MPF considera “Lista de Furnas” igual ao “Mensalão”

Ministério Publico Federal, do RJ, denuncia envolvidos no Escândalo da Lista de FurnasProcuradora federal Andrea Bayão, em denúncia apresentada contra o esquema criminoso que operou em Furnas, compara o ocorrido ao Mensalão

Embora venha sendo utilizado as estrutura de comunicação dos diversos governos ocupados pelo PSDB, principalmente do Governo de Minas Gerais, para divulgar que a “Lista de Furna” não é autêntica, a movimentação processual vem a cada dia comprovando o contrário. A “Lista de Furnas”, além de ser verdadeira, a investigação da Polícia Federal rastreou e comprovou todos os crimes descritos na mesma.

Foi com base nestas investigações que a Procuradora Federal do Rio de Janeiro, Andrea Bayão Pereira apresentou no início do ano denúncia perante a Justiça Federal contra todos os integrantes do esquema criminoso , classificando como chefe do esquema Dimas Toledo.

Na peça jurídica, Andrea narra com detalhe como funcionou o esquema que arrecadou recursos para serem destinados a diversos candidatos que concorreram nas eleições de 2002.

Segundo fontes da Procuradoria da República carioca, foi grande a insatisfação com o juiz Federal Roberto Dantas Schuman de Paula, que declinou a competência para a justiça estadual julgar o processo, criando com isto um conflito de competência, que, segundo as mesmas fontes, é muito utilizado pelas partes quando querem atrasar o julgamento de um processo. “Agora, ser esta prática a de um Juiz Federal demonstra a fragilidade e o quanto forças políticas vêm interferindo no Poder Judicial”, conclui.

Para grande parte dos integrantes da Procuradoria da República carioca, a única possibilidade do processo ser julgado é se o ministro Joaquim Barbosa entender que existe conexão entre este fato e do Mensalão, avocando o processo. Não se trata de uma tese pouco aceita, a própria Procurada Federal Andrea Bayão, em sua denúncia, classificou os crimes praticados em Furnas e no Mensalão como idênticos e com as mesmas partes.

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Histórico da lista de Furnas

Para lembrar ao leitor os motivos que levaram à elaboração da lista de Furnas, vamos fazer um rápido retrospecto dos fatos. O então diretor de Furnas, Dimas Toledo, estava encontrando dificuldades, em 2002, para permanecer no cargo, após a vitória de Lula à Presidência.

PT e partidos aliados desejavam o seu afastamento do cargo. O padrinho de Dimas Toledo era o então recém-eleito governador Aécio Cunha.

Diante disso, Dimas Toledo resolveu elaborar uma lista daquilo que tinha sido a arrecadação de recursos que Furnas conseguiu para a campanha dos tucanos na eleição de 2002, entre fornecedores, prestadores de serviços, construtoras, bancos, fundos de pensão, corretoras de valores e seguradoras. O valor total chegou a mais de R$ 40 milhões.

Os repasses eram direcionados aos coordenadores e responsáveis financeiros pelas campanhas dos candidatos à Presidência da República, governos de estado, senado federal, deputados federais e estaduais.

Na verdade, Dimas Toledo utilizou a lista com o objetivo exclusivo de fazer chantagem, em especial, a Aécio Cunha, seu padrinho, no sentido de que ele interferisse para sua permanência como diretor de Furnas. De fato, seu objetivo foi alcançado, pois conseguiu se manter no cargo.

Para atingir sua meta, Dimas Toledo entregou a lista de Furnas para o consultor de empresas Nilton Antônio Monteiro, que chantageou Aécio Cunha e Eduardo Azeredo.

Nilton Monteiro foi taxativo para Aécio e Azeredo: “Se Dimas Toledo não ficar no cargo de Diretor de Furnas, ele irá contar para a imprensa como foi montado o esquema de arrecadação do caixa 2 tucano, em Furnas”.

É bom destacar que a lista de Furnas foi assinada por Dimas Toledo. Após ser confirmado no cargo, ele disse que o documento era fraudulento.

