Ministério Publico denúncia 13 por fraude à licitação e reforça entendimento que compra de maquinários foi uma trama articulada dentro do núcleo do poder, na gestão de Blairo Maggi. MP, todavia, ainda não concluiu inquérito que definirá possível denúncia contra Maggi. Leia inteiro teor

JUSTIÇA ESTADUAL PAGINA DO E – PROMOTORA BARDUSCO – AÇÃO PENAL – ESCANDALO DOS MAQUINÁRIOS (parte 1)

Depois da ação civil pública, proposta pelos promotores do Nucleo de Defesa do Patrimônio, os ex-secretários de Estado Vilceu Marchetti e Geraldo de Vitto, que foram gestores de destaque na gestão do sojicultor Blairo Maggi (PR) passam a responder a partir deste dia 19 de dezembro, também a uma ação penal, proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), através da promotora Ana Cristina Bardusco, titular da 14ª Promotoria Criminal Especializada na Defesa da Administração e da Ordem Tributária, por envolvimento naquele que ficou conhecido como “Escândalo dos Maquinários”.

Ana Cristina Bardusco, promotora de Justiça

Junto com Vilceu e De Vitto, também foram denunciados o servidor público Valter Antonio Sampaio, que atuava na Sinfra, e os empresários Ricardo Lemos Fontes (Cotril Máquinas e Equipamentos Ltda.), José Renato Nucci (Tork Sul Comércio de Peças e Máquinas Ltda.), Valmir Gonçalves de Amorim (Dymak Máquinas Rodoviárias Ltda.), Marcelo Fontes Corrêa Meyer (Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda), Otávio Conselvan (Auto Sueco Brasil Concessionária de Veículos Ltda.), Sílvio Scalabrin (Mônaco Diesel Caminhões e Ônibus Ltda.), Rui Denardim (Môncaco Diesel Caminhões e Ônibus Ltda.), Harry Klein (Iveco Latin América Ltda.), Rodnei Vicente Macedo (Rodobens Caminhões Cuibá S/A) e David Mondin (Torino Comercial de Veículos Ltda).A denuncia aponta a prática de fraude à licitação, corrupção passiva e fraude processual tipificados pelo artigo 96, inc. I, da Lei nº 8.666/93 e artigo 347, parágrafo único do Código Penal, ambos c/c artigos 29 e 69 do Código Penal

Este segundo processo do MP relativo ao Escândalo da Maçonaria acontece ainda sob a expectativa da decisão que será adotada pelo Conselho Superior do Ministério Público, com relação a uma possível inclusão do ex-governador Blairo Maggi entre os réus, tanto da ação civil pública quanto da ação penal. Depois de uma longa polêmica interna o CSMP, por maioria, e contra os votos do atual procurador de Justiça, Marcelo Ferra, e do próximo, Paulo Prado, resolveu abrir inquérito, para aprofundar investigações e esclarecer a possivel participação de Blairo Maggi na trama, atendendo reivindicação dos promotores do Núcleo de Defesa do Patrimônio. Apesar da reivindicação encaminhada pelo promotor Mauro Zaque e seus parceiros, o CSMP, depois de vacilar na definição pela investigação de Maggi, preferiu designar para esta tarefa, o procurador de Justiça Siger.

É também importante recordar que o Escândalo dos Maquinários só veio à luz devido ao depoimento do empresário Pérsio Domingos Briante, proprietário da Extra Caminhões, que participara inicialmente do entendimento entre os empresários mas acabou discordando de seus parceiros e, através de acordo com os promotores de Justiça, assumiu a delação premiada e relatou os principais fatos que foram usados pelo MPE para formular, tanto a ação civil pública quanto, agora, a ação penal.

Nos destaques, voce confere o inteiro teor da denúncia formulada pela promotora Ana Cristina Bardusco. No alto, a primeira parte da denúncia. E aqui em baixo, a conclusão do documento.

Promotora Bardusco – Ação Penal – Escandalo dos Maquinários (parte 2)

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 201.49.165.95 - Responder

    Pelo novo entendimento do STF – domínio do fato – Blairo Maggi sabia…

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

nove − seis =