No final de abril, promotor Mauro Zaque teria feito vistas grossas a tentativa de derrubada do Comandante Geral da PM, Coronel PM Zaqueu Barbosa e colocação em seu lugar do seu subsecretário. Agora noticia-se que ele está demissionário. Pode ser mais uma tentativa do promotor de fortalecer seu grupo dentro do “núcleo duro” do poder no Estado, ajustando comando da PM e da Policial Civil ao seu estilo algo truculento de administrar

O promotor Mauro Zaque, o governador Zé Pedro Taques e o coronel PM Zaqueu Barbosa. Há alguns meses, um confronto surdo vem marcando os bastidores da Segurança Pública, em Mato Grosso

O promotor Mauro Zaque, o governador Zé Pedro Taques e o coronel PM Zaqueu Barbosa. Há alguns meses, um confronto surdo vem marcando os bastidores da Segurança Pública, em Mato Grosso. Neste Natal, a expectativa é que o nó seja desatado.

Atrelada ao poder, como sempre, a mídia corporativa mato-grossense foi surpreendida nesta terça-feira com a notícia de que as coisas andam tumultuadas no setor de Segurança Pública do Governo do Estado. Desde que A Gazeta disparou, pela manhã, que o secretário de Segurança Pública estaria demissionário, a expectativa é geral quanto a nova mudança no secretariado do governador Zé Pedro Taques.

No Midia News, ainda em tom de especulação, apareceu a confirmação de que desde o dia 17, Zaque teria entregue seu pedido de demissão ao Zé Pedro que, desde então, estaria pensando o que fazer com o cargo e com o setor que, como se sabe, é estratégico para qualquer governo e para qualquer governador.

O governador Zé Pedro não disse que já aceitara a mudança e, pelo jeito, continua fazendo suas gestões para que Mauro Zaque permaneça, porque se ele quisesse que o promotor fosse embora já teria aceito a demissão no dia 17.  Mas, escorregadio como ele só, o governador passou o dia dizendo que em sua equipe, não há pessoas “insubstituíveis” – ao mesmo tempo que preservava Mauro Zaque na função.

O fato de Mauro Zaque estar mal acomodado no cargo não surpreende quem milita no setor da Segurança, já que seu descompasso, notadamente com o Comandante Geral da PM, Coronel Zaqueu Barbosa, é evidente. O principal ponto de discordância, pelo que percebe quem acompanha o setor, tem sido o apoio do comandante geral às reivindicações salariais expressas pelas associações que representam os militares, enquanto o promotor Zaque tem preferido adotar uma linha de confronto com essas organizações, boicotando as negociações. A ponto do recente pagamento da parcela final da reestruturação salarial de PMs e Bombeiros ter sido negociada pela categoria não com Mauro Zaque, o que seria natural, mas com Paulo Taques, conhecido preposto que Zé Pedro Taques escalou para cuidar e dar à sua Casa Civil um tom familiar, patrimonial, já que Paulo é seu primo.
No final de abril, muito se especulou sobre a possível participação de Zaque na tentativa de tirar Zaqueu do comando da PM, numa articulação que pretenderia levar para o cargo, o subsecretário de Segurança Pública, o Coronel Joelson Sampaio. O fato do Coronel Zaqueu ter procurado, em meio àquele agito, o setor de recursos humanos da PM para saber quanto tempo ainda tinha a cumprir até sua aposentadoria, foi usado como uma espécie de confirmação de que Zaqueu já teria jogado a toalha, mas o fato é que o atual Comandante Geral da PM sobreviveu à boataria que valeu até uma nota de repúdio das Associações dos Militares (Assof- Assoade – Asmip e ACS) contra o golpe e em solidariedade ao Coronel Zaqueu (reproduzo a nota ao final). Alguns oficiais que teriam participado de um festivo churrasco em torno do Coronel Sampaio, em Cuiabá, acabaram, sem maiores explicações, sendo removidos para postos no interior do Estado – e Mauro Zaque se recolheu em concha.

A expectativa das negociações que o governador Zé Pedro Taques está tendo, durante esta tarde de 22 de dezembro de 2015, com a cúpula da Segurança Pública e com o seu “núcleo duro” de poder (que se resume quase que apenas à sua vontade imperial, já que Zé Pedro não é dado a dividir o poder com enormes colegiados) é grande. Uma vitória de Mauro Zaque pode trazer mudanças drásticas tanto no comando da PM quanto no comando da Polícia Civil, nas próximas horas, me declarou uma fonte.

Mas a permanência do Coronel Zaqueu no Comando Geral da PM é o mais provável, já que ele compõem um grupo de coronéis, colegas de uma mesma geração, que ocupam atualmente as principais posições estratégicas dentro da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros. Mexer  com o coronel Zaqueu seria desmontar um grupo de comando que vem tendo grande êxito em seu gerenciamento, desde que ascendeu ao poder, juntamente com o governador Zé Pedro Taques, no início do ano. Esses coronéis, curiosamente, são os responsáveis pelo sucesso de iniciativas como a Operação Impacto, usadas pelo promotor Mauro Zaque, para destacar e enaltecer os resultados alcançados até aqui por sua Secretária no enfrentamento da criminalidade.

