LUIS NASSIF: A democracia brasileira deve muito a José Dirceu e a José Genoino. Com a prisão dos dois, fecha-se um ciclo que levou um partido de base ao poder, institucionalizou um novo jogo político e, sem o radicalismo dos sonhadores sem compromissos, permitiu mudar a face social do país. O episódio do “mensalão” acabou explodindo, revelando – em toda sua extensão – a hipocrisia política e jurídica brasileira, o uso seletivo das denúncias, o falso moralismo do STF.

 Com a prisão de José Dirceu e de José Genoino,de acordo com  a análise de Luis Nassif, fecha-se um ciclo que levou um partido de base ao poder, institucionalizou um novo jogo político e, sem o radicalismo dos sonhadores sem compromissos, permitiu mudar a face social do país.

Com a prisão de José Dirceu e de José Genoino,de acordo com a análise de Luis Nassif, fecha-se um ciclo que levou um partido de base ao poder, institucionalizou um novo jogo político e, sem o radicalismo dos sonhadores sem compromissos, permitiu mudar a face social do país.

Com a prisão de Dirceu e Genoino, fecha-se um ciclo

 – LUIS NASSIF ON LINE – GNN

A democracia se consolida nos grandes processos bem conduzidos de inclusão social e política.

Em determinados momentos da história, emergem novas forças políticas, inicialmente em estado bruto, ganhando espaço com a radicalização do discurso contra o status quo.

Em todos os tempos, as democracias passam por processos de estratificação nos quais os grupos que chegaram antes ao poder levantam um conjunto amplo de obstáculos – políticos, econômicos e legais – para impedir a ascensão dos que chegam depois.

Trava-se, então, uma luta feroz, na qual os grupos emergentes radicalizam o discurso, enfrentam as leis, as restrições e vão abrindo espaço na porrada.

É a entrada definitiva no jogo político que disciplina esas forças, enriquece a política e reduz os espaços de turbulência. Todos ganham. Rompe-se a inércia dos partidos tradicionais, amaina-se o radicalismo dos emergentes; abre-se mais espaço para a inclusão; permite-se uma rotatividade de poder que derruba a estratificação anterior.

Sem essas lideranças, as disputas políticas iniciais enveredam para o conflito permanente, deixando o legado de nações conflagradas, como na Colômbia e no México.

Daí a importância essencial dos líderes que unificam a ação, impedem a explosão das manadas e montam estratégias factíveis de tomada do poder dentro das regras do jogo.

Acabam enfrentando duas espécies de incompreensão. Dos adversários políticos, a desconfiança sobre suas reais intenções, manobrando o receio que toda sociedade tem em relação ao novo. Dos aliados, a crítica contra o que chamam de “acomodamento”, a troca do sonho por ações pragmáticas.

Em seu estudo sobre Mirabeau, Ortega y Gasset define bem o perfil do estadista e de outros personagens clássicos da política: o pusilânime e o intelectual. O estadista só tem compromisso com a mudança do Estado. É capaz de alianças com o diabo, desde que permita a suprema ambição de mudar um país, um povo. Já o intelectual se vale todos os argumentos do escrúpulo como álibi para a não ação.

Aliás, nada mais cômodo que o niilismo de um Chico de Oliveira, do bom mocismo de Eduardo Suplicy, dos homens que pairam acima dos conflitos, como Cristovam Buarque, dos apenas moralistas, como Pedro Simon. Para não se exporem, não propõem nada, não se comprometem com nada, a não ser com propostas genéricas de aprovação unânime que demonstrem seus bons sentimentos, sua boa índole, sua integridade intelectual – e que quase nunca resultam em mudanças essenciais.

As mudanças no PT

É por esse prisma que deve ser analisada a atuação não apenas de Lula, mas de José Dirceu e José Genoíno.

Ambos passaram pela luta armada. Com a redemocratização, ingressaram na luta política e das ideias. E ambos foram essenciais para a formação do novo partido e para a consolidação do mito Lula.

Na formação do PT, cada qual desempenhou função distinta.

