pedro Taques não abandonou Demóstenes e fez sua defesa, lamentando, por certo, o desfazimento da dupla do barulho que tanta sensação causava no Senado.
    Para alguns, Taques tem biografia e, Demóstenes, ficha corrida… Em comum, apenas o toque de bola lá pela ponta Direita do Senado… numa simbiose política afinadíssima e perigosíssima. É uma pena que tudo tenha se tornado um caso de polícia por culpa de Demóstenes que não soube usar corretamente o penico.
    E Pedro… sabe?

  3. - IP 189.40.75.212 - Responder

    Verdadeiros sepulcros caiados!…

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