MÁRIO NADAF: Neste Estado de Mato Grosso o agronegócio se expande de forma assustadora e a força do capital passa por cima de qualquer projeto ambientalista.

Com seu Programa de Arborização Comunitária, vereador Mário Nadaf sonha contribuir para reverter a destruilção do verde em Cuiabá

É tempo de plantar
por MÁRIO NADAF

Incomodou-me demais ver as árvores dos canteiros de algumas das principais avenidas da cidade serem eliminadas.

Inexoravelmente o VLT, numa atitude maquiavélica, derrubava tudo o que via pela frente, para atingir seu objetivo. A ordem é modernizar a cidade e, como apregoava Niccolò Machiavelli, mas para muitos, “os fins justificam os meios”.

É notório que Cuiabá não está mais tão verde assim. Agora a Cidade Verde está sendo transformada em Cidade de Pedra.

Há um leve conforto saber que o projeto inicial do VLT inclui a rearborização de todo o trecho onde a obra está passando, mas existem ainda muitas áreas degradas em decorrência das construções de arranhásseis, residências e outros.

Como educador não posso deixar de ficar com um pé na frente e outro atrás. Basta lembrar que grandes eventos a nível mundial, foram boicotados pelos países industrializados, que viram nesses programas um empecilho ao seu desenvolvimento. A ECO-92 teve que ser “reeditada” com a Rio+20, ocorrida no Rio de Janeiro em 2012. O objetivo era resgatar o conceito de Desenvolvimento Sustentado e criar novas estratégias para sua definitiva implantação. O Protocolo de Kioto, realizado no Japão em 1997, só foi assinado em 2005, justamente em função dos óbices criados pelos grandes, especialmente pelos Estados Unidos da América.

Em nível de Brasil, posições ideológicas diferenciadas, envolvendo políticos, empresários, especuladores e ruralistas, quase impediram a aprovação do Novo Código Florestal Brasileiro, pois a Geopolítica da cobertura vegetal, já tinha traçado estratégias para exploração desse importante recurso natural, tanto para a produção da madeira industrial, como para expansão da área agricultável.

Em Mato Grosso, programas que tinham componentes ambientais também lutaram contra interesses de grupos políticos e econômicos. O Prodeagro/Padic foi palco de maracutaias e logo volatilizou-se, enquanto que o Zoneamento Agroecológico nem chegou a ser implantado. Neste Estado o agronegócio se expande de forma assustadora e a força do capital passa por cima de qualquer projeto ambientalista.

Ainda bem que do MT Legal, um programa que parece que vai dar certo, foram retirados 7 pontos e incorporados ao Novo Código Florestal Brasileiro.

Sabemos que Cuiabá já perdeu muito da sua cobertura vegetal, especialmente por pressão do crescimento demográfico. Essa pressão fez com que mais recentemente, muitos bairros surgissem sem a preocupação com o verde. Por isso , em parceria com uma equipe de colaboradores, formulamos o

, chamado carinhosamente de “Movimento Plantar. A intenção é plantar para melhorar a qualidade do ar. Pretendemos repor na cidade de Cuiabá, a cobertura vegetal de onde ela foi retirada e arborizar os bairros novos. Com isso contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população desta cidade.

O pontapé inicial já foi dado no dia 03 de fevereiro, num evento em que foram distribuídas e plantadas centenas de mudas no bairro Residencial Nova Canaã. A segunda etapa do projeto acontece 10 de março (domingo)”Venha somar conosco. Vamos fazer com que Cuiabá continue sendo chamada com orgulho de Cidade Verde”.

(*) MARIO NADAF é cuiabano, advogado, professor no Colégio São Gonçalo e vereador de Cuiabá pelo PV.

