Fogo cerrado contra Lula, metalúrgico que mudou o Brasil

Luís Inacio Lula da Silva, o metalurgico-presidente, continua mais ativo do que nunca, participando de eventos políticos no Brasil e em outros diversos países. Medo do seu retorno à presidencia da República, em 2018, faz com que forças da direita, alimentadas pela mídia hegemônica, sustentem campanha difamatória cotidiana contra este grande líder popular.

Luís Inacio Lula da Silva, o metalurgico-presidente, continua mais ativo do que nunca, participando de eventos políticos no Brasil e em outros diversos países. Medo do seu retorno à presidencia da República, em 2018, faz com que forças da direita, alimentadas pela mídia hegemônica, sustentem campanha difamatória cotidiana contra este grande líder popular.

O ‘cinematográfico’ triplex de Lula é menor que a sala de Roberto Civita. 

por : , no Diário do Centro do Mundo

Vem cá.

Do que os caras não acusam Lula?

Virtualmente todos os dias os jornais publicam, espalhafatosamente, denúncias contra ele.

Contra ele e tudo que o cerca: família, amigos etc. Daqui a pouco vão incluir o cachorro de Lula nas acusações.

Alguns casos são como assombrações: aparecem, desaparecem por falta de sustentação e mais tarde ressurgem.

É o que acontece agora com o já famoso triplex do Guarujá. Quem publicou essa história primeiro foi o Globo. Segundo o jornal, Lula seria dono desse triplex.

A maldade já se iniciava com a palavra tríplex. Você é induzido a achar que se trata de um apartamento cinematográfico, tal como o de um Civita ou de um Marinho.

Mas a metragem é inferior a 300 metros quadrados, o que pode ser frustrante para quem tem em mente um tríplex hollywoodiano.

Ou mesmo para quem, como eu, tenha conhecido as salas de Roberto Civita e de Roberto Marinho, ambas com muito mais de 300 m2.

A primeira vez que fui à sala de RC atravessei uma barreira de secretárias (quatro) e seguranças (quatro).

Quando vi uma sala, fui entrando. Era um pouco maior do que a minha de diretor de redação da Exame.

Fui entrando, automaticamente. A secretária me avisou que aquela era a sala dela. A de RC era um duplex – este sim – de cinema.

A sala de Roberto Marinho parecia um campo de futebol, com vista para o Corcovado. Não me pergunte o que ele fazia com tanto espaço. Como cavalo era uma de suas paixões, ele poderia equitar ali, se quisesse.

Com sua morte, os três filhos ocuparam, com extremo conforto e incomparável beleza, a sala do pai.

As primeiras acusações sobre o alegado tríplex diziam que a construção dos apartamentos atrasara e Lula recebera sua unidade antes dos outros.

As fontes do Globo eram anônimos vizinhos e um funcionário também não citado. (Contra Lula transeuntes são fontes. Contra Aécio sequer um delator é levado em conta, mesmo que ele não consiga redução de pena nenhuma se falar uma mentira.)

Lula respondeu que tinha comprado uma cota, como um plebeu que adquire algo em prestações. Não que precisasse: com o dinheiro que ganhava para falar, bastariam três ou quatro palestras para quitar o negócio.

Lula disse também que havia uma cláusula de compra que ele não exercera.

Não negou, portanto, ser proprietário de uma cota do triplex.

Isso não impediu que, agora, ele seja acusado de ocultação de patrimônio. Um patrimônio publicamente declarado foi definido como oculto, o que mostra o vale tudo contra Lula.

Patrimônio oculto, você talvez pudesse dizer, foi o que a Abril fez ao vender 30% da editora aos sul-africanos da Naspers.

Nem a Caras e nem a Superinteressante entraram no negócio. Foi graças a elas que os Civitas puderam, em anos duros sob as vistas rígidas dos novos sócios, continuar a manter suas retiradas faustosas.

Eles sabiam?

Como diria a Veja, talvez sim, talvez não. Não podemos confirmar e nem desmentir.

É esta a lógica que vigora contra Lula.

Denúncias contra Lula são invariavelmente publicadas – mesmo que não possam ser confirmadas.

Desde Getúlio Vargas com o infame Mar de Lama inventado por Carlos Corvo Lacerda, nenhum político brasileiro era tão perseguido.

Enquanto isso, Eduardo Cunha – para ficar num só caso – teve as mãos livres durante quase 30 anos de carreira para promover seu gangsterismo político que transformou o Congresso numa casa de comércio indecente.

A imprensa jamais o importunou porque ele defendia os interesses dos barões, como a terceirização e a supressão de qualquer debate sobre a regulamentação da mídia.

Isso conta muito, ou tudo, sobre ela, a imprensa.

 

Sobre o Autor

PAULO NOGUEIRA

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

 
 
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Meganhagem enlouquecida arreganha os dentes pra Lula

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A meganhagem policial e midiática mordeu a isca de Lula.

O ex-presidente, ciente de que os elementos autoritários do Ministério Público e da Polícia Federal querem lhe perseguir a qualquer custo, atropelando leis e direitos, lançou o desafio durante a entrevista aos blogueiros.

Duvido que algum procurador tenha a coragem de me acusar de qualquer ilícito, disse Lula.

