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Luciane Bezerra pede prisão de César Zilio, Yuri Bastos Jorge e mais 16 que estariam implicados no rombo de R$ 25 milhões no MT Saúde. Emanuel Pinheiro lamenta que Luciane atropele devido processo legal e denuncie pessoas que não tiveram chance de se defenderem. Leia pedido de prisão e relatório

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Relatório paralelo de Luciane Bezerra na CPI do MT Saúde by Enock Cavalcanti

Luciane Bezerra pede prisão preventiva de César Zilio, Yuri Bastos Jorge e mais 16, no encerramento da CPI… by Enock Cavalcanti


A deputada Luciane Bezerra, em atuação inesperadamente radical, fez vibrar os sindicalistas do Fórum Sindical que acompanharam a leitura de seu “relatório paralelo” sobre os rombos do MT Saúde. É que além de pedir indiciamento do ex-todo poderoso secretário de Administração César Zilio (apontado, nas denúncias do major Wanderson Nunes, da Assof, como sócio do atual secretário, Francisco Faiad) ela também pediu a prisão preventiva de Zilio, Yuri Bastos Jorge e uma enorme grupo de denunciados. Tímida e algo ausente, durante os trabalhos da CPI, Luciane Bezerra virou, certamente, o destaque da semana, demonstrando um radicalismo difícil que está em alta dentro da Assembleia de Mato Grosso, desde que o deputado Ademir Brunetto resolveu disparar sua metralhadora contra o governo do garimpeiro Silval Barbosa. Fazendo pose de ponderado, o deputado Emanuel Pinheiro, relator oficial da CPI do MT Saúde, evitou contestar frontalmente a denúncia de Luciane Bezerra mas disse que não é recomendável denunciar quem quer que seja sem lhe garantir o direito de defesa. Emanuel referia-se, evidentemente, ao ex-secretário César Zilio que não foi ouvido durante os trabalhos da CPI. Emanuel disse que defende o devido processo legal e que, por isso, propôs que tanto seu relatório como o de Luciane sejam encaminhado ao Ministério Público e à Delegacia Fazendária para que se façam novos inquéritos e para que os acusados tenham a chance de serem ouvidos. Confira o noticiário. E leia o inteiro teor dos documentos que Luciane Bezerra apresentou à CPI. (EC)

Emanuel Pinheiro, em seu relatório, nem falou deles. No relatório paralelo, Luciane Bezerra propõe que Ministério Público estude a possibilidade de pedir a prisão preventiva do o ex-secretário César Zilio e do ex-presidente do MT Saúde, ex-deputado e ex-vereador Yuri Bastos Jorge

Emanuel Pinheiro, em seu relatório, nem falou deles. No relatório paralelo, Luciane Bezerra propõe que Ministério Público estude a possibilidade de pedir a prisão preventiva do o ex-secretário César Zilio e do ex-presidente do MT Saúde, ex-deputado e ex-vereador Yuri Bastos Jorge


 
Deputada pede prisão cautelar de Zílio, Yuri e mais 16
Desfalque no plano de saúde chega a R$ 25 milhões; relatório de deputado foi rejeito
 
ISA SOUSA E LAÍSE LUCATELLI
DO MIDIA NEWS
A deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) pediu, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o rombo no MT Saúde, nesta terça-feira (2), a prisão cautelar de todos os indiciados em seu relatório.
Luciane apresentou seu voto em separado, subsidiado por um relatório paralelo com suas próprias conclusões da CPI, e pediu o indiciamento de 18 pessoas, as quais ela apontou como responsáveis pelo rombo de R$ 25 milhões do plano de saúde dos servidores públicos do Estado.
Entre os indiciados, estão o ex-secretário de Administração, César Zílio (PR), e quatro ex-presidentes do MT Saúde.
O próximo passo da deputada será encaminhar o relatório para o Ministério Público Estadual (MPE), com pedido de bloqueio de bens dos 18 suspeitos.
Entre os crimes citados pela deputada, estão improbidade administrativa e formação de quadrilha.
Além de Zílio, também foram indiciados por Luciane o ex-chefe de gabinete do ex-secretário, José de Jesus Nunes Cordeiro, e os ex-presidentes do MT Saúde, Yuri Bastos Jorge, Augusto Carlos Patti do Amaral, Maximilliam Mayolino Leão e Gelson Esio Smorcinski.
A deputada também indiciou Edson Vitor Alexis de Mello, Hilton Paes de Barros, Marcelo Marcos dos Santos, João Enoque Caldeira da Silva e Washington Luis da Cruz, Auro Guilherme Matos Ulisséa, Sidnei Storch Dutra (da Open Saúde), Antônio Carlos Barbosa, e Elenilda Pereira da Silva.
Em seu relatório, Luciane Bezerra indiciou, também, mas sem citar nomes, um diretor responsável do Sesi e um dos sócios da CRC-Connect Med.
“Sem defesa”
O relator da CPI, deputado Emanuel Pinheiro (PR), criticou a postura da deputada e o relatório paralelo apresentado por ela. “É inaceitável, no estado democrático de direito em que vivemos, um relatório que não dá direito de defesa aos indiciados”, disparou.
O sindicalista Gilmar Brunetto questionou as críticas de Pinheiro, e afirmou que, se não houve defesa dos suspeitos, a culpa é do próprio relator. “Desde o começo dessa CPI, o Fórum Sindical tem apresentado nomes e provas do rombo, e o deputado Emanuel Pinheiro sequer chamou todos eles para depor. E muitos dos que foram chamados, não compareceram”, afirmou.
Relatório oficial
O relatório do deputado estadual Emanuel Pinheiro recebeu 4 votos contra 1. Votaram favoráveis ao documento os membros da CPI- Walter Rabello (PSD), Antônio Azambuja (PP), Baiano Filho (PMDB) e o próprio Pinheiro. Apenas Luciane Bezerra votou contra.
Segundo o relator, a documentação com a conclusão oficial da CPI será agora votada pelo plenário da Assembleia Legislativa e também encaminhada a Delegacia Fazendária e Ministério Públicio Estadual, que dará seguimento às investigações.
Ainda não há data prevista para que a Mesa Diretora da Casa ponha o relatório em apreciação pelos demais parlamentares.

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

Leia Também:  Colunista Elio Gaspari cita a cassação de Juscelino Kubitschek sem provas por conta de um apartamento na avenida Vieira Souto para condenar o cerco sobre o ex-presidente Lula: ‘o papel do Ministério Público e do Judiciário é o de trabalhar em cima de provas, porque se essa porteira for aberta, não se derretem apenas os direitos de pessoas metidas em "ladroeiras consumadas", derretem-se os direitos de todos’

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

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Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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