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Silval rebate Maggi e diz que devolveu mais grana do que havia roubado. Autoridades devem esclarecer todas situações levantadas e pendentes, como da prefeita Thelma, por exemplo

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Maggi, Silval e Thelma


 
 
Silval devolveu dinheiro. E @s [email protected]?
Por Enock Cavalcanti
 
Meus amigos, meus inimigos: em declaração exclusiva ao jornal A Gazeta, o ex-governador Silval Barbosa retrucou seu padrinho Blairo Maggi e disse que o que ele, Silval, pessoalmente, já devolveu aos cofres do Estado é “infinitamente maior do que aquilo com que foi beneficiado”.
Recorrendo a uma auditoria, Blairo Maggi, através dos seus advogados, apontara que Silval afirmara ter desviado mais de R$ 1 bilhão do erário, mas que devolveu apenas R$ 70 milhões. A denuncia do Blairo, padrinho do Silval, ecoou fortemente na nossa mídia amestrada.
Agora, através de A Gazeta, Silval contra-argumenta: “O que a imprensa coloca é que o Silval Barbosa roubou R$ 1 bilhão. Não. Eu relatei atos ilícitos de empresas que receberam benefícios de desapropriações, para onde foram os recursos e quem foram os beneficiados. O que eu estou devolvendo é infinitamente maior do que eu aquilo de que eu me apropriei, pessoalmente. Tanto que estou me desfazendo de bens de família adquiridos há mais de 25 anos para poder honrar o acordo”.
Segundo Silval, que é delator premiado, os valores estabelecidos para a sua devolução não foram inventados por ele mesmo mas foram arbitrados pelo Ministério Público Federal (MPF), conforme a delação. E acrescenta: “Quem tem que devolver e já está devolvendo os valores são as empresas. Como a Gazeta noticiou em matéria, que o Estado já recuperou mais de R$ 2,5 bilhões, a partir dos dados colhidos em minha delação. Vou citar exemplo, a JBS teve incentivo, foram autuados, eles receberam R$ 90 milhões e devolveram R$ 400 milhões, porque o Estado e o Ministério Público está cobrando com multas e correções”, explica.
O que se tem, então, é que a nossa mídia amestrada, como a própria Gazeta, fica fazendo repetidas e repetidas cobranças para este corrupto confesso que é o Silval, ao invés de mergulhar à cata de informações que esclareçam quais foram os esquemas por ele citados, que resultaram – ou não – em efetiva devolução de recursos aos cofres públicos. Pelo que Silval falou na delação, o montante surrupiado pode passar mesmo do 1 (hum) bilhão. Só que toda essa grana não foi surrupiada por ele – e aí que é que midia amestrada erra, ao não deixar isso bem claro para o seu grande público. Para satisfazer ao vulgo menos questionador, ficam então cobrando e cobrando sempre do Silval, como se ele fosse o únco cafajeste da história. A Gazeta, agora, inventou até a série “O CRIME VALE A PENA” para mais uma vez, fazendo como Zé Pedro Taques gostava tanto de fazer, bater basicamente nesse cachorro morto que é o Silval. Por que não esmiuça os casos de  todos aqueles que foram citados pelo Silval como possiveis  beneficiados da roubalheira que imperou no governo do Silval e permanecem por aí, sem serem incomodados por qualquer tipo de investigação mais séria?
Cito um exemplo a reclamar por uma investigação cuidadosa, para o devido esclarecimento dos fatos: É de conhecimento público que a atual Prefeita de Chapada dos Guimarães, a senhora Thelma de Oliveira, responde ao Processo nº 4596 junto ao Supremo Tribunal Federal – STF, em decorrência da DELAÇÃO PREMIADA do Ex-Governador SILVAL BARBOSA – Termo de Declarações de números 12 E 28, como resultado da denúncia de cobrança e possível recebimento de propina no valor de R$ 1.000.000,00 (Hum Milhão de Reais), de um total de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de Reais) da Emenda Parlamentar da autoria da então deputada federal do PSDB, destinada às obras da construção da Nova Estação de Tratamento – ETA e Rede de Abastecimento de Água de Chapada dos Guimarães.
O que se deve buscar esclarecer, por exemplo, nesse caso, é se os R# 1.000.000,00 (Hum Milhão de Reais), citados por Silval foram devidamente comprovados como pagamento de propina e se foram devolvidos aos cofres públicos ou se estão sendo objeto de ação patrocinada pelos dignos procuradores do MPF com esse objetivo. Ou se o caso já teve sua legalidade definitivamente provada. Estou errado ??? Se estiver, que me esclareçam mas não fiquem por aí jogando lama apenas em cima de Silval Barbosa. Ele pelo menos teve a constrição de abrir o bico, expor  em juizo o tamanhão da mãozada que ele e seus acumpliciados deram nos cofres do Estado, batendo no peito e se confessando corrupto, inclusive com gravação de videos reproduzidos ad nauseam por todo o País. O que é preciso mais para que ele pague sua pena? Que rasgue as próprias vestes e seja submetido a chicoteamento na praça da República ou diante do Palácio Paiaguás?
Insisto no exemplo dado: além do mais, quais as empresas que estiveram efetivamente envolvidas neste caso da ETA de Chapada de Guimarães? Se um milhão, de acordo com Silval, podem ter ido para a então parlamentar Thelma, de quanto se apropriaram as empresas que executaram a obra, se e que se apropriaram? Quem são os empresários responsáveis por essas empresas? Ou será que o caso em questão já foi pro arquivo ou jogado ao esquecimento?
Como se vê, Silval, agora convertido definitivamente à fé cristã e disposto a atuar também como pastor evangélico, já fez sua parte, e uma parte muito importante dentro desse processo de passar o Mato Grosso a limpo. Cabe agora aos orgãos de controle ampliar seu trabalho de investigação, a partir dos dados relatados pelo delator, para que se chegue a uma verdade a mais totalizante possível.
A partir daí, certamente, chegaremos à verdade de Blairo Maggi, de Thelma de Oliveira e tantos outros. Pensar que escândalos como o que envolvem diversos conselheiros do Tribunal de Contas permanecem sem um desiderato só demonstra que, nesse processo, Silval Barbosa talvez não seja o vilão mais asqueroso.
 