Os golpistas ficaram histéricos. Os jornalões não falam de outra coisa senão Lula, filho de Lula, amigo de Lula, nos últimos dias.

Capa do site do Globo, neste sábado, tem três matérias atacando Lula.

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A Veja deu capa a Lula nesta edição (a milésima capa da revista tentando incriminar o ex-presidente).

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Na Folha, temos duas matérias contra Lula, também na capa do site.

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Na capa do Estadão impresso, quem está lá?

Lula.

O sucesso da entrevista do ex-presidente pode ser medido por isso.

Um delegado destrambelhado subsidiou a capa ao Estadão, ventilando a hipótese de que um contrato entre um empresário e o filho de Lula tenha a ver com a compra de caças suecos. (Leia também post do Fernando Brito, no Tijolaço, sobre este caso).

Não há base nenhuma, a não ser um “documento”, encontrado sabe-se lá onde, onde consta “uma solicitação dos trabalhadores da indústria aeronáutica sueca para que o declarante (Lula) manifestasse seu apoio à contratação da SAAB (fabricante dos Gripen) junto à Presidenta Dilma Rousseff”.

É para rir.

Antes acusavam o filho de Lula de ter obtido o contrato com o tal empresário por causa da “venda de MPs”, acusação sem sentido, onde nada bate, o tempo, a causa, a motivação, nada. As MPs de Lula foram pedidas pela oposição, prestavam-se a continuidade de um processo que vinha desde os tempos de FHC, beneficiavam estados governados pelo PSDB, e foram relatadas e defendidas, quando vieram ao congresso, por parlamentares de oposição.

Agora querem atribuir o contrato a um lobby pelos caças suecos, um negócio de mais de 120 bilhões de reais?

Lula fez tudo isso para que seu filho conseguisse um contrato de 2,5 milhões, um dinheiro que o ex-presidente consegue levantar em meia palestra?

Os meganhas estão desorientados.

Querem acusar Lula, seu filho, seus amigos, de alguma coisa, mas não sabem o quê.

Então vão “testando hipóteses”, para citar o capataz da Globo…

Para completar o quadro de meganhas enlouquecidos, um promotor de São Paulo cria um factoide, já devidamente transformado em capa da Veja, dizendo que vai processar Lula por “ocultação de propriedade”, por causa daquela história, mais velha que Matusalém, do “triplex em Guarujá”.

Acontece que o imóvel não pertence a Lula. Ele até cogitou em comprá-lo, mas desistiu.

O Globo ficou anos entrevistando moradores, que diziam que Marisa Lula foi vista visitando o apartamento, que um filho de Lula tinha sido visto nas redondezas, como se a simples intenção de adquirir um imóvel significasse alguma coisa.

Sem contar que, se tivesse comprado, não teria nada demais. Aliás, não há nenhuma denúncia concreta sobre nada. É uma história completamente vazia. Um factoide de factoide.

Se os barões da mídia lessem a Privataria Tucana, do Amaury Ribeiro, ou Brasil Privatizado, de Aloysio Biondi, encontrariam casos cabeludos para investigar, e não factoides sobre um apartamento que sequer foi comprado por Lula.

O mesmo promotor também deveria processar o filho de Lula, com a mesma acusação de “ocultação de propriedade”, acusando-o de esconder que é dono secreto da Friboi, do casarão da Esalq e de metade das lanchas de Angra dos Reis…

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LULA DIZ QUE VEJA ANUNCIA SUA QUEDA HÁ 37 ANOS

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Página do ex-presidente no Facebook lembra que, em 1979, “Raul Seixas lançava seu nono disco, Por Quem Os Sinos Dobram. Nos cinemas, Sylvester Stallone estrelava a sequência de Rocky. A nave Voyager, que já deixou o sistema solar, passava por Jupiter. Os Estados Unidos e a China estabeleciam relações diplomáticas”; “E a revista VEJA anunciava, pela primeira vez, a ‘queda de Lula'”.

247 – Há 37 anos a revista Veja espera a “queda de Lula”. É o que lembra um post deste sábado 23 na página do ex-presidente no Facebook, que traz uma capa de 1979 da revista, com o título: “Greve, impasse e a queda de Lula: Confronto no ABC”.

O texto lembra diversos acontecimentos importantes daquele ano: “Raul Seixas lançava seu nono disco, Por Quem Os Sinos Dobram. Nos cinemas, Sylvester Stallone estrelava a sequência de Rocky. A nave Voyager, que já deixou o sistema solar, passava por Jupiter. Os Estados Unidos e a China estabeleciam relações diplomáticas”

E completa: “E a revista VEJA anunciava, pela primeira vez, a ‘queda de Lula'”. Junto com a imagem da capa, há a mensagem: “37 anos esperando… pela queda de Lula”. A publicação foi uma ironia à capa deste fim de semana, de título: “A hora da verdade”.

A reportagem traz a informação de que o promotor Cassio Conserino teria “indícios suficientes para denunciar” o ex-presidente pelo crime de ocultação de patrimônio por um apartamento que sequer pertence a Lula e à sua esposa, Marisa Letícia.

O Instituto Lula afirmou em resposta que o promotor “violou a lei e o bom senso” ao anunciar a denúncia antes de comunicá-lo e informou que mais uma vez processará a revista Veja

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