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PROMOTOR CORAGEM – Enquanto Pedro Taques abandonou MPF para atuar como político tradicional no Senado, Domingos Sávio conduz investigações que podem revelar as patifarias promovidas por empresários e politicos em prejuizo do patrimônio ambiental de MT

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Quando a Operação Arca de Noé foi deflagrada nos anos 2000, à frente dela estavam três membros do Ministério Público que, desde então, sempre se mantiveram em evidência dentro do cenário político e administrativo de Mato Grosso: o procurador de Justiça Pedro Taques e os promotores Mauro Zaque e Domingos Sávio de Arruda.

Foram esses profissionais que planejaram, coordenaram e comandaram a tomada do bunker que João Arcanjo Ribeiro mantinha no bairro Boa Esperança. Dessas investigações, resultaram desdobramentos que até hoje impactam a vida da população de Mato Grosso, como a prisão do Comendador, as denúncias de intensa e despudorada ladroagem na Assembléia Legislativa, envolvendo Geraldo Riva, Humberto Bosaipo e uma enorme quantidade de "ligeirinhos" que transitam em torno deles, e, mais recentemente, a denúncia do MPF sobre o possível envolvimento do empresário Dorileo Leal, do conglomerado jornalistico de A Gazeta, com a lavagem de dinheiro que beneficiaria as quadrilhas do crime organizado em Mato Grosso.

O tempo passa, o tempo voa – e a sociedade de Mato Grosso perdeu a contribuição de Pedro Taques como agente do Ministério Público. Lembre-se que esta PÁGINA DO E lamentou esta perda, assim que Pedro Taques fez sua opção preferencial pela política partidária. Hoje Pedro Taques deixou de ter como uma de suas prioridades, o combate ao crime organizado e à corrupção, se transformando em mais um político tradicional no Senado Federal –  se prestando, ultimamente, ao triste papel de se somar com personalidades reacionárias do Brasil e da Itália para tentar manter na cadeia o militante político Cessare Batista que, de acordo com todas as evidencias acolhidas pela maioria do Supremo Tribunal Federal, teria sido vítima de um conluio judicial na pátria italiana.

Já Mauro Zaque e Domingos Sávio continuam dando sua contribuição para o fortalecimento institucional do Ministério Público e para o desbaratamento de quadrilhas organizadas, algumas delas envolvendo poderosas figuras do empresáriado mato-grossense e da administração pública, que continuam a assacar contra os cofres públicos.

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Mauro Zaque conduz, entre outras, as denúncias com os envolvidos no chamado Escândalo do Maquinário.

E voce pode ver, no video, o destemor com que Domingos Sávio, promotor-coragem, investe contra as articulações políticas que teriam resultado na recente aprovação da Lei do Zoneamento em Mato Grosso, além de denunciar esquema de adulteração de documentos no sentido de facilitar a exploração de pequenas centrais hidrelétricas, no interior do Estado, comprometendo e ameaçando o patrimônio ambiental de Mato Grosso.

Domingos Sávio coloca em xeque comportamento da administração do então governador e atual senador Blairo Maggi, enquanto que, de Pedro Taques, há mais de seis meses, se espera algum  tipo de encaminhamento com relação às denuncias que ele mesmo formulou e em cima das quais estruturou sua campanha eleitoral, denunciando o chamado Escândalo do Maquinário, que envolveria o então governador e atual senador Blairo Maggi.

Sobre a atuação politica e administrativa de Blairo Maggi, Pedro Taques, que o atacava duramente na campanha, até agora não disse nada. Será que Pedro Taques vai repercurtir no Senado Federal as denúncias de Domingos Sávio ou, mais uma vez, calar-se diante de Blairo Maggi? Pedro Taques, que deixou sozinho o seu antigo parceiro, o promotor Mauro Zaque no questionamento do Escândalo dos Maquinários, vai deixar sozinho o seu antigo parceiro Domingos Sávio no questionamento das mutretas das PCHs?

São respostas que teremos que esperar do amanhã – enquanto segue a vida e as pessoas vão construindo ou desconstruindo suas biografias.

Veja no video a entrevista coletiva do promotor Domingos Sávio.

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Promotor alega fraudes para beneficiar obras de hidrelétricas
Fonte: A Gazeta

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O promotor de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, Domingos Sávio, toma providências sobre supostas fraudes de certidões ligadas ao Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), envolvendo áreas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH"s). A manobra que teria sido verificada em 2007 está sob investigação da CPI das Usinas Hidrelétricas e PCH"s da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Percival Muniz (PPS). A Gazeta teve acesso exclusivo a documentos sob o caso, em análise na Comissão.

Na tarde de ontem, em coletiva à imprensa sobre o projeto de Zoneamento Socioeconômico Ecológico, o promotor disse que encaminhou relatório sobre possíveis fraudes como falsificação de documentos de área de terras, para o Ministério Público Federal, para o presidente da CPI e ainda para as promotorias de Peixoto de Azevedo e de Colíder, municípios onde foram lavradas escrituras. Também encaminha relatório para a Procuradoria Geral da República.

A posição de Domingos Sávio traz a tona mais uma vez situação delicada para o governo do Estado. O suposto esquema foi "lembrado" na CPI, recentemente, através de depoimento prestado pelo servidor público Carlos Barros. PCH"s de Rochedo e Nhandú, na região do Parque Estadual Cristalino, teriam sido construídas em terras devolutas por meio do uso de documentos fraudados para a garantia da licença ambiental. No período, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente estava sob o comando de Luiz Henrique Daldegan.

Carlos Alberto, servidor do Intermat em 2007, foi designado à época para investigar denúncia de irregularidades sobre documentos de responsabilidade do órgão. Depois de constatar a existência de fraudes, como ele declarou na CPI, a Sema não teria se posicionado. Agora, ao analisar questões relacionadas ao Zoneamento, o promotor encontra indícios de "manobras" e pede providências. Daldegan deverá ser convocado para prestar esclarecimentos

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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