(65) 99638-6107

CUIABÁ

Alguma coisa está fora da ordem

Promotor Célio Fúrio investiga se Luis Cabeção Soares mandou queimar 20 toneladas de medicamentos

Publicados

Alguma coisa está fora da ordem

Cabeção


Secretário é investigado por suposta queima de medicamentos da Farmácia de Alto Custo
O Ministério Público Estadual, através da 35ª Promotoria de Justiça Cível, instaurou inquérito civil para apurar os fatos
O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito para investigar o secretário de Saúde, Luiz Antônio Soares, por suposta incineração indevida de medicamentos comprados para Farmácia de Alto Custo de Cuiabá.
A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça, Celio Joubert Fúrio, da 35ª Promotoria de Justiça Cível.
De acordo com o documento, o MPE recebeu denúncia de que 20 toneladas de medicamentos e outros materiais, como fraldão e preservativo (vencidos e contaminados), comprados para atender usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da Capital, foram queimados.
Sendo assim, o promotor instaurou o procedimento para apurar suposto ato de improbidade administrativa ou danos aos cofres públicos.
“Instaurar inquérito civil para apurar eventuais atos de improbidade administrativa ou de dano ao erário em face do atual Secretário de Estado da Saúde, Luiz Antônio Vitório Soares, bem como por ser necessária a complementação de informações do objeto da apuração”, diz trecho do inquérito civil.
Descumprimento de decisão
Em setembro de 2017, o ex-secretário chegou a ser preso por descumprir decisão de primeira instância que previa o fornecimento do remédio canadibiol a um paciente do município de Nova Canaã do Norte (a 696 km de Cuiabá).
Contudo, Soares obteve liberdade no mesmo dia em que foi detido.
FONTE PONTO NA CURVA

Leia Também:  Juiz Yale Sabo Mendes atende Instituto de Defesa do Consumidor e condena Banco do Brasil a pagar R$ 100 mil por dano moral coletivo por descumprir Lei da Fila em suas agências em Cuiabá. Segundo Yale, em sua decisão, é publico e notório que os bancos vem atendendo cada vez pior aos seus clientes. E destacou, em maiúsculas, em sua decisão, como se gritasse: NÃO É NORMAL UM CLIENTE DE UM BANCO FICAR MAIS DE UMA HORA EM UMA FILA!

MP Instaura Inquérito Para Apurar de Luis Cabeção Soares Mandou Queimar Remédio by Enock Cavalcanti on Scribd

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Alguma coisa está fora da ordem

LÚDIO CABRAL: 5 mil vidas perdidas para a covid em Mato Grosso

Publicados

em

Por

CINCO MIL VIDAS

Lúdio Cabral*

Cinco mil vidas perdidas. Esse é o triste número que Mato Grosso alcança hoje, dia 26 de janeiro de 2021, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cada um de nós, mato-grossenses, convivemos com a dor pela perda de alguém para essa doença. Todos nós perdemos pessoas conhecidas, amigos ou alguém da nossa família.

A pandemia em Mato Grosso foi mais dolorosa que na maioria dos estados brasileiros e o fato de termos uma população pequena dificulta enxergarmos com clareza a gravidade do que enfrentamos até aqui.

A taxa de mortalidade por covid-19 na população mato-grossense, de 141,6 mortes por 100 mil habitantes, é a 4ª maior entre os estados brasileiros, inferior apenas aos estados do Amazonas (171,9), Rio de Janeiro (166,2) e ao Distrito Federal (147,0). O número de mortes em Mato Grosso foi, proporcionalmente, quase 40% superior ao número de mortes em todo o Brasil. Significa dizer que se o Brasil apresentasse a taxa de mortalidade observada em Mato Grosso, alcançaríamos hoje a marca de 300.000 vidas perdidas para a covid-19 no país.

Lembram do discurso que ouvimos muito no início da pandemia? De que Mato Grosso tinha uma população pequena, uma densidade populacional baixa, era abençoado pelo clima quente e que, por isso, teríamos poucos casos de covid-19 entre nós?

Leia Também:  Juiza Selma Arruda atende Gaeco e manda prender Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis, Moises Dias da Silva e Giovani Belato Guizardi na Operação Remora. Gaeco deflagra operação para desmantelar organização criminosa que atuava na Seduc. O Gaeco destacou o papel preponderante de Giovani Belatto Guizardi que foi elencado pela organização criminosa como a pessoa responsável pela arrecadação da propina que era paga pelos empreiteiros com a finalidade de garantir o êxito no recebimento pelas medições subseqüentes das obras contratadas pela Seduc. LEIA DECISÃO DA JUIZA SELMA ARRUDA E ORGANOGRAMA DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Lembram do posicionamento oficial do governador de Mato Grosso no início da pandemia, de que o nosso estado não teria mais do que 4.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus?

Infelizmente, a realidade desmentiu o negacionismo oficial e oficioso em nosso estado. Não sem muita dor. O sistema estadual de saúde não foi preparado de forma adequada. Os governos negligenciaram a necessidade de isolamento social rigoroso em momentos cruciais e acabaram transmitindo uma mensagem irresponsável à população. O resultado disso tudo foram vidas perdidas.

Ao mesmo tempo, o Mato Grosso do sistema de saúde mal preparado para enfrentar a pandemia foi o estado campeão nacional em crescimento econômico no ano de 2020. Isso às custas de um modelo de desenvolvimento que concentra renda e riqueza, de um sistema tributário injusto que contribui ainda mais com essa concentração, e de um formato de gestão que nega recursos às políticas públicas, em especial ao SUS estadual, já que estamos falando em pandemia.

Dolorosa ironia do destino, um dos municípios símbolo desse modelo de desenvolvimento, Sinop, experimentou mortalidade de até 100% entre os pacientes internados em leitos públicos de UTI para adultos em seu hospital regional.

Nada acontece por acaso. Os números da covid-19 em Mato Grosso não são produto do acaso ou de mera fatalidade. Os números da covid-19 em Mato Grosso são produto de decisões governamentais, de escolhas políticas determinadas por interesses econômicos, não apenas agora na pandemia, mas por anos antes dela. E devemos ter consciência disso, do contrário, a história pode se repetir novamente como tragédia.

Leia Também:  Tentando evitar que processo que investiga possível crime eleitoral praticado por José Riva em Campo Verde, nas eleições de 2010, continue se arrastando no TRE, juiz José Blaszak se declara suspeito para participar do julgamento e cobra celeridade dos demais membros

Temos que ter consciência dessas injustiças estruturais para que possamos lutar e acabar com elas. A dor que sofremos pelas pessoas que perdemos para a pandemia tem que nos mobilizar para essa luta.

Lutar por um modelo de desenvolvimento econômico que produza e distribua riqueza e renda com justiça, que coloque pão na mesa de todo o nosso povo e que proteja a nossa biodiversidade. Lutar por um sistema tributário que não sacrifique os pequenos para manter os privilégios dos muito ricos. Lutar por políticas e serviços públicos de qualidade para todos os mato-grossenses. Lutar pelo SUS, por um sistema público de saúde fortalecido e capaz de cuidar bem de toda a nossa população.

São essas algumas das lições que precisamos aprender e apreender depois de tantos meses de sofrimento e dor, até porque a tempestade ainda vai levar tempo para passar.

*Lúdio Cabral é médico sanitarista e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA