PREFEITURA SANEAMENTO

Ministério Público Estadual, através dos promotores de Justiça Nathalia Carol e Marcos Brant, do MP em Barra do Garças, efetuou busca e apreensão na residência e escritórios dos secretários municipais Agenor Maia (Gabinete), Viviane Sales (Finanças), do advogado João Bento, da imobiliária E.L.Esteves e do líder comunitário Chicão Estudantil. Operação, que resultou na detenção do corretor de imóveis Sérgio Alves de Souza, investiga possível montagem de “Máfia dos Lotes” no município e pode comprometer administração do prefeito Roberto Farias(PSD)

 mafia dos lotes - jornal semana7

MP faz busca e apreensão em casa de secretários

DO SEMANA7.COM

http://semana7.com/noticia/11875/MP-faz-busca-e-apreensao-em-casa-de-secretarios 

Promotores fazem busca e apreensão na residência de advogado de Roberto Farias, Paulo Bento ´Bentinho`, para investigar venda ilegal de lotes da prefeitura

O Ministério Público de Barra do Garças, na pessoa dos promotores de Justiça Nathalia Carol e Marcos Brant, efetuou na manhã de hoje (27), mandado de busca e apreensão na residência dos secretários do prefeito Roberto Farias, Agenor Maia (Gabinete), Viviane Sales (Finanças), no bairro Cristino Cortês, do advogado João Bento, assim como no escritório da E.L.Esteves, numa travessa do bairro São Benedito, além do líder comunitário conhecido como Chicão Estudantil. A operação, por enquanto, resultou na detenção do corretor de imóveis Sérgio Alves de Souza, procurador da imobiliária.

A chegada dos promotores, de um delegado e carros da Polícia Civil para a operação que apreendeu centenas de documentos, computadores, celulares, entre outros que podem levar a uma conclusão sobre suspeitas de vendas ilegais de lotes na cidade, chamou a atenção de moradores e populares sem, contudo, despertar o interesse dos meios de comunicação da cidade, à exceção do jornal A Semana e deste portal de notícias.

Todos os nomes estariam envolvidos no escândalo que ficou conhecido na cidade como ‘Máfia dos Lotes’ um esquema montado dentro da Prefeitura e que foi descoberto assim que uma vítima da fraude, depois de negociar terrenos com um procurador da E.L. Esteves, em depoimento à promotoria de Justiça disse que certos servidores municipais endossavam a venda ilegal de lotes, incluindo, conforme seu depoimento, o prefeito Roberto Farias.

A reportagem foi ao Ministério Público onde um assessor dos promotores não fez nenhum comentário a respeito da operação, disse apenas que as investigações ‘correm em sigilo de Justiça’.

ENTENDA O CASO

A 3ª Promotoria de Justiça Cívil, através da promotora Hellen Ulia Kuriki, instaurou inquérito em data recente para apurar se o prefeito Roberto Farias trocou 400 lotes ‘livres e desimpedidos’ por outros 1.200 terrenos da Imobiliária Esteves, no setor Nova Barra onde tem uma ocupação em curso.

A denúncia foi feita por Jorge Humberto Nogueira Reis que disse que o prefeito teria procurado a Esteves para aquisição dos lotes para doação. Essa transferência foi feita em um cartório de Aragarças para Sérgio Alves de Souza, autorizado, por sua vez, a vender para terceiros através de contrato.

O modelo de operação do grupo, segundo documento do Ministério Público, começava pelo procurador da Esteves, Sérgio Alves com aval do secretário de Gabinete Agenor Maia, de sua mulher e também secretária (de Finanças) Viviane Sales, em conluio com Nivaldo, Murilo Metelo e Emerson Souza.

Segundo documento do MP o prefeito Roberto Farias era “sabedor e anuente da situação”. Um militar (oficial) da reserva do Exército esteve em data recente na redação deste portal de notícias quando mostrou farta documentação, a de que teria passado para Sérgio cerca de R$ 825 mil na compra de 95 lotes. O advogado João Bento, segundo o militar, advogava para Roberto Farias e para Sérgio que em agosto passado levou o documento de compra e venda para a assinatura do prefeito “sobre papel e tinta”. “A partir de então Beto não me recebeu mais porque sabia que eu ia tornar pública esta denúncia”, diz Sergio Souza.

A denúncia a que se refere Sérgio Souza coloca em cheque a estabilidade da administração municipal. Ao que tudo indica, a contar pelos documentos no Ministério Público, alguém de dentro da Prefeitura poderia estar lucrando com esta negociata.

 

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