Nilton Monteiro foi processado por calúnia e difamação por inúmeros políticos citados na lista.

Revoltado, o consultor de empresas resolveu entregar a lista de Furnas para a Polícia Federal fazer o laudo de exame documentoscópico, objetivando provar a veracidade do documento. De fato, o Instituto Nacional de Criminalística provou que a lista de Furnas é verdadeira. Não se trata de montagem.

Até então o laudo estava sob sigilo na 2ª Vara do Rio de Janeiro e ninguém podia ter acesso ao mesmo. O laudo foi feito em junho de 2006, mas só agora ele apareceu.

Porquê só agora o Novo Jornal conseguiu obter uma cópia do laudo? Com a palavra, a Polícia Federal.

O laudo foi solicitado inúmeras vezes por Nilton Monteiro, sem obter êxito.

Está provado, em definitivo, que houve caixa 2 na campanha de 2002 e o fato foi escondido do público, durante o período eleitoral em 2006.

Pergunta-se agora aos digníssimos deputados: os senhores vão ter coragem de processar Dimas Toledo? Afinal, o documento foi elaborado por ele.

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Joaquim Barbosa já pode avocar processo da “Lista de Furnas”

No meio do turbilhão causado pela intenção de Marcos Valério de incluir-se nos benefícios da “delação premiada”, surge um novo fato que deverá aquecer ainda mais o clima político no País, pois o processo que “dormia” há mais de 4 anos na Justiça Federal Carioca deverá, ainda nesta semana, subir para o STF- Supremo Tribunal Federal, após o advogado Dino Miraglia do denunciante Nilton Monteiro ter argüido a conexão entre o inquérito 3530, que apura os crimes praticados por Eduardo Azeredo, Clesio Andrade e Walfrido dos Mares Guia, e o processo da “Lista de Furnas”, já que os crimes envolvem as mesmas partes e um fato é consequência do outro.

O inquérito 3530 apura incêndio criminoso e oito tentativas de homicídios contra familiares do denunciante do esquema, Milton Monteiro, que mesmo sem qualquer julgamento ou condenação permaneceu por meses preso, através de um esquema montado para desacreditá-lo perante a opinião pública. Monteiro foi o autor de denúncias envolvendo as principais lideranças do PSDB mineiro e nacional.

Foi com base nas denúncias e documentos apresentados por Monteiro que se iniciaram as investigações que culminaram com o processo do “Mensalão tucano mineiro” e a “Lista de Furnas”. Procedimentos que deveriam já há muito tempo, segundo juristas, andar juntos, pois ambos ocorreram em período eleitoral com o pretexto de financiar campanhas políticas e foram praticadas pelas mesmas pessoas.

Embora a grande imprensa insista em afirmar que Marcos Valério procurou a PGR para denunciar apenas o esquema montado pelo PT, sabe-se que o mesmo, na verdade, pretende evitar o que ocorreu em relação ao processo do Mensalão do PT, onde se propôs a colaborar somente ao final, embora seu advogado Marcelo Leonardo insista na tese que seu cliente foi réu colaborador. Assim como em relação ao Mensalão do PT, Marcos Valério é o pivô do “Mensalão Tucano” e nova condenação seria fatal.

A decisão do Ministro Joaquim Barbosa a respeito do pedido de conexão é aguardado para as próximas horas.

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FHC é convidado para falar sobre “Lista de Furnas” no Congresso

Agência Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi convidado no dia 12 de dezembro para prestar esclarecimentos sobre suposto esquema de corrupção, que teria sido montado durante o seu governo, destinado a abastecer os caixas de campanha de candidatos do PSDB. Na ocasião, o episódio que caracterizaria lavagem de dinheiro foi conhecido como “Lista de Furnas”. O convite foi aprovado pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, a pedido do líder da Maioria na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP).

Os senadores e deputados da comissão rejeitaram três requerimentos para integrantes do atual governo prestarem esclarecimentos sobre o suposto esquema de corrupção investigado na Operação Porto Seguro da Polícia Federal. A oposição apresentou requerimentos de convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams; e da ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha. Ela é investigada por possível envolvimento no esquema criminoso.