2 Comentários

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  1. - IP 187.54.114.20 - Responder

    O competente vereador e ambientalista, Mário Nadaf (PV), esta correto quando pontua a questão da supressão do verde na Capital. Sua proposta de replantio e recuperação de áreas antropizadas é louvavel. Cuiabá não tem política ambiental. O vereador Nadaf, com a visão que tem e a bagagem acumulada, usa seu mandato para forçar o poder público se posicionar quanto a esta problemática e, claro propor políticas efetivas para o setor. O parlamentar poderia concluir seu artigo por aí e seria elogiado por todos, porém quis esticar o assunto e se perdeu na selva da falta de conhecimento. Quando afirma que “Neste Estado o agronegócio se expande de forma assustadora e a força do capital passa por cima de qualquer projeto ambientalista”, demonstra carência de conhecimento e comete uma injustiça. O setor produtivo é o que mais se preocupa com a conservação do meio ambiente, enquanto ecologistas financiados por ONGs defendem a “preservação” de todos os eco-sistemas. Para estes agentes infiltrados o importante é criar imensas reservas indigenas tudo com o propósito de atravancar o desenvolvimento do país e deixar nossas riquezas minerais, inclusive o niobio, nas mãos de empresas estrangeiras, bem como favorecer o tráfico e contrabando destes minérios. Atacar o setor produtivo não é a solução e o agronegócio não tem nada a ver com a vida do homem do campo. Agronegócio é o nome que se dá para os agiotas que exploram e expoliam o produtor rural. O agronegocio é feito de atravessadores. Em resumo, Nadaf esta correto, sua preocupação é correta, sugiro apenas que se refira ao setor produtivo com mais cuidado e como parceiro e jamais como um setor que degrada e destroi a natureza. Isso é mito, não é verdade.

  2. - IP 177.4.141.47 - Responder

    Caro secretário, enquanto advogado, professor e vereador, acredito que foste muito feliz em seu comentário, até porque, sua preocupação é plausível e deveria ser a mesma das demais autoridades do estado; entretanto, somente um ou outro deste meio busca realmente preservar o meio ambiente. Um exemplo muito próximo do Chefe da Casa Civil é o próprio governador, que inclusive e certamente não irá ficar nada contente com a opinião de seu ‘subordinado’ público, já que suas concepções vêm de encontro com as convicções já evidenciadas pelo próprio gestor maioral do executivo estadual, uma vez que este sancionara a revogação da Lei 235/2005, que obrigava a fiscalização da madeira, e que é o principal instrumento contra o desmatamento ilegal no estado. É realmente um paradoxo, duas opiniões “tão distantes” envolvendo pessoas que se propuseram a estar “tão próximas”, ao passo que o “braço direito do governador” lamenta profundamente a perda de algumas árvores de sua ‘cidade verde’ e ainda propõe distribuir mudas para reforçar a vegetação cuiabana – o que considero louvável – enquanto o seu parceiro político e chefe maior não se preocupa com o fato do estado estar com as portas “escancaradas” para a ilegalidade, intitulando mês a mês nosso estado como o “campeão em desmatamento da Amazônia Legal de 2013” (conforme veiculado no site do Sintap os boletins do Imazon de janeiro e fevereiro). Avalia-se então que ambos tenham o mesmo ideal, até certo ponto, ao passo que um sonha em ver tais árvores crescendo, florescendo e frutificando para embelezar e refrescar seu meio e o outro também torce para isto, mas “corta” o sonho em sua melhor parte, quando o verde vira sombra e se assombra com o soar da motosserra. O Sintap o parabeniza pela postura, e esperançosamente acredita e espera – a partir de sua posição em relação à preservação do verde de nossa cidade – que além de “braço imediato” do governador, sejas também o conselheiro do mesmo neste sentido, antes que Mato Grosso lidere em desmatamento durante o ano inteiro e não sobre nada em verde nem para contar a história de que um dia o cenário já foi diferente por aqui, porque já houve o tempo em que a vegetação mato-grossense não era alvo de mercenários e a preservação do meio ambiente fora prioridade no estado, até chegar os “desmandes’ que fizeram “cair por terra” o que ainda coibia os aliados do desmate. Em verdade, essa postura já era anunciada bem antes pelo governo por outras vias, mas a resposta do chefe anterior da Casa Civil ao questionamento da diretoria do Sintap fora de que ‘não havia nada tramitando nesse sentido”, enquanto as ações transcorriam silenciosa e estrategicamente até a revogação da Lei pela AL e posteriormente a sanção disto pelo governador. E assim chegamos ao quadro atual de um estado que acumula títulos depreciativos para seu povo, mas de cunho lucrativo a seus articuladores.” (Alexandra Araújo/Sintap-MT).

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