NASSIF: Operação Apocalipse é o penúltimo ato para a tentativa do ministro Gilmar Mendes de conseguir o impeachment da presidente Dilma. Imagina-se que Apocalipse Now – nome dado à operação – seja porque permitirá encontrar provas contra grandes empreiteiras. O buraco é mais em cima: o alvo é Duque, através dele, Vaccari Neto e, através dele, as contas de campanha de Dilma. A avaliação de provas e indícios caberá a Gilmar graças a uma manobra do presidente do TSE Dias Toffoli. Para afirmar que Toffoli se aliou a Gilmar, me baseio nas seguintes evidências: o descontentamento de Toffoli com Dilma, ao saber que não teria nenhuma influência na indicação de novos titulares do STF, STJ e do TSE e o fato de ter endossado a PEC da Bengala – que, se aprovada (permitindo a aposentadoria de Ministros do TSE aos 75 anos) tiraria qualquer possibilidade de Dilma indicar os próximos 5 ministros

De acordo com avaliação até agora solitária do articulista Luis Nassif, a presidenta Dilma Roussef, recentemente reeleita para um novo mandato pelo povo brasileiro, estaria enfrentando tentativa de golpe que teria como uns de seus articuladores, nos bastidores das cortes judiciais, em Brasilia, os ministros Gilmar Mendes (notório adversário do PT) e Dias Toffoli (indicado por José Dirceu que, agora, estaria entrando em fase de metamorfose, aliando ao conservador Gilmar, por penima contra Dilma que não lhe teria permitido espaço de influência na indicação de novos ministros para o STF, STF e TSE

De acordo com avaliação até agora solitária do articulista Luis Nassif, a presidenta Dilma Roussef, recentemente reeleita para um novo mandato pelo povo brasileiro, estaria enfrentando tentativa de golpe que teria como uns de seus articuladores, nos bastidores das cortes judiciais, em Brasilia, os ministros Gilmar Mendes (notório adversário do PT) e Dias Toffoli (indicado por José Dirceu que, agora, estaria entrando em fase de metamorfose, aliando ao conservador Gilmar, por penima contra Dilma que não lhe teria permitido espaço de influência na indicação de novos ministros para o STF, STF e TSE

