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Polícia Federal e Rede Globo lançam acusação sem prova sobre Valtenir e deputado federal do PSB, de repente, parece integrar esquema para desvio de dinheiro público. Ah, como é fácil acusar um político!

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valtenir e a globoA midia nacional, através da Rede Globo, e a Polícia Federal parece que se juntaram para infernizar, neste início de semana, a vida do deputado federal pelo PSB, o defensor público mato-grossense Valtenir Pereira, político de reputação ilibada no Estado de Mato Grosso e que jamais teve seu nome envolvido em escândalos. A midia regional, que não é dada a aprofundar qualquer tipo de apuração, embarcou, é claro, na denúncia e até um artigo já foi divulgado, da lavra do Rodrigo Rodrigues, prócer do DEM, chamando Valtenir de “Demóstenes pantaneiro”.
O que se tem, de fato, é apenas a acusação, sem provas, feita pelos delegados da Polícia que investigaram o caso do projeto Jampa Digital, lá no distante Estado da Paraíba.
Pelo que informou o Jornal Nacional, em sua edição de sábado, a Polícia Federal indiciou 23 suspeitos de desviar recursos de um projeto de internet gratuita em João Pessoa. Entre eles, o vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia e o publicitário Duda Mendonça.  Os investigadores dizem que o desvio foi de R$ 1,6 milhão e que foi usado para financiar campanhas eleitorais.  Segundo o inquérito, o esquema foi montado pelo vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSD). Em 2009, quando era deputado federal, Rômulo apresentou uma emenda propondo a criação de um projeto, chamado Jampa Digital, que deveria levar internet de graça para João Pessoa.  O valor do serviço: R$ 39 milhões. Segundo a Polícia Federal, a empresa Ideia Digital, que acabou ganhando a concorrência, desviou parte do dinheiro.
Só que a PF além disso, segundo o Jornal Nacional, sem apresentar qualquer tipo de prova, que a Idéia Digital tentou montar o mesmo esquema em Mato Grosso.
A empresa é suspeita de ter pagado R$ 235 mil como despesas de campanha do deputado federal Valtenir Pereira (PSB). Mais uma vez, não apareceu qualquer tipo de prova, só a palavra dos agentes da PF, referendada pelos repórteres do Jornal Nacional. O índicio que parece referendar a suspeita: há três anos o deputado apresentou uma emenda para projetos de inclusão digital no estado.
Com base nestes fatos ralos, o deputado Valtenir Pereira foi exposto e, vejam só, como que desafiado a provar a sua inocência – quando o ônus da prova, como se sabe, cabe a quem acusa.
O deputado federal Valtenir Pereira afirmou à Rede Globo que não tem vínculo com a Ideia Digital, que ele mesmo pagou o material de campanha em 2010 e que as contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Isto, no entanto, não serviu para atenuar a exposição do deputado Valtenir Pereira.
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outra opinião
O Demóstenes pantaneiro
por RODRIGO RODRIGUES
Observadores da política mato-grossense identificavam muitas semelhanças entre o senador Pedro Taques e o ex-senador goiano Demóstenes Torres. Os dois são oriundos do Ministério Público, tinham relações íntimas de amizade e pregavam o mesmo ideal ético e moralista.
Para quem não conhece, ou não se lembra, Demóstenes era aquele que ocupava diariamente a tribuna do Senado com seus discursos inflamados e permeados de denúncias e, fez desta, uma trincheira no combate à corrupção, tornando-se uma referência nacional.
Não demorou muito tempo para que uma minuciosa investigação da Polícia Federal revelasse a verdadeira face do ex-senador. O que era de conhecimento de um pequeno grupo em Goiás acabou sendo revelado a todo País: o envolvimento de Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o comendador Arcanjo do Estado vizinho.
Pois eis que, de uma maneira muito sorrateira, o deputado Valtenir Pereira surpreendeu a todos. Esperto como sempre, tomou posse do título de “Demóstenes pantaneiro”, deixando Taques para trás, na era da internet discada.
A denúncia, divulgada no Jornal Nacional, revelando um desvio de milhões de reais do programa Cidade Digital, para bancar campanhas eleitorais, expõe mais um suposto lobo travestido de “Chapeuzinho Vermelho”. Segundo a Polícia Federal, Valtenir teria sido beneficiado com R$ 235 mil.
Eu, pessoalmente, não fiquei nada espantado! O deputado Valtenir, já há algum tempo, vinha ostentando um padrão de vida muito acima do que o seu salário pode proporcionar. Nos fins de semana, visita o interior a bordo de aeronaves, cuja hora de voo custa uma fortuna e, recentemente, comprou joias caríssimas para uma namorada.
O nobre parlamentar iniciou sua carreira política explorando pobres coitados na porta do Pronto Socorro. Como defensor público, criou uma indústria de liminares contra o Estado.
Eleito vereador pelo PT, esqueceu-se da luta pela saúde, assim como não pensou duas vezes em mudar de partido, esquecendo também quem ajudou a elegê-lo. Recebido de braços abertos na sua nova sigla, o PSB, foi ungido candidato único a deputado federal, tendo o engajamento de todos os militantes socialistas.
Eleito, rifou os companheiros, aparelhou o partido com parentes e “ensuvacou” o PSB em Mato Grosso, dando uma rasteira em todos.
Em dois anos como vereador, e seis como deputado federal, nunca trabalhou para melhorar nada no Sistema Único de Saúde. Nem emenda, nem projeto, o que deixa bem nítido que tudo não passou de demagogia, tendo se aproveitando do desespero de pessoas de bem.
Imaginem se ele se empenhasse, no Congresso Nacional, pela melhoria da saúde pública ou pela reforma do Código Penal, como ele se empenha para aprovar o projeto que transforma as Defensorias Públicas em mais uma ilha da fantasia – ou como se empenha para liberar suas emendas para o suspeito projeto “Cidades Digitais”, que implantado em vários municípios, de fato, nunca funcionou.
O seu mandato, para ser corente com o discurso que o elegeu, deveria se pautar na luta pelo SUS e por penas duríssimas a assassinos, afinal o que realmente lhe deu destaque foi o homicídio de seu pai.
Se dizendo injustiçado, pelo fato do acusado estar solto, conseguiu ganhar as páginas de jornais de circulação nacional e, pasmem, até aparecer no programa da Xuxa. Isso sensibilizou muita gente e alavancou sua campanha.
Convenhamos, uma pessoa que lança mão desses artifícios é bem capaz de coisa pior. Ao menosprezar o sofrimento alheio e usar uma desgraça familiar para angariar votos, demonstra todo o seu caráter, ou melhor, a falta dele.
Há pouco mais de um mês, o povo foi às ruas protestar e mostrar sua indignação e revolta com os políticos. Essas pessoas estão em alerta, aguardando que as autoridades correspondam, urgentemente, começando a cortar na própria carne.
Comprovado o envolvimento do deputado Valtenir Pereira, o Congresso deve imediatamente cassar o seu mandato por quebra de decoro parlamentar. O PSB, que pretende ter até candidato a presidente, deve excluí-lo dos seus quadros de filiados, a exemplo do que fez o DEM com Demóstenes.
A Defensoria Pública deve pedir a sua demissão, a bem do serviço público, e a OAB, que sempre esteve à frente dos movimentos por ética na política, deve cassar o seu registro de advogado, impedindo-o de exercer a profissão.
Já que a Polícia Federal tem algumas suspeitas sobre o deputado, deveria aproveitar e dar uma investigada também na SUDECO, a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste, que tem como um dos diretores um indicado de Valtenir. Verá que, por lá, está acontecendo coisas estranhas também.
Valtenir Pereira já tinha fama, no meio político, de ser “traidor”, por não honrar compromissos e pela sua covardia. Juntem-se agora às denúncias de corrupção e chegaremos ao seu verdadeiro “eu”. Infelizmente.
RODRIGO RODRIGUES é jornalista e analista político. Artigo publicado, originalmente, no Midia News.