Enock Cavalcanti, jornalista, é o editor desta PAGINA DO E
 
LEIA O QUE A GAZETA PUBLICOU: http://www.gazetadigital.com.br/editorias/judiciario/estado-recuperou-r-2-5-bi-por-causa-da-delao-diz-silval/578622?fbclid=IwAR07R5QaQl9-bhh_EtFlTKDtDKAu7NNoYQES9_46rkeFlnNFRMPEy7HAa_s
 
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TJ-SP segue voto do relator, desembargador Augusto de Siqueira, e confirma condenação de réus por atos racistas contra jornalista Maju Coutinho. LEIA INTEIRO TEOR DA DECISÃO

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Por vislumbrar a prática de discriminação, a 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de dois homens por atos de racismo e injúria racial contra a jornalista e apresentadora da TV Globo Maju Coutinho, que é uma mulher negra. Os réus também foram condenados por falsidade ideológica e corrupção de menores.

Um dos acusados foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão, e o outro a quatro anos e seis meses, ambos em regime inicial semiaberto. De acordo com a denúncia, usando perfis falsos nas redes sociais, os réus acessaram as páginas da Globo e proferiram injúrias raciais contra Maju Coutinho, como “macaca”, “escrava” e “cabelo bombril”.

Para o relator, desembargador Augusto de Siqueira, ficou plenamente demonstrada a responsabilidade dos réus quanto às injúrias raciais e o racismo. O magistrado disse que as ofensas, por terem sido publicadas nas redes sociais, atingiram um número indeterminado de pessoas, não apenas a apresentadora, configurando o crime de racismo.

“Inegável que os réus desejaram praticar e incitar a discriminação, mediante mensagens contra uma coletividade, com base na raça e na cor da pele. Estavam plenamente cientes de que as publicações tinham conteúdo reprovável, aliás, criminoso, com repercussão negativa, suficiente para a retirada da página do Jornal Nacional do ar, após serem denunciadas”, afirmou.

Para o magistrado, os réus atacaram uma coletividade, não cabendo tipificação única para as condutas. “De outra parte, vale lembrar que não incitaram apenas adolescentes, mas diversos outros usuários a publicações de mensagens de cunho ilícito”, completou Siqueira.

Os dois também foram considerados responsáveis por facilitar a corrupção de menores, por terem formado um grupo com quatro adolescentes para “cometer crimes de falsidade ideológica e, posteriormente, racismo, injúria qualificada e corrupção de menores, com estabilidade de permanência”.

Associação criminosa

Quanto à denúncia por associação criminosa, o relator acolheu o recurso das defesas para absolver os réus. “Não obstante o número elevado de pessoas, dentre as quais, adolescentes, não há certeza de que se reuniram para praticar mais do que os delitos narrados, tampouco tratar-se de grupo estável e permanente”, escreveu.

Para o magistrado, não ficou demonstrado nos autos o “ânimo associativo, estável e duradouro entre, ao menos, três agentes”, necessário para a condenação por associação criminosa. A decisão se deu por unanimidade.

FONTE CONSULTOR JURÍDICO

TJ-SP Segue Voto Do Relator Desembargador Augusto de Siqueira e Confirma Condenação de Réus Por Atos Racist… by Enock Cavalcanti on Scribd

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Maju. Foto: Globo/Mauricio Fidalgo

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