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Líder em SP, Russomano é investigado por peculato

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Russomano vem resistindo, mas a intensidade dos ataques deve aumentar nas próximas semanas, diante do risco de José Serra, até então favorito, fique fora do segundo turno, ou mesmo de que Fernando Haddad, do PT, não consiga ultrapassar o tucano


Com 31% das ações de voto, candidato do PRB sofre ação do Ministério Público por desvio da verba de gabinete, no tempo em que foi deputado; acusação é a mesma que pode levar João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara, à prisão
Brasil 247
Líder em intenções de voto em São Paulo, Celso Russomano até agora resistiu às primeiras acusações que sofreu. Uma delas, a de que teria favorecido o empresário Laerte Codonho, dono da Dolly, numa guerra comercial contra a Coca-Cola, valendo-se do cargo e deputado. Outra, a de teria ligações com o grupo do bicheiro Carlos Cachoeira.
Agora, Russomano pode se tornar réu pelo mesmo crime que pode levar João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, à cadeia. João Paulo foi acusado duas vezes de peculato: uma por receber R$ 50 mil das agências de Marcos Valério, que foram contratadas para  a Câmara, e outra por supostamente desviar a finalidade do contrato, para também atrair para seu gabinete uma empresa de assessoria, a IFT, que lhe prestou consultoria pessoal. No primeiro caso, João Paulo foi condenado, renunciou à candidatura e pode ser preso. No segundo, foi inocentado.
Russomano sofre também uma investigação por peculato. Segundo antecipou o jornal Último Segundo, o Ministério Público solicitou a quebra do sigilo fiscal da empresa Night & Day Promoções Ltda, que pertence a Russomano. Suspeita-se que o candidato à prefeitura de São Paulo tenha usado verbas de seu gabinete para pagar os salários de uma funcionária da empresa, Sandra de Jesus Nogueira, de 1997 a 2001.
A acusação, de certa forma, teve sua procedência confirmada pelo próprio candidato. Ele afirmou, em sua defesa que Sandra trabalhava em seu escritório político em São Paulo e prestava serviços eventuais à Night and Day. Ela, no entanto, desmentiu. Disse que atuava nos fundos de uma casa, onde funcionava a empresa, enquanto os funcionários da Câmara e do escritório político ficavam na frente.
Russomano vem resistindo, mas a intensidade dos ataques deve aumentar nas próximas semanas, diante do risco de José Serra, até então favorito, fique fora do segundo turno, ou mesmo de que Fernando Haddad, do PT, não consiga ultrapassar o tucano

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Leia Também:  JORNALISTA RICARDO MELO: Surpresa ou decepção para muitos: sem afrontar instituições, sem desrespeitar qualquer direito, Genoino (e seus companheiros presos) agiram como deveria ser habitual num partido de raízes populares: recorreram à militância (para pagar as multas impostas durante o julgamento do Mensalão). Quem se assustou? Todo mundo para quem não passa pela cabeça alguém doar dinheiro por acreditar em alguma coisa, alguma ideia, algum futuro.

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Leia Também:  FISCALIZANDO O FISCAL: Fórum de Interlocução entre MP e Sociedade se reúne nesta quarta, sob comando do promotor Domingos Sávio, e o procurador geral de Justiça, Paulo Prado, estará no centro dos debates

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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