José Genoíno sempre foi o intelectual refinado. Durante um bom período dos anos 90 tornou-se um dos mais influentes formadores de opinião do Congresso e do país, com suas análises sobre regimento da Câmara, sobre reforma política, sobre defesa.

Já José Dirceu era o “operador”, trabalhando pragmaticamente para unificar o PT em torno de um projeto de tomada do poder e, a partir daí, de reformas.

A estratégia política do PT passava por sua institucionalização, por um movimento em direção à centro-esquerda, ocupando o espaço da socialdemocracia aberto pelo PSDB – devido à guinada neoliberal conduzida por Fernando Henrique Cardoso e à ausência de lideranças sindicais.

Não foi um desafio fácil. O PT logrou juntar em torno de si uma multiplicidade de movimentos sociais, a parte mais legítima do partido mas, ao mesmo tempo, a parte menos talhada para a tomada de poder. Foram movimentos que surgiram à margem do jogo político, desenvolvendo-se nos desvãos da sociedade civil e sem nenhuma vontade de se sujar com a política tradicional.

Por outro lado, o papel unificador de Lula o impedia de entrar em divididas. Tinha que ser permanentemente o mediador.

O papel do operador Dirceu

Sobrava para Dirceu o papel pesado de mergulhar no barro. De um lado, com o enquadramento das diversas tendências – o que fez com mão de ferro -, dando ao PT uma homogeneidade que tirava o brilho inicial do partido, mas conferia eficiência no jogo político tradicional trazendo-o para o centro.

E o jogo político exigia muito mais do que enquadrar os grupos sociais do PT.

As barreiras eram enormes. Passava por montar formas de financiamento eleitoral, pela aproximação com o status quo econômico, pelos pactos com os grupos que atuam na superestrutura do poder, com os operadores dos grandes interesses de Estado, pelo mercado, pelo estamento militar, pela mídia.

Dirceu foi essencial para essa transição, tanto para dentro como para fora.

Um retrato honesto dele, mostrará a liderança inconteste sobre largas faixas do PT, o único a se ombrear com Lula em influência interna e com uma visão do todo que o coloca a léguas de distância de outros pensadores do partido.

Mas também era dono de um voluntarismo até imprudente.

Lembro-me de uma conversa com ele em 1994 em Brasília, com Lula liderando as pesquisas. Falava do projeto popular do PT e do projeto de Nação das Forças Armadas, sugerindo um pacto não muito democrático.

Não por outro motivo, em diversas oportunidades Lula confessou que, se tivesse sido eleito em 1994, teria quebrado a cara.

Com o tempo, o voluntarismo foi sendo institucionalizado. Internamente, no governo, Dirceu exercia uma pressão similar à de Sérgio Motta sobre FHC. Queria avançar mais, queria menos cautela na política econômica, queria um projeto de industrialização.

Sua grande obra de arte política, nos subterrâneos do poder, no entanto, foi ter mapeado os elos da superestrutura que garantia FHC e inserido o PT no jogo.

Esse mapeamento resultou na viagem aos Estados Unidos, desarmando as desconfianças do Departamento de Estado, dos empresários e da mídia; a ocupação de cargos-chave no Estado, que facilitaram negociações políticas com grupos de influência. Nada que não fosse empregado pelos partidos que já haviam chegado ao poder e que precisaram garantir a governabilidade em um presidencialismo torto como o nosso.

O veneno do excesso de poder

Assim como Sérgio Motta, no entanto, as demonstrações de excesso de poder tornaram-no alvo preferencial da mídia.

Trata-se de uma regra midiática clássica, que não foi seguida por ambos. Quando a mídia sente alguém com superpoderes, torna-se um desafio derrubá-lo. Com exceção de ACM e José Serra – a quem os grupos de mídia deviam favores essenciais e, em alguns casos, a própria sobrevivência -, todos os políticos que exibiram musculatura excessiva – de Fernando Collor ao próprio FHC (no período de deslumbramento), de Sérgio Motta a José Dirceu – terminaram fuzilados.