A Operação Apocalipse encontra a Operação Toffoli-Gilmar

Anunciada esta semana, a Operação Apocalipse é o penúltimo ato preparatório para a futura tentativa do Ministro Gilmar Mendes, através do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de conseguir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Como já descrito no post “Armado por Toffoli e Gilmar, já está em curso o golpe do impeachment” a tática utilizada será a tese da contaminação do Caixa 1 – levantando eventuais pagamentos de empresas da Lava Jato à última campanha de Dilma. Havendo, o TSE poderia julgar a legitimidade da eleição de Dilma.
O alvo central é o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. Imagina-se que chegando nele, se chegará ao tesoureiro do PT João Vaccari Neto. E se forem comprovadas doações depois de 2012, à campanha de Dilma.
A defesa de Duque sustenta que a Lava Jato até agora não apresentou uma prova concreta de que tenha recebido propinas.
Como o inquérito corre em sigilo, o juiz Sérgio Moro, delegados e procuradores têm controle sobre as informações e as têm vazado seletivamente – sem serem incomodados pelo Ministro da Justiça e pelo Procurador Geral da República.
A primeira tentativa consistiu em tentar estabelecer o vínculo com o PT através do pagamento de R$ 1,6 milhão da UTC a Duque. Duque já era ex-funcionário da Petrobras e era razoável o motivo alegado para o pagamento – assessoria em um projeto enquadrado em sua área de conhecimento e em uma área da Petrobras que ele conhecia e poderia influenciar.
A segunda tentativa, agora, é com a informação dada por um executivo da Queiroz Galvão, de que teria pago propina após 2012 (clique aqui). Delegados e procuradores vazaram a informação para os jornais, que se incumbirem das ilações com a campanha do PT.
A partir dessas informações, procuradores seguiram para a Suíça para rastrear as contas de Paulo Roberto Costa mas, principalmente, conseguir alguma prova robusta contra Duque.
Imagina-se que o nome Apocalipse Now – dado à operação – seja porque permitirá encontrar provas contra grandes empreiteiras. O buraco é mais em cima: o alvo é Duque, através dele, Vaccari Neto e, através dele, as contas de campanha de Dilma. E, chegando nelas, o apocalipse.
Sobre Toffoli
Há toda uma discussão jurídica sobre o tema “fruto envenenado” nas contribuições de campanha – ou seja, se a comprovação de uma doação ilegal é suficiente para a rejeição das contas e para dar início a um processo de impeachment. As interpretações mais correntes são a da relativização dessas irregularidades.
Ocorre que no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a avaliação de provas e indícios caberá ao Ministro Gilmar Mendes, graças a uma manobra conduzida pelo presidente do TSE Antônio Dias Toffoli. Ela fará o relatório e dará o tom das discussões do pleno do TSE.
Aliás, solicita-se aos colegas blogueiros que se apressaram a isentar Dias Toffoli, um pouquinho de paciência para ler os artigos que escrevi e separar os fatos das interpretações.
FATO COMPROVADO – Toffoli manobrou para jogar as prestações de conta do PT e da campanha de Dilma para Gilmar Mendes.
1. Não havia motivo para a redistribuição imediata dos processos de prestação de contas do PT e de Dilma. Ele redistribuiu os processos menos de 8 horas úteis depois do final do mandato do Ministro Henrique Neves e antes mesmos dos documentos terem sido apresentados ao TSE.
2. Atropelou o regimento interno do TSE, que determinava que os processos deveriam ser repassados ou ao suplente ou a um Ministro da mesma classe que Neves. Tanto  que a decisão recebeu parecer contrário do próprio Procurador Eleitoral Eugênio Aragão, por atropelar o regimento e não haver sentido de urgência.
3. Manipulou os sorteios. Essa história de que sorteou os processos e “por azar” caíram com GIlmar Mendes depõe contra a acuidade jornalística dos meus colegas. A probabilidade de ambos os processos caírem com Gilmar era de 2%. Logo, a probabilidade de pelo menos um deles cair com qualquer dos demais Ministros era de 98%.
São fatos objetivos, com os quais não se deve brigar. Pode-se especular apenas sobre as razões que o levaram a essa manobra. E aí são especulações baseadas em evidências contra e a favor de Toffli.
AS EVIDÊNCIAS CONTRA TOFFOLI – para afirmar que Toffoli se aliou a Gilmar, além do escandaloso redirecionamento dos processos, me baseio nas seguintes evidências:
1. O descontentamento de Toffoli com Dilma, ao saber que não teria nenhuma influência na indicação de novos titulares do STF, STJ e do TSE.
2. Conversas com membros do STF, TSE e Palácio e com amigos de Toffoli confirmando sua aproximação com Gilmar e sua mudança de atitude.
3. O fato de ter endossado a PEC da Bengala – que, se aprovada (permitindo a aposentadoria de Ministros do TSE aos 75 anos) tiraria qualquer possibilidade de Dilma indicar os próximos cinco Ministros, que se aposentarão durante seu mandato.
AS EVIDÊNCIAS DA DEFESA – os argumentos dos diletos colegas que defendem Toffoli são os seguintes:
1. A história de Toffoli é totalmente diversa da de Gilmar – um fazendo carreira no PT, outra com FHC – logo seria impossível que se aliassem. De acordo com essa lógica, jamais haveria traição no mundo pois, por definição, trair significa ir contra as antigas convicções e alianças do traidor. Como imaginar que Joaquim Silvério dos Reis traiu a Inconfidência se toda sua vida foi de combate à Coroa?
2. Toffoli foi indicado por José Dirceu, logo é impossível que mude de lado. É a mesma lógica do item anterior. Não sendo mais foco de poder, parte dos amigos de Dirceu permanecerá leal, parte tratará de buscar outros polos de poder. São movimentos tão velhos e previsíveis quanto a política. Se a Inconfidência se mostrasse viável, Silvério dos Reis não teria se bandeado.
3. Toffoli votou contra Gilmar na questão do financiamento eleitoral de empresas. E provavelmente deve torcer para time de futebol diferente. O que interessa é a afinidade nos temas relevantes. No mais relevante deles – a PEC da Bengala, que interfere diretamente na correlação atual de forças do STF – Toffoli endossou a posição de Gilmar.
4. Toffoli meramente seguiu o regimento do TSE e deu “azar” dos dois processos caírem com Gilmar. Conforme demonstrado, não seguiu.
5. Ninguém sabe se Gilmar votará contra ou a favor da prestação de contas. Pelo longuissimo histórico, de Gilmar pode-se esperar tudo, menos a isenção.
É aqui que se configura o movimento final, de tentar criminalizar o Caixa 1 de Dilma.
O presidente do PT Rui Falcão garante que o partido passou todas as contribuições pelo pente fino, para evitar surpresas.
É aguardar para conferir.
Por Luciano G

Todo candidato para fins de campanha tem um CNPJ e uma conta corrente. Isso vale também para o Comitê Central dos partidos.

Esse CNPJ foi aberto até 09/07/2014 pelo calendário eleitoral e se encerra com as eleições. Doações para financiar campanha só valem a partir disso. Então a análise vai se resumir a partir dessa data. Finda as eleições apura-se sobras ou prejuízos, encerra-se a conta corrente aberta para esse fim, e verifica-se os recibos eleitorais emitidos para cada doação. E fim.

O que tiver “entrado” antes não pode ser financiador de campanha, pois há recibos eleitorais emitidos para as doações. O tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 foi Edinho Silva, nada de Vacari – o cara estava manjado.

Terminada a campanha não há de se falar mais em doação para campanha eleitoral, e sim para o “funcionamento” do partido.

2 Comentários

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  1. - IP 189.59.52.230 - Responder

    E ainda tem gente que leva este lunático a sério.Ele precisa urgentemente de assistência psiquiátrica.Mania de perseguição e conspiração,logo logo,ele se refugiara na floresta e conversará com passarinhos diretamente!Observem o branco dos olhos arregalados dele,não é normal!

  2. - IP 201.34.222.4 - Responder

    Lunático entende de lunático… e eu não discuto com especialista. Nassif exagerou…

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