MIRANDA MUNIZ: O grupo político governista de Mato Grosso, composto pelos maiores partidos (o que garante em torno de 65% do tempo de rádio e TV); que tem os nomes mais expressivos para a disputa proporcional; que possui o maior número de prefeitos, vereadores e lideranças políticas espalhadas pelo Estado; que é unificado em torno da reeleição da Presidenta Dilma; que possui o comando dos governos federal e estadual e ampla maioria dos municipais, não pode vacilar em fazer o enfrentamento unido, já no primeiro turno

Miranda Muniz, dirigente do PC do B, defende a unidade da chapa da Situação, em Mato Grosso, já a partir do primeiro turno da eleição deste ano de 2014

Miranda Muniz, dirigente do PC do B, defende a unidade da chapa da Situação, em Mato Grosso, já a partir do primeiro turno da eleição deste ano de 2014

A unidade é a chave da vitória!

por Miranda Muniz

Nos últimos dias têm circulado na imprensa informações de que supostos “líderes” do bloco dos partidos que dão sustentação aos governos Dilma e Silval estariam analisando a possibilidade do lançamento de mais de uma candidatura para a disputa das eleições de governador deste ano.

Segundo o noticiário, o objetivo de tal tática seria garantir que a eleição fosse levada a um segundo turno. No suposto segundo turno, a candidatura derrotada viria se somar à vitoriosa e, assim, derrotaria a “oposição”.

Logicamente, os repórteres de política não identificam quem seriam os autores dessa tática “tão genial” e mirabolante. Afinal, a lei de imprensa assegura aos jornalistas “não revelar a fonte”!

Eu, particularmente, em nenhum momento ouvir da boca de nenhuma liderança presente nas reuniões do fórum dos partidos alguma menção sobre tal proposta. Muito pelo contrário, o que foi externado por todos é que a grande vantagem desse grupo reside “em sua unidade”.

Mas antes que tal factoide possa angariar apoios, pois meu pai costumava dizer que ideia ruim é como praga tende a se espalhar com facilidade, manifesto veementemente contrário a essa ideia esdrúxula.

Caso tal ideia prevalecesse, esse grupo praticamente estaria entregando a vaga em disputa para o Senado nos braços do senador Jayme Campos, candidato do grupo adversário. Isso porque as duas coligações situacionistas não poderiam lançar uma única candidatura ao senado, por força da lei eleitoral.

Outro aspecto, talvez de maior relevância, seria que tal situação levaria a “anulação” da presença da Presidenta Dilma nos dois palanques estaduais. De um lado, pela imposição legal que não permite a presença de um filiado manifestando apoio a um candidato de uma coligação em que seu partido não participaria. Nesse caso, a Presidenta só poderia aparecer na propagando do candidato da coligação onde o PT integraria. Por outro, haveria um “impedimento político”, pois há um acordo tácito que desaconselha a Presidenta externar apoio onde a base aliada estiver dividida.

Além disso, uma divisão da base aliada no primeiro turno, certamente deixaria rusgas políticas que dificilmente seriam superadas no segundo. Sem dizer que no segundo turno as condições da disputa seriam totalmente diferentes. Enumero aqui três aspectos: a) os dois candidatos teriam o mesmo tempo de rádio e TV; b) há uma tendência de esvaziamento natural do número de lideranças na campanha, haja vista que a maioria dos candidatos derrotados reflui em termos de participação na campanha do segundo turno; c) os dados indicam que a grande maioria dos candidatos vitoriosos no primeiro turno, também são vitoriosos no segundo.

Por tudo isso, um grupo político que é composto pelos maiores partidos (o que garante em torno de 65% do tempo de rádio e TV); tem os nomes mais expressivos para a disputa proporcional; possui o maior número de prefeitos, vereadores e lideranças políticas espalhadas por todo o Estado; é unificado em torno da reeleição da Presidenta Dilma; possui o comando dos governos federal e estadual e da ampla maioria dos municipais, não pode vacilar em fazer o enfrentamento unido, já no primeiro turno.

Afinal, a grande vantagem do grupo governista é exatamente sua unidade e adotar a “tática do fracionamento” é jogar contra o patrimônio, ou seja, é anunciar antecipadamente a derrota.

 

 
Miranda Muniz: agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal e secretário sindical do PCdoB-MT.

 

Categorias:Jogo do Poder

5 Comentários

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  1. - IP 189.73.224.158 - Responder

    O Julier vai para o PMDB, não tem nenhum post sobre isso Enock? Vai torcer pro Lúdio agora?

  2. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Com tanta gente embarcada, o Titanic do Julier, pelo PMDB, assim como também seria pelo PT, só me faz lembrar do CENTRÃO.

    A diferença é que o centrão da época da constituinte, eu compreendo hoje, era um bloco ideológico que lutava pelos valores da direita. Mas, goste-se ou não, por ser uma questão de valores, eles eram ideológicos.

    Por outro lado, os correligionários do Centrão do Julier, com Blairo, Riva, Eder Moraes, Pagot, Silval, Carlos Bezerra, e apoio do PT nacional da Dilma Desastrada Roussef e do Petralha LULÃO, que valores representam?? Direita?? Esquerda?? Daí não emerge nenhum valor ideológico, apenas fisiologia.

    Julier, heim? Se até tu, não pode dispensar a companhia deles, quem dirá os outros.

  3. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Enock, você também vai entrar no centrão piorado do Julier??

  4. - IP 189.59.55.86 - Responder

    Olhem bem para essa foto acima da esquerda para direita:Welington;Chico Daltro,Blairo ;Silval;Abicalil e Bezerra,você honestamente compraria um carro usado de alguns deles?Há 20 anos,eram todos pobres e trabalhadores,hoje,TODOS são milionários e TODOS possuem aeronaves,fazendas e boiadas em todos rincões de MT.E só fizeram politica,tirando Maggi que só é o que é, graças aos empréstimos milionários arrumados no BB, agenciados pelo finado padrinho Jonas Pinheiro o resto, que nos saibamos só tiveram mandato publico.Isso explica essa merda de infra-estrutura que nós temos em todos os setores e a situação econômica dos ilustres políticos.Nós é que estamos fotografados! .

  5. - IP 177.65.151.182 - Responder

    Só esqueceram de dizer que, este mesmo grupo politico é o mais corrupto que já passou por estas terras. Com certeza, neste termo, jamais serão alcançados!

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