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Justiça mantém presa filha acusada de aplicar golpe na mãe milionária

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A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão temporária de Sabine Coll Boghici, acusada de aplicar um golpe milionário, de mais de R$ 720 milhões, na própria mãe de 82 anos, viúva do colecionador de arte Jean Boghici.   

Na decisão, a juíza Ariadne Villela Lopes, da Central de Custódia de Benfica, em audiência realizada hoje (12) escreveu “que a prisão é válida e não há notícia nos autos acerca de alteração da decisão que determinou a expedição do mandado, sendo vedado ao juízo da Central de Audiência reavaliar o mérito da decisão que decretou a prisão”.  

Outras prisões

Os outros três presos são da mesma família, Rosa Stanesco Nicolau e Jacqueline Stanesco Gouveia – que se apresentavam como videntes – e o filho de Rosa, Gabriel Nicolau Traslavina Hafliger, também passaram por audiências de custódia distintas nesta sexta-feira e também tiveram suas prisões mantidas.  

Durante a audiência, a defesa de Rosa Stanesco informou que está reunindo documentação para reivindicar a revogação da prisão temporária.

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Já defesa de Jacqueline requereu a revogação da prisão, alegando que nada de ilícito foi encontrado com a custodiada e que seu vínculo com os demais presos na operação também não foi comprovado. O pedido foi indeferido pela juíza Mariana Tavares Shu, que esteve à frente da audiência.   

Crime

Policiais civis da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti) do Rio de Janeiro deflagraram, na quarta-feira (10), a Operação Sol Poente para desarticular uma quadrilha acusada de roubar mais de R$ 720 milhões de uma idosa de 82 anos, entre obras de arte de artistas renomados, joias e transferências bancárias.

As investigações indicaram que o golpe articulado pela filha da vítima começou a ser aplicado em janeiro de 2020, quando a idosa, viúva de um colecionador de arte e marchand, saía de uma agência bancária, em Copacabana, na zona sul da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, a senhora foi abordada por uma mulher que se apresentou como vidente e dizia que sua filha estaria doente com expectativa de morte em breve.

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Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Justiça

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