“Marcha das Vadias” vai acontecer em Cuiabá no dia 2

Grupo realiza “Marcha das Vadias”

O movimento feminista começou em protesto contra a discriminação praticada contra a maneira “sexy” como se vestiam as mulheres canadenses e que, segundo a visão policial, poderiam estimular o estupro.

Fernanda Leite
TURMA DO EPA

Depois de São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Pelotas e Goiânia, agora quem sediará o movimento “Marchas das Vadias” será Cuiabá. O evento está mobilizando pessoas através das redes sociais e quase mil pessoas já confirmaram presença no agito que acontece no dia 2 de junho, na Praça Maria Taquara, local que faz alusão as reivindicações do evento.

O evento é realizado mundialmente no dia 26 deste mês fora 20 cidades do Brasil e do mundo, além de Toronto (Canadá). O movimento tem como objetivo chamar a atenção da sociedade de que a culpa da violência e do abuso sexual não é da vítima, mas sim do “Abusador e do estuprador”.

As "marchas das vadias" vem acontecendo em diversas cidades do Brasil e do mundo

Além do tema abuso sexual, o movimento já levantou outras bandeiras, como suspensão da Medida Provisória 557, de dezembro do ano passado, que instituiu o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera (mulher que deu à luz recentemente) para Prevenção da Mortalidade Materna, no âmbito do SUS.

Na visão de alguns representantes desse movimento, a MP 557, é discriminatória e ofensiva e tem caráter de criminalizar as mulheres que optarem por não continuar com a gestação. Outro assunto abordado pelo evento é a regulamentação da atividade dos “profissionais do sexo”.

A marcha defende ainda o combate a toda forma de violência e abuso sexual contra meninas e mulheres, e prega a diversidade sexual.

A Marcha em Cuiabá faz parte das atividades do Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social- ERESS Região 4 que acontecerá de 1 à 3 de junho na UFMT, das 16h ás 19h.

Como nasceu o movimento

A primeira Marcha das Vadias ocorreu em Toronto (Canadá), no ano passado, organizada por estudantes de universidade local, depois de um incidente reprovando a conduta de mulheres que  se vestiam como “vadias” e que ao despertarem o desejo sexual poderiam estimular o estupro.

A ação do movimento feminista foi motivada após um oficial ter declarado que a culpa do estupro é da mulher por se vestir como uma vadia.

Maria Taquara

A origem do nome da Praça Maria Taquara, localizada no Centro de Cuiabá, surgiu na década de 40, onde uma mulher foi apelidada pelo nome de Maria Taquara, por que ela era muito alta e magra.

Ficou conhecida por ser corajosa e por, provavelmente, ter sido a primeira mulher a ter usado calça comprida na Capital.

Ela tinha dois empregos. Durante o dia trabalhava de lavadeira e a noite, fazia sexo com os soldados do antigo 16º Batalhão de Caçadores, em troca de moedas. Ela recebia os soldados em sua casa de adobe coberta de palhas.

Ninguém soube explicar até hoje de onde ela veio. Ela possui as características de uma mulher negra, com poucos seios, queimada de sol. Fumava e bebia. Aparentava ter entre 25 a 27 anos de idade. A única coisa que definia sua possível naturalidade era seu sotaque nordestino.

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