Lúdio aponta Carlos Brito como “laranja” de Mauro. E Adolfo Grassi, o nanico, é “laranja” de quem, de Lúdio ou de Maluf?

Procurando desqualificar os ataques de Carlos Brito, Lúdio Cabral argumentou que o candidato do PSD atua como "laranja" de Mauro Mendes. A sugestão do petista deixou Brito irritado. (foto Dinalte Miranda)

Acossado pelos ataques de Carlos Brito, durante o debate na Gazeta, o petista Lúdio Cabral, bem orientado por seus marqueteiros e aliados, soltou uma no colo do ex-secretário de segurança. Segundo Lúdio, Brito o estaria atacando e atuando como um ‘laranja” de Mauro Mendes nessa eleição. Brito quis direito de resposta, não conseguiu comover o apresentador Lúcio Sorje mas numa rodada seguinte jurou de pés junto que só está a serviço mesmo de sua própria candidatura. Para tentar provar isso, mais adiante, durante o debate, questionou também duramente Mauro Mendes sobre as vantagens que Mauro auferiu, dos cofres públicos, através de incentivos fiscais.

Debate eleitoral é como um balé de lutadores num ringue de boxe. O cara vai lançando seus jabs, para ver se encaixa algum golpe que deixe o adversário tonto. Não sei se esta história do Brito “laranja” do Mauro se confirmará – mas Lúdio golpeia tentando atenuar o desgaste que o mal debatido e sempre manipulado tema do aborto – explorado na campanha pelo viés religioso – possa ter sobre a campanha do PT. Ainda doi no partido as perdas que se abateram sobre Abicalil quando Antero levantou esta questão, na disputa pelo Senado, em 2010.

Pelo que tenho observado, o candidato mais cotado para “laranjão”, na atual disputa, parece ser mesmo o nanino Adolfo Grassi (PPL) que, na tv e em todas as outras oportunidades, nunca perde uma chance de disparar contra Mauro Mendes. Contra os outros adversários, o Grassi não diz nada. Alguns observadores sugeriram que ele estaria a serviço da candidatura do PT-PMDB. Outros argumentavam que teria sido o Guilherme Maluf quem o seduziu. De qualquer forma, para esclarecer mesmo esta história, só mesmo o Adolfo Grassi. Mas me parece que, atirando em causa própria ou a serviço do alheio, Grassi desponta solenemente para o anonimato.

Grassi, cujo partido não tem representação no Congresso, não conseguiu se credenciar para o debate da Gazeta.

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