No auge do poder de Dirceu, creio que foi o Elio Gaspari quem o alertou para o excesso de exibição de influência. Foi em vão.

O reinado terminou em um episódio banal, a história dos R$ 3 mil de propina a um funcionário dos Correios. Tratava-se de uma armação de Carlinhos Cachoeira com a revista Veja, visando desalojar o grupo de Roberto Jefferson para reabilitar os aliados de Cachoeira (http://bit.ly/19sMvtX).

O que era claramente uma operação criminosa midiática, de repente transformou-se em um caso político, por mero problema de comunicação. Roberto Jefferson julgou que a denúncia tinha partido do “superpoderoso” Dirceu, para amainar sua fome por cargos. E deu início ao episódio conhecido por “mensalão”.

E aí Dirceu – e o próprio Genoíno – sentiram o que significa ter chegado tardiamente ao jogo político, não dispor de “berço” e de blindagem contra as armadilhas institucionais do Judiciário e da mídia.

A cara feia da elite

É uma armadilha fatal. Para chegar ao poder, tem que se chegar de acordo com as regras definidas por quem já é poder. Mas, sem ter sido poder, não se tem a mesma blindagem dos poderosos “de berço”.

O episódio do “mensalão” acabou explodindo, revelando – em toda sua extensão – a hipocrisia política e jurídica brasileira, o uso seletivo das denúncias, o falso moralismo do STF (Supremo Tribunal Federal).

Nos anos 40, Nelson Rockefeller tinha um diagnóstico preciso sobre o subdesenvolvimento brasileiro: havia a necessidade de um choque de modernidade, de criação de uma classe média urbana que superasse o atraso ancestral das elites brasileiras, dominada pelo pensamento de velhos coronéis.

Uma coisa é a leitura fria dos livros de história, as análises de terceiros sobre a República Velha, sobre o jogo político dos anos 30, 40, 50. Outra, é a exposição dos vícios brasileiros em plena era da informação.

Para a historiografia brasileira, o “mensalão” é um episódio definitivo, para entender a natureza de certa elite brasileira, a maneira como o conservadorismo vai se impondo, amalgamando candidatos a reformadores de poucas décadas atrás, transformando-os em cópias do senador McCarthy. E não apenas no discurso antissocial e na exploração primária ao anticomunismo mais tosco, mas na insensibilidade geral, de chutar adversários caídos, de executar adversários moribundos no campo de batalha, de abrir mão de qualquer gesto de grandeza.

Expõe, também, de maneira definitiva as misérias do STF.

Aliás, Lula e o PT foram punidos pela absoluta desconsideração pelo maior órgão jurídico brasileiro. Só o desprezo pelo STF pode explicar a nomeação de magistrados do nível de Ayres Britto, Luiz Fux, Joaquim Barbosa e Dias Tofolli, somando-se aos inacreditáveis Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello, à fragilidade de Rosa Weber e Carmen Lucia e ao oportunismo de Celso de Mello.

O resultado final do julgamento foi o acirramento da radicalização, o primado da vingança sobre a justiça, a exposição do deslumbramento oportunista de Ministros sem respeito pelo cargo.

No plano político, sedimentam no PT a mística de Genoino e Dirceu.

Se deixam ou não o jogo político, não se sabe. Mas, com sua prisão, fecha-se um ciclo que levou um partido de base ao poder, institucionalizou um novo jogo político e, sem o radicalismo dos sonhadores sem compromissos, permitiu mudar a face social do país.

Não logrou criar um projeto de Nação, como pensava Dirceu. Mas deixou sua contribuição para a luta civilizatória nacional.

A democracia brasileira deve muito a ambos.

Categorias:Jogo do Poder

12 Comentários

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  1. - IP 189.59.54.55 - Responder

    O Nassif puxa-saco está redondamente enganado ao pensar que os cappos presos estão saindo do poder. Dada a natureza criminosa do PT, o partido não vai abrir mão desses tão genuínos quadros.

