Magistrada é afastada por liberar R$ 13 milhões em plantão

O Conselho Nacional de Justiça decidiu afastar uma juíza da Bahia por ter autorizado, durante um plantão judicial, o pagamento de mais de R$ 13 milhões à autora de uma ação, que não possuía caráter de urgência, em tempo exíguo e sem ouvir a parte contrária no processo. Ela permitiu uso de força policial para arrombar os cofres de uma instituição financeira para que o pagamento fosse efetuado, segundo o conselho.

Por maioria de votos (8 a 7), o Plenário avaliou que a magistrada violou os princípios de independência, imparcialidade, exatidão e prudência na tomada de decisão em um processo judicial. Foi aplicada a pena de disponibilidade, que leva ao afastamento das atividades funcionais com manutenção do vínculo com o tribunal, o que impede o juiz de atuar, por exemplo, no ramo da advocacia. Alguns conselheiros votaram pela aplicação da pena máxima de aposentadoria compulsória, mas ficaram vencidos no julgamento.

O caso é ligado a um processo em que uma mulher pedia revisão de contrato de leasing para a aquisição de um veículo, avaliado em R$ 78 mil. O pedido foi aceito pela Justiça em janeiro de 2002, sendo determinado ao banco financiador que o nome da autora da ação ficasse de fora dos cadastros de restrição ao crédito, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

A autora então retirou os autos do processo do cartório e ficou com eles durante mais de quatro anos. Só os devolveu na véspera do término do recesso judiciário, requerendo que o banco lhe pagasse multa superior a R$ 13 milhões pela manutenção do seu nome no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e no Sisbacen (Sistema de Informações do Banco Central).

Ao determinar o saque dos valores vultosos em execução provisória (quando ainda não há decisão definitiva do caso), a magistrada ofendeu a legislação processual, afirmou a conselheira Maria Cristina Peduzzi, relatora do Processo Administrativo Disciplinar.

Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ

Categorias:Plantão

3 Comentários

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  1. - IP 189.10.113.100 - Responder

    Deixa eu pensar, não foi aposentada, mas ficou em disposição, ou seja, vai receber do mesmo jeito sem trabalhar e com uma bela gratificação dos R$ 13.000.000,00, assim não dá!!!

  2. - IP 177.132.243.168 - Responder

    Leitores já pediram explicação para o site, e para o Sr. Ruy Gonçalves no famoso e tão propalado caso contra o Banco do Brasil, sobre a origem da causa que ganhou do Banco. Como não foi esclarecido, tem-se ou presume-se que o caso é idêntico ao acima, ou no mínimo estranho. Juízes erram nas usas decisões, e o advogado da parte contrária também, gerando decisões injustas ou desproporcionais como estas. Devendo ser ajustadas através de ação rescisória pela falta de razoabilidade.

  3. - IP 179.82.123.230 - Responder

    Essa gente nao vale nada! E nao resiste a um monte de cedulas! Sao vampiros!

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