Nesse momento de virada do poder, em Mato Grosso, SAÍTO alerta contra a figura do bajulador – essa figura disforme, fraca de caráter, um perigo aos desavisados. “Sabedor que seu alvo ocupará um alto cargo público, o escroto lhe será esticado. Como gosta de um manjar!” – define o magistrado

gonçalo antunes de barros neto saito juiz de direito em cuiabá mt‘Homosacosperma’, apenas um título

POR GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO

De quem um líder deve se precaver para evitar o famoso ‘sapato alto’ ou ser picado pela ‘mosca azul’? Do bajulador. Em qualquer poder da República e em todos os níveis, essa figura disforme, fraca de caráter, é um perigo aos desavisados. Sabedor que seu alvo ocupará um alto cargo público, o escroto lhe será esticado. Como gosta de um manjar!

O ‘homosacosperma’ avilta a figura do herói, tornando-o refém de sua vaidade. E gosta, sem reservas, da liturgia do cargo – fica em êxtase!-. Feito para massagear a pudica de poderosos, caminha abertamente para o confronto com os que pensa ser adversários. Estes, agora de tapetes escorregadios, se veem numa vala comum de aviltamento. Nem imaginam que não é do fronte que se devam proteger, mas dos francos e da retaguarda.
Recentemente, na rede social facebook, Antonio Cavalcante Filho, o Ceará ou Padre Antonio, postou algo muitíssimo interessante – ‘O puxa-saquismo não muda nada! Governo não dá nada de graça a ninguém, e direito se conquista na luta. Infeliz daquele que faz do saco dos governantes o corrimão da escada para subir na vida e se dar bem… Só a luta pode mudar a vida em sociedade!’.
Nada mais apropriado para o momento de posse, nos poderes e nas instituições. Os guerreiros e guerreiras, ciosos da boa axiologia e vigilantes sociais, devem ficar atentos. As suas verves e letras que fiquem a postos para evitar que bons homens e boas mulheres, em postos de comando, não ocupem o espaço público com o arroto capitaneado desses facínoras, ‘homosacospermas’ de ‘terrae brasilis’.
Nos corredores dos palácios, nas secretarias, nas salas dos tribunais, nos gabinetes de ingênuos e simplórios, lá está ele (ou ela)– o (a) ‘homosacosperma’-, falando mal de alguém ou com um plano redentor. Arrumadinhos (as), engomadinhos (as), barba e cabelo bem ‘trabalhados’, gravata de seda ou vestido da moda, de fino trato e ideias inovadoras, são todos (as) sorrisos estratégicos. A história se repete, mais uma vez se repete, que sina…
Depois, os que só assistem a ventura dessa cambada, reclamam do destino. Falam da violência do rio que a tudo arrasta, mas não falam da violência das margens que o aprisionam (Bertolt Brecht).
É hora de atitude, de luta, em tudo quanto há. Nascemos para mudar, purificar e progredir. O (a) ‘homosacosperma’, e sua trajetória de ignomínias, deve ser posto no paredão da desonra. E se honra (dele ou dela) não se pode ter esperança, a Sibéria aceita os incautos.
É por aí…

GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO, magistrado e professor, escreve em A gazeta aos domingos (email: [email protected]).

3 Comentários

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  1. - IP 191.174.81.107 - Responder

    Fico feliz que um juiz de direito tenha esse pensamento no desempenho de seu trabalho. Vejo líderes rodeados de pessoas sem preparação para trabalhar em equipe ou realmente produzir. …

  2. - IP 201.24.175.127 - Responder

    Saito fala com conhecimento de causa porque a figura foi, de há muito, institucionalizada no Poder Judiciário, quase como um laranja da autoridade competente. Figura escrota, sem dúvida, em meio a uma escrotice generalizada, institucionalizada. No planeta Marte, evidentemente.

  3. - IP 187.116.194.165 - Responder

    Parabéns Saíto pelo artigo, infelizmente o “puxa-saquismo” está entranhado nas raízes dos poderes, e o pior que a meritocracia ficou “a ver navios”!!!!

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