Na manhã de quarta-feira (5 de agosto), os novos juízes tiveram aula teórica com Geraldo Fernandes Fidelis Neto, magistrado do Núcleo de Execuções Penais. À tarde, visitaram o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), passaram por todos os raios, conheceram bem a estrutura e conversaram com o diretor da unidade

Novos juízes conhecem teoria e prática criminal
Na manhã de quarta-feira (5 de agosto), os juízes substitutos tiveram aula teórica com Geraldo Fernandes Fidelis Neto, magistrado do Núcleo de Execuções Penais. À tarde, visitaram o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), passaram por todos os raios, conheceram bem a estrutura e conversaram com o diretor da unidade.l
Visitar uma unidade prisional. Experiência inédita para muitos dos 26 juízes substitutos, que ingressaram no último concurso da magistratura, há pouco menos de um mês. Aula prática da capacitação oferecida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT). Os últimos dois dias, 5 e 6 de agosto, foram dedicados à execução penal.
“Os novos juízes puderam conhecer o trabalho de ressocialização desenvolvido na unidade, onde 80% dos presos trabalham. Plantamos uma boa semente para que, no futuro, quando eles estiverem nas comarcas do interior, possam implantar projetos de recuperação de pessoas nos presídios”, afirmou Geraldo Fidelis.
Na quinta-feira (6), a aula foi com o magistrado Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, também do Núcleo de Execuções Penais. Entre os temas abordados destacam-se os regimes de cumprimento de pena e seus requisitos, livramento condicional, unificação e cálculo de pena, remissão pelo trabalho, estudo e leitura.
À tarde, no Fórum de Cuiabá, os novos juízes acompanharam audiências de progressão de regime, livramento condicional e justificação de falta. Além disso, conheceram o sistema de monitoramento eletrônico e aprenderam com funciona a tornozeleira e o botão do alerta.
Para Antônio Fábio Marquezini, que atuou por 11 anos como advogado na área cível, trata-se de uma grande experiência. “Como dos juízes se exige uma formação mais completa, em todos os campos do Direito, não basta ser especialista em uma determinada área. E o curso da Escola da Magistratura tem nos preparado muito bem para essa diversidade de temas. Excepcionalmente a execução criminal é ainda mais importante, pois varia muito de um estado para outro”, defendeu o magistrado que veio de Araçatuba (SP).
Angela Maria Janczeski Góes, que também acumula experiência na área cível, acredita que esse conhecimento mais amplo fará toda a diferença na hora de atuar em uma vara única no interior. “Ter aulas com juízes mais experientes nos dá mais segurança. Além disso, vemos o modo correto de atuar, como o Poder Judiciário se posiciona em relação a determinados assuntos. Estamos realmente surpresos com a receptividade dos colegas com mais tempo de profissão”, relata.
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