NA MARCA DO PENÂLTI: ONG Moral protocolou representação solicitando cassação do vereador João Emanuel (PSD). PSB e PV, por meio dos vereadores Fiassal Kalil e Mário Nadaf, devem reforçar o pedido. Leia a representação

Ong Moral pede perda de mandato de João Emanuel by Enock Cavalcanti

 João Emanuel, que já renunciou à presidencia da Câmara, é acusado de envolvimento nos crimes de grilagem de terras, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos. A medida é reflexo da operação Aprendiz, deflagrada pelo MPE, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).


João Emanuel, que já renunciou à presidencia da Câmara, é acusado de envolvimento nos crimes de grilagem de terras, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos. A medida é reflexo da operação Aprendiz, deflagrada pelo MPE, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

OPERAÇÃO APRENDIZ

ONG Moral pede cassação de João Emanuel

KAMILA ARRUDA
DIARIO DE CUIABÁ

 

Embora tenha renunciado ao cargo de presidente da Câmara de Cuiabá, o vereador João Emanuel (PSD) ainda corre risco de perder seu mandato por quebra de decoro parlamentar. O Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (ONG Moral) protocolou na tarde de desta terça-feira (3) uma representação solicitando a cassação do social-democrata. PSB e PV, por meio dos vereadores Fiassal Kalil e Mário Nadaf, respectivamente, devem reforçar o pedido.

Segundo o advogado da entidade, Bruno Boaventura, o documento está baseado nos fatos trazidos à tona durante a operação Aprendiz e também na suposta tentativa de compra de sentença denunciada durante a operação Assepsia, ambas do Ministério Público Estadual.

“O Ministério Público já vem fazendo sua parte, a Justiça já vem fazendo sua parte, falta a Câmara fazer a parte dela. Trata-se de um julgamento mais políticos do que técnico-jurídico. É um julgamento da conduta do parlamentar que, no nosso ponto de vista, foi indecorosa. Pode até ser que não se comprove a improbidade administrativa, mas a conduta não vai deixar de ser indecorosa”.

A ONG Moral ainda defende uma investigação mais ampla por parte do MP, pois acredita que outros vereadores podem estar envolvidos no esquema que serviria para desviar recursos do Legislativo municipal.

“Os vereadores estão sendo, no mínimo, complacentes. Até o momento não acionaram a Comissão de Ética para investigar a conduta do colega que, inclusive, os chamou de artistas. É bem provável que outros vereadores estejam envolvidos, até porque ele [João Emanuel] não é o único ordenador de despesa”, pontua Boaventura.

O PSB e o PV devem reiterar o pedido de cassação. Faissal explica que, de acordo com o Regimento Interno da Casa, esta solicitação só pode acontecer por meio de partidos políticos ou de membros da mesa diretora, por isso teve que pedir o aval da legenda.

“O vídeo em que aparece o ex-presidente é extremamente comprometedor e o caso deve ser levado adiante. Eu não aceito acordo, a população não quer acordo, aqui [Câmara] não é lugar para fazer acordo. As denúncias contra o João são graves; as provas constadas no vídeo também, portanto sou favorável à abertura do processo de cassação”.

Mesmo afastado da presidência por duas decisões judiciais, na manhã desta terça-feira (3), João Emanuel renunciou oficialmente ao cargo.

Ele é acusado de envolvimento nos crimes de grilagem de terras, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos. A medida é reflexo da operação Aprendiz, deflagrada pelo MPE, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O social-democrata afirma que tomou esta decisão para não “constranger” os demais parlamentares em um possível processo de investigação interna contra ele.

“Para que meus pares não fiquem constrangidos e para que não se alegue que a presidência dessa augusta Casa de Leis serve para evitar manobras e investigações, sejam de quaisquer naturezas, venho comunicar a minha destituição da honrosa função de presidente. Ao contrário daqueles que acreditam que podem tudo, eu acredito que nós temos que ter a consciência e pensar no coletivo. Temos que pensar nos vereadores, na Casa de Leis”, discursou.

Com relação ao vídeo em que aparece negociando supostas vantagens em uma licitação da Câmara e que é utilizado com prova pelo Gaeco, o parlamentar afirma que foi uma montagem orquestrada e comandada por pessoas ligadas ao prefeito Mauro Mendes (PSB). “Houve trucagem e montagem na tentativa preparada de lapidar o patrimônio de alguém”.

João Emanuel também solicitou que a Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá abra um procedimento investigatório contra si próprio. No entanto, ele, como vereador, não possui esta prerrogativa. As demais representações, entretanto, devem ser apreciadas na sessão plenária de quinta-feira (5).

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 201.22.175.160 - Responder

    E pensar que a bela e sorridente família do Riva conta com o apoio do PT. O PT é aliado do Riva no Governo do Estado de Mato Grosso e ainda apoiou a eleição do genro João Emanoel para a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá.

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