O presidente da comissão, Fernando Collor, colocou em votação convite ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, para que compareça à comissão. O requerimento aprovado pede que Gurgel dê explicações sobre a “confluência das atividades de inteligência com o papel do Ministério Público e da Polícia Federal”. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, poderão comparecer ao Congresso. Eles foram convidados a explicar denúncias de que funcionários da agência estariam espionando a própria Abin.

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Lista de Furnas: Protógene não crê em erro de laudo federal

Por Geraldo Elísio
DO NOVOJORNAL

O deputado federal delegado Protógenes Queiroz, licenciado da Polícia Federal e hoje integrante da bancada do PC do B de São Paulo, comentou nessa segunda-feira que homens e instituições são passíveis de erros, mas descartou que, pelo aprimoramento profissional e técnico da Polícia Federal (PF), a instituição possa ter se enganado quanto à veracidade do laudo da Lista de Furnas.

Segundo Protógenes Queiroz, em mais de 20 anos de atividades enfrentando situações extremamente complicadas ele jamais presenciou um erro de seus companheiros de trabalho em questões similares. Por outro lado, o jornalista Amaury Júnior, que veio junto com Protógenes à Belo Horizonte para o lançamento de seu livro A Privataria Tucana, foi enfático ao dizer que “a Lista de Furnas é verdadeira.”

Amaury disse que trabalhou no caso e explicou que a metodologia tucana em casos similares “é trabalhar com duas hipóteses na tentativa de descredenciar a verdadeira”, ao mesmo tempo em que acrescentou que o lobista Newton Monteiro, que se encontra detido pela Polícia Civil de Minas Gerais “é uma criação tucana – PSDB – através do Simeão e do Mourão (Cláudio Mourão).”

Avançando mais em suas conjecturas, o autor de A Privataria Tucana lembrou que “O Globo e a Folha de São Paulo chegaram a noticiar que o laudo da PF é verdadeiro”, acrescentando que na opinião dele “a Polícia Civil de Minas Gerais está obstruindo uma investigação federal”.

Quanto ao delegado licenciado da Polícia Federal e hoje parlamentar federal Protógenes Queiroz, ele frisou que a CPI da Privataria, requerida por ele, quando for instalada vai querer saber de tudo o que envolve a Lista de Furnas, principalmente a destinação do dinheiro manipulado de forma irregular, atinja a quem atingir.

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Dr. Gurgel que vergonha, você sabe que a Lista de Furnas é autêntica

Após convite aprovado pelo Senado Federal a Fernando Henrique Cardoso para esclarecer o conteúdo da “Lista de Furnas”, encurralados, os tucanos procuram desacreditar o documento, alegando que ela é falsa. o Novojornal, jornal que circula em Minas Gerais, disponibilizou em seu site, com exclusividade para seus leitores, cópia do auto de apreensão da lista pela Polícia Federal e a perícia, do Instituto Nacional de Criminalística, comprovando sua autenticidade, reproduzidos nos destaques por esta PAGINA DO E.

Junto está o depoimento de Dimas Fabiano e o termo de restituição das CPU’s apreendidas em sua residência e em FURNAS.

Disponibilizamos também a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que se encontra parada há mais de seis meses nas mãos do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Novojornal já noticiou que o presidente do STF Ministro Joaquim Barbosa deve avocar o processo.

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Tucano condena convite a FHC por ‘Lista de Furnas’

“Esta Lista de Furnas é um documento produzido em oficinas criminosas que operam sob o comando do PT com objetivo de atacar a reputação dos adversários, com uma série de nomes de políticos que teriam recebido contribuição ilegal da estatal. Submetida à investigação, a perícia já constatou ser uma fraude. As assinaturas foram falsificadas”, criticou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP); Senado aprovou convite para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falar sobre a lista em comissão

Agência Senado

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fez duras críticas à aprovação de um convite para que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso venha ao Congresso Nacional dar explicações sobre um suposto esquema de corrupção conhecido como Lista de Furnas. A vinda do ex-presidente foi decidida nesta quarta-feira (12) por deputados e senadores da Comissão Mista Controle das Atividades de Inteligência (CCAI).

