Mauro Mendes e Pedro Taques se encontram e mantém dissenso

Em reunião tensa, PDT cobra coerência de Mendes, que não aceita veto ao PR e PMDB

CLÁUDIO MORAES
Da EditoriaO DOCUMENTO

Em sigilo, o empresário Mauro Mendes (PSB) e o senador Pedro Taques (PDT) se reuniram na manhã de hoje para debaterem sobre o processo eleitoral em Cuiabá. Ao final do encontro, praticamente ficou definido que os dois encerraram uma relação política que teve início em 2010 quando Pedro Taques se elegeu senador da República e Mauro Mendes ficou em segundo lugar na disputa pelo Governo do Estado quase levando a disputa para o segundo turno numa eleição que teve a vitória do governador Silval Barbosa (PMDB).

O pivô do rompimento político entre os dois foi o fato de Mauro Mendes tentar se aliar ao PR e PMDB para a disputa do palácio Alencastro. A atitude do empresário contraria a posição do senador pedetista que condena a aproximação política com legendas lideradas consideradas adversárias.

Em entrevista há pouco ao Jornal do Meio Dia (TV Record), o presidente do diretório do PDT de Cuiabá, o médico Kamil Fares, confirmou o encontro. “Naturalmente, a tendência histórica é para que esta parceria entre PSB e PDT se repetisse nesta eleição em Cuiabá juntamente com PPS e PV. No entanto, algumas coisas que aconteceram dificultaram esta relação de sociedade entre os partidos”, explicou.

Segundo ele, o senador Pedro Taques cobrou coerência de Mauro Mendes sobre as composições partidárias que vem buscando montar para a disputa do palácio Alencastro. “As composições que o Mauro tem feito tem afastado as duas legendas em função do modelo de ação do senador ser diferente”, considerou, ao explicar que na reunião não chegou a ser debatida formação de chapa com o PDT indicando vice.

Kamil Taques considerou o encontro de hoje como “cansativo”. Ele comparou a situação do PDT em Cuiabá com a decisão da deputada federal Luiza Erundina (PSB) que deixou de ser vice na chapa do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), após ele ter se aliado ao deputado federal Paulo Maluf (PP) na disputa pela prefeitura de São Paulo.

O médico considerou que Mauro Mendes fez uma opção por composições diferentes das planejadas inicialmente na montagem do processo. “Não estou dizendo que o Mauro seja incoerente, mas ele está montando um palanque achando que vai ganhar a eleição sem fazer muito esforço e gastar muito. Mas, às vezes, o sal e o açúcar podem não se misturar como a gente espera num tempero”, criticou.

Kamil Fares afirmou que a chance de uma aliança do PDT e PSB tem apenas 20% de chances de acontecer em Cuiabá. Todavia, ele considerou que é difícil a possibilidade dos pedetistas terem um candidato próprio a prefeito diante da falta de estrutura financeira.

Com esta insinuação, tudo indica que o PDT pode optar por uma aliança em Cuiabá. O mais provável que é os pedetistas se aliem ao vereador Lúdio Cabral (PT) ou ao deputado estadual Guilherme Malud (PSDB).

O Documento tentou falar com o senador e o empresário. Os dois não atenderam aos telefonemas para falar sobre o conteúdo do encontro.

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