  2. - IP 201.2.21.107 - Responder

    Os caras queriam e ainda querem implantar uma democracia igual a de Cuba.
    Não devemos nada a Dirceu e a Genoino, eles é que devem devolver o que afanaram de nós.

  3. - IP 201.2.21.107 - Responder

    Os caras reclamam até dos juízes que eles mesmos escolheram. Kkkkkkkkk
    quando o Barbosa foi indicado a esquerdotalha era só elogios, o que será que mudou.
    Chupa essa manga petralhada.

  4. - IP 179.216.206.215 - Responder

    Esse Nassif é um ser obtuso.
    Nao disse nada com nada.
    Blá,blá, blá.
    Luta armada??
    É um poeta.
    Como, e da forma que fala em democracia poderia citar Cuba com seu democrático Coma-Andante Fidel
    Essa quadrilha que assola esta nação é composta por uma horda de aduladores, e bajuladores.
    Tem seus pusilânimes ministros de uma pequenez jurídica, devendo a toga a essa quadrilha.
    Tofolli
    Lewianodowki
    Barroso.
    Weber.
    Se para desqualificar uma suprema corte o molusco quadrilheiro soube fazer isso.
    Desqualificada e depois amanssadas.
    Qualquer coisa os cínicos e maledicentes começam o arranca rabo de classes.
    Zelites!!
    PIG.
    A elite burguesa desse pais é composta por petistas, em qualquer estado.
    Eu disse em qualquer estado a burguesia é encarnad pelo PT.
    O Fábio Inácio, e o Lula, Suplicy, Mercadante, Alexandre César,ETC sao burgueses.
    Considerando que laia de vagabundos nuncavtrabalharam
    Então a culpa é das Zelites.
    Quem é esse Nassif?
    Francamente o cinismo os petista está tão encorpado que esta engolindo seu hospedeiro.
    Cínicos.
    Todos cínicos sem nenhuma excessão.
    E sào cínico cromosomicamente corruptos.

  5. - IP 200.163.62.88 - Responder

    Minha opinião sobre o assunto.

    Os presos políticos José Dirceu e José Genuíno e a definição do que é prisioneiro político: a teoria do domínio do fato no judiciário.

    São presos políticos sim.

