MIRANDA MUNIZ: Foi com alegria e orgulho que recebi a notícia da eleição da professora e reitora Maria Lúcia Cavalli Neder para a presidência da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. Sua eleição é uma demonstração do respeito e da liderança que a reitora Maria Lúcia desfruta junto aos demais dirigentes das instituições de ensino superior, em decorrência do competente trabalho realizado nas suas duas gestões à frente da UFMT

Maria Lucia Cavalli Neder, reitora da UFMT

Maria Lucia Cavalli Neder, reitora da UFMT

Salve Maria Lucia Cavalli Neder
· Por Miranda Muniz

Foi com muita alegria e orgulho que recebi a notícia da eleição da professora e reitora Maria Lúcia Cavalli Neder para a presidência da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), ocorrida no dia 28/7, durante a 143ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno.

A Andifes, criada em 23 de maio de 1989, é a representante oficial das universidades federais e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia na interlocução com o governo federal, com as associações de professores, de técnico-administrativos, de estudantes e com a sociedade em geral.

A professora Maria Lucia soma-se a outros 23 dirigentes que já presidiram a entidade desde a sua fundação, em 1989. Há de se ressaltar que essa é a segunda vez que um reitor da UFMT ocupa esse importante cargo, sendo que o primeiro foi o ex-reitor Paulo Speller, eleito em 2006. Outro aspecto não menos importante é constatar que essa é apenas a quarta vez, na história da ANDIFES, que uma mulher ocupa a Presidência.

Paulista de Nova América, Maria Lúcia, então recém formada, ingressou na docência da UFMT em 1973, e teve papel destacado na defesa da interiorização da instituição, que se tornou realidade, inicialmente com a implantação dos campus do Araguaia e de Rondonópolis, depois o de Sinop e, mais recentemente, o de Várzea Grande, ainda em construção, mas que já propiciou, desde setembro de 2014, o ingresso de 129 alunos nos cursos de engenharia (Química, de Minas, de Transportes, de Controle e Automação e de Computação), cujas aulas estão sendo ministradas, provisoriamente, no campus de Cuiabá.

Eleita com um placar apertado, em 2008, para o primeiro mandato, Maria Lúcia praticou com êxito a essência de sua plataforma de campanha: democratização do acesso e política de apoio à permanência do estudante na universidade. Assim, não vacilou em aderir à política de expansão do ensino superior, através do programa “Reuni” proposto pelo Governo Lula. Já em 2012, foi reeleita com cerca de 60% dos votos e findará seu segundo mandato no próximo ano.

Nesse período à frente da UFMT, os avanços foram inegáveis, conforme demonstra alguns números que seguem: a graduação passou de 14,2 mil para 25 mil alunos; a pós-graduação (mestrado e doutorado) de 800 para 3.000 alunos. O número de professores cresceu de 1.200 para 1.800. Já o orçamento destinado à assistência estudantil saltou de 2 milhões, para 15 milhões, graças ao PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil). A “infraestrutura” (prédios, laboratórios, etc) dos diversos campus ampliaram a olhos vistos.

Marco importante de sua gestão foi a implantação da política de cotas que permitiu um maior acesso à UFMT de estudantes oriundos das escolas públicas, negros e índios, fato que ocorreu em 2011, antes mesmo da aprovação da lei federal nº 12.711/12 que introduziu essa política afirmativa em todas as instituições de ensino federal superior do país. Para implantar tal medida, na época, a Reitora teve que peitar e vencer a resistência dos empresários do ensino privado e, até mesmo, de alguns segmentos equivocados do movimento estudantil.

Sem dúvidas, sua eleição para o comando da ANDIFES é uma demonstração do respeito e da liderança que a reitora Maria Lúcia desfruta junto aos demais dirigentes das instituições federais de ensino superior, em decorrência do competente trabalho realizado nas suas duas gestões à frente da UFMT, bem como de sua visão avançada em relação aos problemas enfrentados pelas instituições de ensino superior em nosso país.

Em seu discurso de posse, ela elencou como prioridades a consolidação da expansão das universidades, com foco na pós-graduação, formação de professores, busca da qualificação e excelência do ensino, em seus vários níveis, e comprometimento com o Plano Nacional de Educação (PNE). Defendeu ainda, a implementação do Programa de Desenvolvimento das Universidades Federais (PDU), onde, segundo ela, “estão postos todos esses eixos que levam ao avanço da educação”.

Minha alegria e orgulho são ainda maiores por saber que além da competência e respeito junto aos seus colegas reitores, Maria Lucia Cavalli Neder tem outra grande qualidade: a de ser filiada a meu Partido, o PCdoB, uma organização política que sempre esteve na linha de frente na defesa da democracia, dos interesses nacionais e das lutas de nosso povo!

Desejo à camarada Maria Lucia e demais membros da nova Diretoria da ANDIFES um trabalho profícuo, sobretudo no sentido de garantir novos avanços para o ensino superior federal e para a educação em nosso país.

Miranda Muniz – agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, dirigente estadual da CTB/MT e do PCdoB-MT.

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