Mas a amizade canina que existe entre Zé Pedro e Mauro Zaque pode trazer surpresas, como seria o fato do governador  promover as mudanças que o promotor estaria reclamando apenas para manter ao seu lado um parceiro que o vem acompanhando desde a Operação Arca de Noé quando juntos, e obedecendo a um comando do juiz federal Julier Sebastião, atuaram no desmonte da organização criminosa que se articulava, em Cuiabá, em torno do chamado comendador João Arcanjo Ribeiro. Ação que foi o principal argumento eleitoral para a vitória de Zé Pedro na disputa pelo Senado Federal em 2010.

Aguardemos para ver o que nos traz a alvorada deste dia 22.

Em um ano de governo, anota a repórter Laise Lucatelli,  esse é o terceiro secretário que pede para deixar o cargo. O primeiro foi o coronel Antônio Ribeiro Leite, que deixou a Casa Militar em agosto e foi substituído pelo também coronel Airton Benedito Siqueira Junior. O segundo foi o secretário de Saúde, Marco Bertulio, que deu lugar ao também médico Eduardo Bermudez.

RECORDE, AGORA, A NOTA DE REPÚDIO DAS ASSOCIAÇÕES MILITARES CONTRA O PRETENSO GOLPE CONTRA O CEL ZAQUEU BARBOSA NO FINAL DE ABRIL

 

NOTA DE REPÚDIO

 

No militarismos existem máximas e jargões que somente os militares entendem, porém há também algumas exceções, que já caíram no gosto e conhecimento popular e que por isso, nem precisam mais de tradução ou explicação.

A máxima de que “a tropa é espelho do comandante” é um desses enunciados que dispensa explicação, mais mesmo assim, nos atrevemos a realizar breves considerações.

Dentro da caserna existe o entendimento de que a tropa ou o conjunto de pessoas subordinadas hierarquicamente e administrativamente a um comandante, tendem a reproduzir os pensamentos, o comportamento e a conduta de seu líder.

Por isso, quando se percebe problemas de desvio de conduta ou comportamentos de heroísmo ou comprometimento da tropa, logo é feita a correlação de comandados e comandantes, dizendo que se o Comandante é bom a tropa será igualmente qualificada. O inverso, também é verdadeiro.

Fizemos esse breve preambulo, para dizer que Mato Grosso vive hoje uma situação de convergência positiva entre a Polícia Militar e o Governo do Estado e o elo dessa convergência, é sem sombras de dúvidas, o nosso líder maior, o Comandante Geral da PM – Cel PM Zaqueu Barbosa, que foi escolhido para comandar a instituição dos “homens do mato”, pelos seus qualificativos de seriedade, trabalho, comprometimento e a acima de tudo, honestidade.

Ao analisarmos os números construídos pela Polícia Militar nos últimos 100 dias, percebemos nitidamente que os Policiais Militares estão ombreados com o discurso de trabalho do comando da instituição e isso, pode ser percebido ao verificarmos a redução drástica dos indicativos de criminalidade.

Para se ter uma idéia, a Polícia Militar com sua atuação preventiva e ostensiva realizou neste ano, um dos carnavais mais tranquilo dos últimos anos. Os índices de homicídio no Estado caíram 32% e em Várzea Grande cerca de 48%, se comprados com o mesmo período do ano passado.

Os roubos da modalidade novo cangaço, praticamente foram extintos dentro do Estado de Mato Grosso e tudo isso, apenas com a mudança de comportamento e postura, pois até agora, os investimentos continuam sendo parcos e em alguns casos, quase nulos.

De posse dessas informações e realizações, fomos surpreendidos na tarde desta segunda-feira (27.04), com uma notícia que circulava na mídia social (whats app) dando conta de que o Secretário de Segurança Pública Mauro Zaque teria destituído o Comandante Geral da Polícia Militar Cel PM Zaqueu Barbosa, pois ele teria defendido junto ao governo do Estado, o cumprimento da lei de reestruturação salarial dos Policiais e Bombeiros Militares de MT, votada em 2014.

Diante dessas informações, a diretoria da ASSOF procurou o Coronel Zaqueu que nos informou que a notícia não é verdadeira, pois ele, não foi destituído, nem tão pouco entregou o cargo de Comandante Geral ao Governo do Estado.

Ele destacou ainda, que no seu entender, vem desenvolvendo um bom trabalho e que está apenas no começo de toda uma reestruturação que juntamente com os policiais militares, pretende imprimir a instituição, sempre com o foco na melhoria de atendimento a sociedade.

Posto isso, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (ASSOF-MT) repudia qualquer tipo de intimidação ou retaliação à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiro Militar, pelo cumprimento das atribuição ou defesa de nossas prerrogativas constitucionais, de independência e autonomia administrativa e operacional.

Por derradeiro, reafirmamos o nosso compromisso com a sociedade Mato-grossense e com o Governo de Pedro Taques (Estado de transformação) de continuarmos trabalhando pela redução dos índices e taxas de criminalidade, sempre focando na melhoria da prestação de serviço à população.

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