Vidal leva a julgamento, nesta 2ª, juiz acusado de pedofilia

TJ julga sindicância contra juízes nesta segunda
Antonielle Costa

O Pleno do Tribunal de Justiça julga nesta segunda-feira (23), cinco sindicâncias contra juízes de Mato Grosso. A decisão a ser tomada é pela abertura ou não de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), contra os magistrados. Os casos serão relatados pelo corregedor geral, desembargador Márcio Vidal.

A sessão extraordinária foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do último dia 17. Dentre os investigados estão: o juiz afastado de Paranatinga, Fernando Márcio Sales e Círio Miotto.

Fernando Márcio já responde a um PAD, após ser acusado de suposto abuso sexual contra crianças e adolescentes, na cidade de Paranatinga (375 km de Cuiabá), onde atuava como magistrado. Se comprovada as acusações de crime sexual contra vulnerável, o juiz pode ser punido com pena que varia de advertência à aposentadoria compulsória.

Ele está afastado cautelarmente desde 18 de agosto de 2010, por determinação do então presidente do TJ, desembargador José Silvério Gomes. A decisão foi referendada pelo Pleno do Tribunal em fevereiro de 2011.

Já a sindicância contra o juiz Círio Miotto diz respeito à acusação de integrar um suposto esquema de venda de sentenças no Poder Judiciário. Ele respondia a um processo mesma acusação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a Corte decidiu que ele será processado e julgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em função de não possuir foro privilegiado.

Círio está afastado de suas funções no Tribunal de Justiça desde junho do ano passado, por determinação da ministra Nancy Andrighi. Logo depois, foi denunciado pelo MPF e no último dia 29, seu processo foi levado a julgamento. Ele foi acusado de supostamente vender uma decisão judicial que teria sido intermediada pela dona de casa Ivone Reis e pelo advogado Max Weizer.

Durante o julgamento, o ministro César Rocha afirmou que a lobista e o advogado são dois “bandidos”. Ele destacou que em seu próprio depoimento na Polícia Federal (PF), Ivone afirmou que vendia uma influência com os magistrados que muitas vezes não tinha.

Ela confirmou ter contato com muitos advogados e que recebia uma “comissão” para que intermediasse a venda de sentenças. No entanto, há casos de magistrados que foram citados nas escutas telefônicas e que ela não possuía qualquer relacionamento.

 

FONTE MATO GROSSO NOTICIAS

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