    Estou falando dos Professores, Estudantes e outros Trabalhadores e Manifestantes presos pela polícia e judiciário do PT.
    Quanto à prisão de José Dirceu e José Genuíno também é prisão de presos políticos. Estou me referindo à prisão deles durante a ditadura.
    Quanto à prisão de José Dirceu e José Genuíno em 15.11.2013 é prisão de político preso. Político do mesmo naipe de Natan Donadon.
    Durante a ditadura se roubava banco para financiar a luta dos Trabalhadores para tirar dos banqueiros e dar aos Trabalhadores.
    Os Josés (junto com outro José – o aliado José Sarney, além de Maluf, Renan Calheiros e tantos outros da elite) quando assumiram o poder e geriram (e continuam a gerir) o capitalismo, mudaram tudo.
    Em vez de roubarem banco para financiarem a luta dos Trabalhadores para tirar dos banqueiros e dar aos Trabalhadores, no poder os Josés roubaram os Trabalhadores para dar aos banqueiros que tiveram os maiores lucros da História do Brasil.
    O PT nomeou 8 dos 11 ministros do STF. O STF é a cara do PT. Vai reclamar de que?
    José Dirceu e José Genuíno foram condenados pela teoria do domínio do fato. O PT não sabia que isto existia e é regra no judiciário para os Trabalhadores? O judiciário do PT é aquele que penaliza os pobres sem uma única prova. A polícia do PT manda os miseráveis para as penitenciárias sem nenhuma prova. O judiciário e o ministério público do PT mantém os miseráveis por décadas atrás das grades sem nenhuma prova. Qual é a novidade? O PT não sabia disto? A teoria do domínio do fato é a teoria dominante no judiciário… para os pobres. O PT provou do seu próprio veneno que ele manteve durante o último decênio para a Classe Trabalhadora. A diferença é que os miseráveis não são processados no STF. São processados, condenados e mortos as vezes pela própria polícia do PT. Quando não são mortos pela própria polícia do PT, são presos, jogados numa penitenciária e abandonados. Hoje são quase meio milhão de presos no Brasil. A maioria PPP: pobres, pretos e prostitutas.
    Mas para ir mais fundo, talvez a prisão de 15.11.2013 de José Dirceu e José Genuíno também fez presos políticos. Explico. O capitalismo é uma ditadura. Só há presos políticos em ditadura. Como José Dirceu e José Genuíno são gerentes da ditadura capitalista então podem dizer, sim, que são prisioneiros políticos.
    O paradoxo é que seriam prisioneiros políticos de si mesmo, pois são eles que mandam no governo, no judiciário, legislativo, ministério público e TCU e o PT recebe montanhas de dinheiro das multinacionais, banqueiros e agro-latifúndio. Ou seja: são prisioneiros políticos da ditadura que eles mesmo mantém.
    Solidariedade total aos presos políticos no Brasil (os verdadeiros, não os falsos).
    Prisioneiro político não nomeia ministros do STF, não governa o país, não é deputado (mesmo condenado), não é financiado pelos banqueiros e agro-latifúndio.
    Se isto for prisioneiro político, o Donadon é preso político muito mais que José Dirceu e José Genuíno.
    Os que traíram a Classe Trabalhadora merecem esse judiciário conservador que criminaliza os Movimentos Sociais e mantém a exploração dos Trabalhadores. Judiciário que foi nomeado pelo próprio PT.
    Até tu, Barbosão?
    Se for para avacalhar geral, liberdade para Donadon, o prisioneiro político. O Lalau, Rocha, Comendador Arcanjo, também estão se achando presos políticos. Sob este critério de avacalhação do que é prisioneiro político até o Fernandinho Beira Mar e Hildebrando Pascoal estão na fila para requerer anistia política.
    Quanto aos mensaleiros quadrilheiros do PT que recorram ao judiciário capitalista e conservador que eles mesmos nomearam. Quanto aos mensaleiros quadrilheiros do PSDB/DEM que sejam condenados e façam companhia aos colegas capitalistas do PT na Papuda. Afinal o PT é o alter ego do PSDB.
    O perigo é que, juntos na prisão, os mensaleiros do PSDB e PT vão fazer PPP (Parceria Público-Privada) e Concessão lá dentro da Papuda.
    Quando eles saírem da prisão, a Papuda já vai estar privatizada em forma de PPP ou Concessão.
    Quanto a ser preso pelo próprio sistema só posso dizer: às vezes o tiro sai pela cu..eca, ou pelo oleoduto, ou propinoduto ou valerioduto.
    E os parceiros Lula e FHC? O segundo teve uma reeleição comprada e não viu nada. O primeiro teve um Mensalão na porta ao lado e não viu nada. O Maluf também não viu nada. É…
    Termino como comecei: toda a solidariedade aos presos políticos do PT: Professores, Estudantes e Manifestantes que estão presos e/ou processados pelo governo, legislativo, judiciário e ministério público da ditadura capitalista gerida pelo PT.

    Pedro Aparecido de Souza

    17 de novembro de 2013.

  6. - IP 177.4.189.130 - Responder

    Prezado Enock. Por onde anda o todo poderoso REIIIIISENWAL do SINJUSMAT? Será que não deveria tá junto com essa turma?

  7. - IP 189.11.200.129 - Responder

    Viva Genoíno,Viva José Dirceu,presos políticos pela Ditadura Militar de 1964,exilados,e agora presos sem provas por este Tribunal do Arbítrio com acolheu a tese furada do “Domínio do fato”,quem comera são esses safados que viveram e vivem as custas do suor dos trabalhadores!!Burgueses F.D.P. mundana!!

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Dar vivas à corrupção ou aos corruptos realmente demonstra toda a falta de seriedade dos petistas e petralhas.

