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O GENRO DE RIVA E SEU LABIRINTO: João Emanuel começou a semana sob suspeita de que teria tentado se matar, para se livrar dos seus problemas. Representado pelos seus advogados, que escrevem o roteiro de suas batalhas, enquanto ele se recupera no Hospital Santa Rosa, ele vai ao Tribunal de Contas e protocola denuncia contra Júlio Pinheiro por pretensa fraude na votação de Lei Orçamentária.Ao invés do suicídio, a ideia é apresentar o marido de Janaina em postura pretensamente guerreira, investindo contra o presidente da Câmara – que desponta como seu algoz. LEIA A DENÚNCIA

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João Emanuel protocola denúncia contra Júlio Pinheiro no Tribunal de Contas by Enock Cavalcanti


Júlio Pinheiro e João Emanuel, fotografados nos primeiros dias de convivência na atual legislatura da Câmara de Cuiabá.  Passados poucos meses, a relação azedou e os sorrisos murcharam.

Júlio Pinheiro e João Emanuel, fotografados nos primeiros dias de convivência na atual legislatura da Câmara de Cuiabá. Passados poucos meses, a relação azedou e os sorrisos murcharam.


 
 
O vereador João Emanuel (PSD), que é alvo de processo de cassação por corrupção na Câmara dos Vereadores e começou esta semana pós-feriadão da Páscoa cercado de boatos de que teria tentado se suicidar, resolveu bancar o denunciante do seu colega Julio Pinheiro (PTB), talvez para escapar do labirinto angustiante em que parece ter mergulhado.
É que João Emanuel protocolou nessa terça-feira (22), no Tribunal de Contas do Estado, denúncia contra o atual presidente da Câmara, que desponta como seu algoz no julgamento das denúncias que afloraram depois que o Ministério Público deflagrou contra ele, que é genro do deputado Gerealdo Riva, a Operação Aprendiz.
A acusação de João Emanuel é que a lei orçamentária que autoriza a Prefeitura de Cuiabá a fazer suplementação de mais de R$ 365 milhões entrou em vigor na vigência da presidência de Pinheiro em 2012 sem passar por votação em plenário caracterizaria fato gravíssimo que demanda investigação pormenorizada.

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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