É BEM MATO GROSSO: Ministro José Dias Toffoli acatou os argumentos do advogado José Eduardo Alckmin de que Éder Moraes não oferece mais risco às investigações da Operação Ararath e manda libertar o multiatividades. Para azar do Éder, outro mandado de prisão, assinado pelo juiz Jefferson Schneider, o mantém na cadeia

Juiz Jefferson Schneider recebe denuncia contra Éder Morais, Vivaldo et alli by Enock Cavalcanti

Juiz Jefferson Schneider acaba com sigilo no inquérito da Operação Ararath by Enock Cavalcanti

Éder Moraes e o homem que o inventou para a política, Blairo Maggi

Éder Moraes e o homem que o inventou para a política, Blairo Maggi

OPERAÇÃO ARARATH
STF revoga prisão de Éder, que será solto nesta sexta-feira

RAFAEL COSTA
FOLHA MAX

O ministro do Supremo Tribunal Federal, José Dias Toffoli, revogou a prisão preventiva do ex-secretário de Estado, Eder Moraes, considerado pela Polícia Federal peça chave na montagem de um amplo esquema de lavagem de dinheiro em Mato Grosso que abastecia caixa 2 de campanha eleitoral, comprava sentença no Judiciário e vaga de conselheiro no TCE (Tribunal de Contas do Estado) e destinava propina a autoridades. Eder Moraes ainda tem um mandado de prisão preventiva expedido juiz federal Jeferson Schneider, que é responsável pelas decisões judiciais de primeira instância, mas sua defesa acredita que não surte mais efeito com a decisão do STF.

Em entrevista exclusiva ao FOLHAMAX, o advogado José Eduardo Alckmin, revelou o STF acatou o argumento de que Eder Moraes não oferece risco às investigações. “Com as buscas e apreensões já concluídas, não há como obstruir as investigações e tampouco a fase processual”, disse.

Alckmin ainda acredita que Eder Moraes será solto imediatamente e deverá retornar a Cuiabá na sexta-feira (29). “Os processos estão vinculados ao mesmo assunto e no meu entendimento acredito que se revoga também a prisão da Justiça Federal de primeiro grau. Haverá um trânsito burocrático até deixar a carceragem que deve ser finalizado neste sexta”, completou.

Uma parte da investigação da Operação Ararath foi encaminhada ao STF por conta da suspeita de participação do senador Blairo Maggi (PR), que goza de foro privilegiado em processo criminal na Suprema Corte. Na ocasião, Toffoli também determinou a prisão preventiva do deputado estadual José Riva (PSD), posteriormente revogada após o entendimento de que foi induzido ao erro pela PGR (Procuradoria Geral da República).

O magistrado já acolheu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e abriu ação penal contra Eder Moraes e sua esposa, Laura da Costa Dias, o secretário do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes, e o Superintendente do Bic Banco, Luis Carlos Cuzziol, pela suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O episódio levou Vivaldo a pedir demissão do cargo, conforme publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) que circulou na edição desta quinta-feira (29).
A prisão de Eder Moraes ocorreu no dia 20 com a deflagração da quinta fase da Operação Ararath da Polícia Federal. No mesmo dia, foi transferido para o Complexo da Papuda em Brasília a mando do STF para não dificultar as investigações diante de sua influência na classe política e empresarial acumulada por conta da ocupação de cargos de primeiro escalão do governo do Estado acumulado durante 12 anos.

———–

Ministro proíbe Éder de falar com 23 pessoas

 

Na decisão em que mandou libertar o ex-secretário de Fazenda, Casa Civil e Copa, Éder Moraes, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, proíbe o executivo de manter contatos pessoais com outros 23 investigados. Até a esposa de Éder, Laura Tereza da Costa Dias, não poderá ouvir as palavras do marido, que deve ser solto nesta sexta-feira.

A lista dos investigados que não podem falar com Éder é a seguinte: o governador Silval Barbosa; o senador Blairo Maggi; os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado Humberto Bosaipo e Sérgio Ricardo; o ex-conselheiro do TCE Alencar Soares; o desembargador Evandro Stabile; o procurador-geral de Justiça Paulo Prado; o promotor de Justiça do Gaeco Marcos Regenold; Júnior Mendonça, Cláudio Mendonça, Fernando Garutti, Laura Tereza da Costa Dias, Vivaldo Lopes, Geni Martelli, Kleber Tocantins, Alex Tocantins, Luís Carlos Cuzziol, Leandro Valoes Soares (filho de Alencar Soares), Vanessa Navarro Alvarenga, Roberto Alvarenga, Gloria Aparecida Navarro Alvarenga, Marcos Tolentino da Silva e Alex Monatnari Ortolan, todos investigados pela 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso

 

———————

 

JUDICIÁRIO / OUTRO MANDADO
Prisão de Éder é revogada por Toffoli, mas ele segue preso

Ele tem contra si outro mandado de prisão que impede sua liberdade
Antonielle Costa
MATO GROSSO NOTICIAS
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, revogou nesta quinta-feira (29), o pedido de prisão do ex-secretário de Estado, Éder Moraes. No entanto, entanto ele deve continuar preso em função de outro mandado de prisão na Justiça Federal de Mato Grosso. Somente após revogar este poderá ser posto em liberdade.

Ele é acusado de operar um esquema milionário de empréstimos fraudulentos junto com o empresário Junior Mendonça, segue preso em Brasília. Éder detido no último dia 20 durante a deflagração da quinta fase da Operação Ararath.

No mesmo dia, ele foi encaminhado para Brasília. Na ocasião também foi preso o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), mas ele conseguir revogar sua prisão e já está em liberdade.

Toffoli havia alegado na prisão a garantia da ordem pública, já que Éder vinha tentando tumultuar as investigações da Polícia Federal.

As investigações indicam que Éder Moraes praticou pelo menos três atos que demonstrariam o risco para a ordem pública e para a instrução criminal caso ele continuasse em liberdade. O primeiro foi simular interesse em colaborar com a polícia, o acordo com a Procuradoria da República e a falsificação de um requerimento do Ministério Público Federal referente a um pedido de prisão preventiva contra ele mesmo.

Essa falsificação teria sido utilizada por Éder Moraes para mobilizar pessoas influentes para protegê-lo das investigações.

No entanto, os advogados conseguiram provas que ele não vai atrapalhar as investigações.

Éder está proibido de se ausentar do país e deve entregar seu passaporte ao STF.

Réu na Justiça Federal

Recentemente, o juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso acatou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Éder Moraes.

Na ação também aparecem como réus sua esposa Laura Tereza da Costa Dias, o atual secretário-adjunto do Tesouro de Mato Grosso, Vivaldo Lopes Dias, e o gerente do Bic Banco em Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol.

Os quatro são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos ou valores, baseado na Lei 9.613-98 de acordo com a legislação penal.

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Não , amanhã Eder Morais não vai reassumir suas atividades na TV. Ele vai é reassumir sua função de coordenador financeiro das campanhas do PT, como foi a do Lúdio, em 2012.

    É engraçado que todos os investigados, Blairo, Riva, Eder, Silval, são aliados do PT.

    são todos de partidos da base aliada do governo federal.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

17 + um =