  8. - IP 186.208.178.72 - Responder

    15 DE NOVEMBRO: UM GOLPE NA DEMOCRACIA

    A tradição parece mantida.
    O apoderamento das instituições por parte das elites brasileiras é o meio de conservarem para si os privilégios historicamente constituídos.
    O golpe que instituiu a República foi orquestrado pela elite temerosa de perder privilégios e com apetite voraz pelo poder.
    Ao longo da história brasileira todo governo que inicia reformas estruturais ou é derrubado por golpe ou acaba renunciando pela pressão dos meios.
    Isso perdurou até a chegada do Partido dos Trabalhadores do poder.

    Lula não renunciou e deu inicio a reformas estruturais que permitiram o desenvolvimento, a estabilidade econômica, a empregabilidade e os avanços sociais.
    O fato de vários ex-combatentes estarem no PT, para as elites que apoiaram o Regime de Exceção, soa como uma ameaça continua, dai a resistência e o combate aberto ou dissimulado aos programas sociais, de inclusão social e distribuição de renda.
    Assim, as elites brasileiras através de seus agentes centraram mira contra todos aqueles que representavam a imagem associada a luta pela redemocratização e mais ainda, contra aqueles que desejavam investigar a origem das fortunas constituídas durante o Regime Autoritário.

    Não é de graça a caça que se empreende na tentativa de apagar da história os nomes daqueles que se expunham enquanto seus algozes dissimulados e colaboracionistas tratavam de enriquecer graças aos sistemas de concessão, principalmente dos meios de comunicação.
    Como desvincular da história da redemocratização deste país Dirceu, Genoíno…?
    Difícil.
    E o que falar da pressão assassina contra Gushiken – que antecipou seu ‘passamento’ (Gushiken: PRESENTE) – ou de PIZZOLATO, que foi ‘pinçado’ de um rol de diretores do Banco do Brasil, com as mesmas atribuições e que fizeram mais autorizações de despesas que o condenado, apenas por ser PeTista?
    Por isso a tentativa é a macular a imagem como meio de reduzir sua importância e não foi outro o caminho traçado.
    O Supremo como poder julgador cria estranhas formas interpretativas que só valem para determinadas situações e com isso, alcançam aquilo que desejam as elites, da qual, por sinal, fazem parte.

    A grande mídia brasileira serve a afirmação ideológica do neoliberalismo, do consumo, do modelo americano de viver, basta ver a programação que apresentam, as convicções que são apresentadas e seus notáveis economistas não foram capazes, por exemplo, de construir um plano para pagar a enorme sonegação fiscal.
    Como o cenário econômico e político indica a permanência do PT no governo federal, a luta das elites é desconstruir os avanços sociais, econômicos e a distribuição e renda.
    Não apenas isso, desconstruir o PT através do ataque as pessoas daqueles que o ajudaram a construir. Condenar sem prova passa a ser a maior ameaça que se está

    A LUTA NÃO É POR ANISTIA, pois os hoje condenados são INOCENTES!

    Queremos a anulação da AP470! Ou nosso judiciário será motivo de CHACOTA INTERNACIONAL, com toda a razão – O QUE SE FEZ NO STF É UMA AFRONTA AO DIREITO!

    Hilda Suzana Veiga Settineri

  9. - IP 177.7.77.19 - Responder

    Oque o Brasil deve a esses dois CRIMINOSOS CONDENADOS?
    Que babaquice ; agora os puxa-saco do pt querem até creditar para essa escumalha os avanços que o Brasil teve.
    É muita cara de pau .
    Tiveram um julgamento mais do que justo ( com direito até a contestar via “embargos infringentes” a mais alta corte ) , foram julgados por ministros nomeados pelo seus lideres , ficaram com a grana , e ainda temos que aguentar as lamurias dos seus defensores.
    Bláááááááááá’rghhhhh!

  10. - IP 179.217.114.86 - Responder

    Coerente e corajosa as palavras de Luis Nassif. Uma verdadeira aula de Ciência Política.

  11. - IP 201.23.176.152 - Responder

    Ainda estamos devendo esse povo. Pensei que eles já tinham recebido tudo no mensalão.

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