Aloysio Nunes classificou a aprovação do convite de “episódio triste e lamentável”. Em discurso no Plenário na manhã desta quinta-feira (13), ele disse tratar-se de um “acinte” promovido pelo líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP).

– Esta Lista de Furnas é um documento produzido em oficinas criminosas que operam sob o comando do PT com objetivo de atacar a reputação dos adversários, com uma série de nomes de políticos que teriam recebido contribuição ilegal da estatal. Submetida à investigação, a perícia já constatou ser uma fraude. As assinaturas foram falsificadas – afirmou o senador.

Aloysio Nunes Ferreira também criticou Jilmar Tatto, o qual, em entrevista após a aprovação do convite, declarou guerra à oposição, numa referência à iniciativa dos oposicionistas de pedir ao Ministério Público investigação sobre as declarações do empresário Marcos Valério de que parte dos recursos públicos desviados no esquema do mensalão beneficiou o ex-presidente Lula.

– Depois da sessão, ele [Tatto] declarou numa linguagem mais própria de gangues de rua que agora é guerra. Acontece que mesmo a guerra é sujeita a determinadas convenções – disse Aloysio.

De acordo com o senador, as acusações de Valério foram feitas na presença de procuradores da República e de advogados. Portanto, nada mais correto do que pedir que a denúncia seja levada adiante a fim de que uma investigação seja iniciada.

O parlamentar também citou outros exemplos classificados por ele de “crônica da baixa política brasileira”. Na opinião de Aloysio Nunes, outras farsas já foram promovidas pelo PT para atacar adversários políticos.

– Não poderia deixar de expressar minha indignação contra o uso de um instrumento para promover uma guerra suja e sem quartel contra um ex-presidente da República a quem o Brasil deve tanto – concluiu, referindo-se a Fernando Henrique Cardoso.

Policia Federal reconhece autenticidade da Lista de Furnas class=”scribd_iframe_embed” src=”http://www.scribd.com/embeds/117876629/content?start_page=1&view_mode=scroll” data-auto-height=”false” data-aspect-ratio=”undefined” scrolling=”no” id=”doc_19427″ width=”100%” height=”600″ frameborder=”0″>

Juiza Maria Luiza de Marilac absolve Nilton Monteiro, divulgador da Lista de Furnas

Juiza Maria Luiza de Marilac absolve Nilson Monteiro, divulgador da Lista de Furnas – parte 2

2 Comentários

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  1. - IP 200.96.181.13 - Responder

    Já está comprovado por perícia da própria polícia federal que a tal lista de furnas é falsificada, O MPF do Rio de Janeiro é que se equivocou com informações desatualizadas. Esperneiem e sapateiem mensaleiros, seus líderes estão a caminho da cadeia!!!!!

    É bem PT!!

    • - IP 187.44.83.216 - Responder

      Quem deve ta espeneando e tendo ataques histericos é tu privateiro e teus iguais, com as sucessivas derrotas nas eleiçoes e a extinção politica da quadrilha psdb-dem(só politica por enquanto). É autentica sim senhor assim como são autenticos e incontestaveis os documetos QUE PROVAM a roubalheira dos tucanos e afins na privataria, o maoir assalto ao patrimonio publico de todos os tempos,só comparavel as prilhagens na epoca das colonias. Não sei se tu é idiota ou integrante do bando. O unico caso comprovado de compra de votos até hoje foi o da reeleição do charlatão maior da republica,vulgo fhc.Esse fato por si só,a emenda da reeleição em beneficio proprio, ja é um crime,um absurdo.Comprando deputados então….São bandidos,semelhantes a mafia russa que cresceu com os despojos do estado soviético,tentando colar nos advesarios o rotulo que eles devem carregar.

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