MENSALÃO TUCANO: Blogueiro Paulo Leandro Leal, do blogue Vionorte, denuncia relação “nada republicana” entre o governo tucano do Pará, comandada por Simão Jatene, o marqueteiro do governo, Orly Bezerra, da agência Griffo, e o colunista Ronaldo Brasiliense, do jornal O Liberal

Blogueiro do Pará estoura mensalão do PSDB no estado!

Enviado por , no blogue O CAFEZINHO

Cara, eu adoro a blogosfera! Quando você pensa que está tudo perdido. Que os tucanos vão conseguir enganar a população com suas mentiras diárias na mídia, eis que surge um blog para desmascará-los. E agora, lá em cima, no norte!

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BASTIDORES DO PODER: A relação nada republicana entre o Governo do Pará, o jornalista Ronaldo Brasiliense, o marqueteiro do governo e o jornal O Liberal
POR PAULO LEANDRO LEAL – VIONORTE
Orly, Brasiliense e Jatene: relação nada republicana

Orly, Brasiliense e Jatene: relação nada republicana

Governo do Pará paga grana preta à figurão da imprensa para atacar adversários políticos. Jornalista Ronaldo Brasiliense, colunista do jornal O Liberal, pede benção a marqueteiro do governo antes de publicar matérias contra políticos da oposição
Um governo sério e ético deve manter uma relação republicana com a imprensa, mantendo distância principalmente da imprensa marrom, aquela que se transforma em pena de aluguel a serviço dos poderosos. Um jornalista sério e ético deveria manter um distanciamento do governo e do poder, e nunca se transformar num serviçal do poder.
No Pará, as coisas não funcionam assim. O governo do Tucano Simão Jatene repassa gordas quantias para o jornalista Ronaldo Brasiliense atacar – num panfleto denominado O Paraense – políticos da oposição. O mesmo jornalista mantém uma intensa, próxima e cúmplice relação com o marqueteiro do governo, o publicitário Orly Bezerra, chegando a submeter ao crivo do publicitário matérias antes mesmo de sua publicação, no jornal O Liberal.
Este enredo nada republicano e que tem tudo para se tornar alvo de investigação do Ministério Público foi revelado a partir de documentos que uma fonte do site VioNorte teve acesso. A fonte, que pediu anonimato, mas se prontificou a ir à Justiça confirmar a forma como acessou as informações, teve acesso às revelações graças a um descuido.
De passagem pela cidade de Santarém, o jornalista Ronaldo Brasiliense fez uso dos serviços de uma lanhouse, mas não fechou seu e-mail antes de sair do local, deixando o aberto. A nossa fonte foi a pessoa seguinte a usar o computador e, ao perceber que o e-mail estava aberto e que havia um conteúdo explosivo, fez cópias de mensagens reveladoras.
O jornalista Ronaldo Brasiliense é um figurão da imprensa paraense. Recebeu várias premiações, algumas nacionais, e trabalhou em veículos com repercussão nacional. Hoje, é colunista do jornal O Liberal, onde responde pela coluna Por Dentro, publicada aos domingos. A ênfase com que Brasiliense defende o governo do tucano Simão Jatene e ataca os adversários políticos do governador já é conhecida, mas o jornalista usava uma suposta áurea de sério e ético para vender a mensagem de que era, na verdade, um defensor da ética na política. Suas vítimas seriam todos políticos malfeitores.
Mas a verdade é bem diferente. Brasiliense é remunerado – e muito bem – para defender o governo e atacar seus adversários.Ele mantém um panfleto político intitulado O Paraense, que sempre aparece em épocas de eleições. Seu “jornal”, que cantas as glórias do governo tucano e sataniza políticos da oposição, é na verdade um instrumento político-eleitoral bancado com dinheiro público.
Isso mesmo. Você, leitor, que paga impostos, é quem banca o jornalzinho a serviço dos interesses do tucanato paraense. Isso fica muito claro num documento denominado Pedido de Inserção (PI), enviado pela agência de Orly, a Griffo, para o e-mail de Brasiliense.

PI da Griffo para Brasiliense: Grana preta para falar mal da oposição

O PI autoriza a publicação de duas propagandas do governo na última edição de O Paraense, que foi distribuída no final do mês de abril. A capa do jornal traz uma entrevista requentada para atacar o senador Jader Barbalho, cujo filho, Helder, disputará o governo do Estado com o tucano Simão Jatene.  Valor do pagamento: R$ 35.0000,00. Uma quantia absurda considerando a circulação do jornal, que além de irregular é irrisória. O jornalzinho de Brasiliense é quinzenal, sendo que em todas as edições constam os “anúncios” do governo, sugerindo o pagamento de R$ 70.000,00 mensal ao jornalista. Se o pagamento for mantido, em um ano são quase um milhão de reais, dinheiro público que está sendo usado pelo governo, através de supostos anúncios, para atacar adversários políticos.

É um escárnio. Um escândalo num Estado onde o governo alega não ter dinheiro para manter os serviços mais básicos. Onde as estradas estão acabando, as pontes caindo, a segurança pública um caos e onde pessoas morrem nos corredores de hospitais sem atendimento médico. Quantas vidas seriam salvas com o dinheiro usado para a politicagem rasteira, repassado à sub-imprensa?

AS BENÇÃOS DO MARQUETEIRO

O jornalista Ronaldo Brasiliense parece mesmo ter deixado seu passado de glórias de lado para se tornar um mero serviçal do governo tucano. Esta relação fica clara nos e-mails trocados entre ele e o marqueteiro do governo, o poderoso Orly Bezerra, dono da agência Griffo. Orly controla praticamente todo o orçamento publicitário do governo, é amigo pessoal e um dos principais conselheiros do governador Simão Jatene.

