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MAIS UMA VEZ, O CALOTE: Fábio Garcia não paga cabos eleitorais e é denunciado; Ministério Público Eleitoral investiga o caso. LEIA PORTARIA DO MPF

Ministério Público Eleitoral investiga Fábio Garcia por calote em cabos eleitorais by Enock Cavalcanti

Fábio Garcia, deputado federal eleito pelo PSB e o procurador eleitoral Douglas Guilherme Fernandes

Fábio Garcia, deputado federal eleito pelo PSB e o procurador eleitoral Douglas Guilherme Fernandes

 

Fábio Garcia não paga cabos eleitorais e é denunciado; Ministério Público Eleitoral investiga o caso

por Rojane Marta/VG Notícias

De acordo com denúncia protocolada e investigada por meio da portaria 340/2014 – instaurada pelo procurador regional eleitoral, Douglas Guilherme Fernandes, os cabos eleitorais contratados por Garcia não receberam a remuneração combinada durante a campanha eleitoral.
Com o procedimento, o procurador regional eleitoral pretende colher subsídios necessários à atuação do Ministério Público Eleitoral perante a Justiça Eleitoral, já que poderá gerar irregularidades na prestação de contas do candidato.
“Tal fato pode ensejar irregularidade em sede de prestação de contas, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente caracterizados” diz trecho da portaria.
Vale destacar que neste pleito Fábio Garcia foi o terceiro candidato mais votado no Estado, ele fez 104.976 votos.

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OUTRO LADO

Deputado afirma que débitos de campanha serão pagos e já foram avisados à Justiça Eleitoral

O MPF não cita quantas pessoas foram atingidas pelo suposto calote e nem qual seria o valor a receber, mas afirma que o fato “pode ensejar irregularidade na prestação de contas”.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTER MT

 

 

O deputado federal eleito Fábio Garcia (PSB) negou, nesta quinta-feira (13) ao RepórterMT,que tenha deixado de fazer pagamentos a cabos eleitorais contratados para atuar em sua campanha neste pleito.

Ele afirmou que não tem conhecimento sobre o teor da investigação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apura a denúncia, e que vê a investigação com tranquilidade, apesar de não saber do que se trata.

Embora negue as dívidas, segundo sua prestação de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado federal arrecadou R$ 3.065.112,22 milhões em doações de campanha, mas gastou R$ 3.838.367,99 milhões, o que representa um déficit de R$ 773.255,77 mil.

“Os débitos que tive durante a campanha estão devidamente declarados para o partido e para a Justiça Eleitoral, conforme a legislação determina. Então, está tudo declarado ao TSE e tudo normal. Ficaram alguns credores sem descontar alguns cheques, mas o dinheiro está na conta, assim que depositarem esses cheques, serão descontados”, disse ele.

A denúncia foi convertida em Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE), e tem como responsável o procurador regional eleitoral Douglas Guilherme Fernandes. De acordo com a portaria Nº 340/2014, os cabos eleitorais não teriam recebido a remuneração pelos trabalhos prestados.

“A legislação prevê que esses débitos precisam ser avisados à Justiça Eleitoral, sem problema nenhum, e você faz um acordo com seus credores e programa o pagamento. Isso já foi feito da minha parte, assinamos com todos os credores”, disse ele, sem admitir que os credores aos quais se refere são, ou não, cabos eleitorais.

O MPF não cita quantas pessoas foram atingidas pelo suposto calote e nem qual seria o valor a receber, mas afirma que o fato “pode ensejar irregularidade na prestação de contas, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente caracterizados”. Fábio Garcia teve o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) como seu principal apoiador no pleito.

Ele disputou seu primeiro cargo eletivo e foi o terceiro mais votado, com 104.976 mil votos conquistados. Massificou seu nome nas principais vias da Capital, com diversos cabos eleitorais que empunhavam bandeiras, distribuíam santinhos, adesivos e vestindo os Maurões [boneco com cerca de 2 metros de altura que pedia votos a Fabinho].

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