A maioria falava na vitória de Carlos Alberto. No final das contas, prevaleceu o que Rosenwal Rodrigues me dissera há dois meses. Paulo Cunha é o presidente do TJ.

Paulo da Cunha é novo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Paulo da Cunha é novo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Nesta quinta-feira (16), o desembargador Paulo Cunha desmentiu as previsões que corriam nos bastidores do Judiciário e se consagrou como novo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Foi a vitória da discrição. Paulo Cunha é um homem sereno, discreto, tanto que mesmo na hora das entrevistas não centra seu olhar nas câmeras, como fazem aqueles magistrados mais midiáticos. Depois de eleito, foi o que aconteceu. Paulo Cunha não fez alarde, elogiou seu adversário na disputa Carlos Alberto da Rocha  dizendo que na verdade não foram adversários. “Não foi uma disputa, foi uma escolha”. Esse foi o mantra que os repórteres ouviram tanto da boca de Paulo Cunha como de Carlos Alberto.

Os dois demonstraram reconhecimento pela atual fase do Tribunal sob o comando de Orlando Perri.

Ser presidente depois de Perri é fácil, pelo que ficou dito.

E eu concordo, ser presidente depois de Perri não é a mesma coisa que ser presidente depois Mariano Travassos ou José Ferreira Leite, ou etc.

A atual fase do Tribunal é positiva. E Paulo Cunha tem tudo para garantir que essa positividade continue.

No final das contas o presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues mostrou que entende mesmo a voz rouca dos corredores do Judiciário. A quase dois meses ele me dissera que Paulo Cunha era a bola da vez. Caçapa!

Outros diziam que, como no futebol, o desembargador Sebastião Moraes fez uma finta de craque. Quando todo mundo pensava que ele fosse dividir votos com Paulo Cunha, ele abriu mão da própria candidatura, deixou a bola passar e permitiu que se formasse uma maioria pró Cunha, levando à derrota o candidato que a mídia vinha consagrando como franco favorito, que era o desembargador Carlos Alberto.

Assistimos assim a um jogo de mestres em que a contenda parece, para o grande publico, ter sido guiada pela sensatez.

Clarice Claudino da Silva

Clarice Claudino da Silva foi eleita vice-presidente do Tribunal

Maria Erotides Kneip Baranjak foi eleita Corregedora Geral de Justiça de Mato Grosso.

Maria Erotides Kneip Baranjak foi eleita Corregedora Geral de Justiça de Mato Grosso.

Categorias:Cidadania

2 Comentários

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  1. - IP 189.40.75.62 - Responder

    Eu acredito na competência desse bigode branco. …boa administração

  2. - IP 201.86.176.145 - Responder

    ótimo matéria! não li em nenhum lugar alguém que descrevesse tão bem as eleições!
    vitória da sensatez!

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