Brasiliense chega a submeter ao crivo do marqueteiro as notas, matérias, entrevistas e conteúdos publicados tanto no seu O Paraense quanto na sua coluna dominical Por Dentro, publicada pelo jornal O Liberal, das Organizações Rômulo Maiorana (ORM). Trata-se de um escândalo de ordem moral, pois um jornalista jamais deve submeter sua produção ao crivo de terceiros a não ser ao seu editor. Muito menos trocar figurinhas com o marqueteiro-mor do governo, o que revela como é grande a imoralidade e a fedentina nos bastidores do poder no Pará.

 No dia 22 de abril, antes do seu jornal O Paraense ser publicado, Brasiliense envia um e-mail para Orly, com uma entrevista requentada que seria a capa de seu jornal, e que atacava o senador Jader Barbalho (PMDB). Orly responde no mesmo dia, questionando se Brasiliense havia mesmo entrevistado “o cara” ou feito uma montagem. O jornalista responde que se trata de uma entrevista antiga, dada a uma revista sindical. Orly, em tom galhofeiro, responde, já no dia 23 de abril: “És um artista e não um totó, como a abestada da perereca de sacaneia e o Diário reproduz”. O marqueteiro se refere ao blog A Perereca da Vizinha, que publicou denúncias contra o governo, e ao Diário do Pará, jornal da capital.

No dia 1º de abril, Brasiliense envia uma mensagem a Orly, com o seguinte conteúdo:

– Orly, caro.
– Dá uma olhada ai e comenta.
– É o abre da minha coluna de domingo.
– Abraços. Ronaldo.

Abaixo disso, uma matéria analítica com o título: “Paulo Rocha pode estar inelegível”. Paulo Rocha foi confirmado pelo PT como candidato ao Senado, apoiando a candidatura de Helder Barbalho ao governo. A “reportagem” é uma reunião de juridiquês que leva o leitor a acreditar que o petista está inelegível nas próximas eleições. Aqui fica claro que Brasiliense troca figurinhas e submete ao crivo de Orly, como se pedisse sua benção, para publicar conteúdo contrário a políticos da oposição. Tudo isso num dos maiores jornais do Pará, O Liberal. E Orly dá a benção. Em resposta ao e-mail, ele manda:

– Acho que a sua análise ta correta.

Pronto, foi dada a benção.

Agência Pará – Os e-mails de Brasiliense são mesmo reveladores. Sugere inclusive que a própria estrutura da Agência Pará de Notícias, ligada à Secretaria de Comunicação do governo, esteja sendo usada para fins políticos eleitorais, e não somente informar à população sobre as ações governamentais.

É o que sugere um e-mail enviado a Brasiliense pelo jornalista santareno Alailson Muniz, correspondente da Agência Pará no oeste paraense. O assunto do e-mail já é revelador: “Manda texto contra Jader”. Na mensagem, Alailson solicita que Brasiliense mande material contra o senador da oposição, e diz que está “a disposição”. E assina como correspondente da Agência Pará. O jornalista santareno mantém um blog e edita um jornal local e foi contratado pelo governo a pedido do vice-governador, Helenilson Pontes.

 

Paulo Leandro Leal, que se identifica como jornalista, empresário e empreendedor, é blogueiro em Belém, capital do Pará

Paulo Leandro Leal, que se identifica como jornalista, empresário e empreendedor, é blogueiro em Belém, capital do Pará

PARA A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA DO BLOGUEIRO PAULO LEANDRO LEAL CLIQUE NO LINQUE ABAIXO E ACESSE O TEXTO DO BLOGUE VIONORTE

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MAIS INFORMAÇÃO

Empresário vai processar jornalista que recebe mesada do PSDB no Pará


Tremonte, Brasiliense e Jatene: processos e ameaça de abrir a caixa preta do governo 
O empresário Luiz Carlos Tremonte, ex-madeireiro que atua no setor imobiliário no oeste do Pará, enviou correspondência à redação do VioNorte, informando que entrará com processo por calúnia, injúria e difamação, além de pedido de indenização por danos morais, contra o jornalista paraense Ronaldo Brasiliense, colunista do jornal O Liberal. Segundo Tremonte, Brasiliense o acusa de um crime e ainda sugere que o empresário seja integrante de uma quadrilha.
Este é mais um desdobramento da reportagem publicada no dia 13 por VioNorte, que revelou que Ronaldo Brasiliense recebe uma mesada do governo do PSDB no Pará, para defender o governo e atacar políticos da oposição tanto em sua coluna no jornal O Liberal quanto em um panfleto intitulado O Paraense, que ele mesmo edita e distribui em tempos de eleição.
A reportagem foi repercutida em diversos sites noticiosos no Pará, no Brasil e até no exterior. O deputado estadual Parsifal Pontes (PMDB), repercutiu a informação em seu blog pessoal. Ronaldo Brasiliense passou a fazer diversos comentários no blog do Parsifal, ameaçando processar o editor do VioNorte, Paulo Leandro Leal, mas também acusando pessoas de cometerem crimes.
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Ameaças de processo, aulas de direito constitucional, defesa do direito à privacidade, máscaras caídas, reis nus: é o saldo da refrega que ainda borbulha na postagem “Blog do oeste do Pará revela e-mails trocados entre publicitários do governo de Simão Jatene”.

Abaixo, excerto de um comentário do jornalista Ronaldo Brasiliense – pelo menos ele não negou até o momento que o dito é de sua autoria – que nega ter cometido o ato falho de deixar a sua caixa de e-:mails aberta.

E abaixo a resposta do jornalista Paulo Leal, autor da peripécia de publicar o conteúdo de alguns e-mails da caixa desvelada, que sugerem uso do erário para custear guerrilha eleitoral com verba publicitária:

Categorias:Imprensa em debate

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