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A pedido de Riva, MP fará devassa nos negócios de Eraí

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José Geraldo Riva, deputado estadual e cacique do PSD em Mato Grosso, e o empresário Eraí Maggi, que é apontado como o maior produtor de soja em Mato Grosso. Na Assembleia Legislativa, a aventada CPI da Bom Futuro parece que, devidamente acertada, já foi pro buque mas as investigações contra as possíveis fraudes perpetradas pelo primo mais rico de Blairo Maggi devem prosseguir no âmbito do Ministério Público

José Geraldo Riva, deputado estadual e cacique do PSD em Mato Grosso, e o empresário Eraí Maggi, que é apontado como o maior produtor de soja em Mato Grosso.
Na Assembleia Legislativa, a aventada CPI da Bom Futuro parece que, devidamente acertada, já foi pro buque mas as investigações contra as possíveis fraudes perpetradas pelo primo mais rico de Blairo Maggi devem prosseguir no âmbito do Ministério Público


ALVO DE CPI
Em sigilo, MPF faz devassas nos negócios do “Rei da Soja”
Do jornal A Gazeta
O Ministério Público Federal (MPF) colocou sob sigilo a apuração das denúncias feitas pelo deputado estadual José Riva (PSD) quanto à existência de um suposto esquema de sonegação fiscal por meio da Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), que tem entre seus cooperados o empresário Eraí Maggi (PP). A expectativa do parlamentar é que o MPF investigue os indícios de que o grupo Bom Futuro, conglomerado de empresas que atua no mesmo ramo da Cooamat – estocagem e exportação de grãos – e é propriedade de Eraí, estaria se benficiando ilegalmente da isenção de impostos federais, como o IOF (Imposto Sobre Operações de Crédito), concedida exclusivamente ao sistema de cooperativismo. Enquanto cooperativas pagam 0,38% desta taxa, o valor para empresas comuns chega a 6%.
Além do MPF, a denúncia de Riva foi formalizada junto ao Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF), Receita Federal e Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). No MPE, o caso está sob os cuidados do promotor de Justiça Wagner Cézar Fachone, da 12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. O caso foi distribuído no último dia 5, mas de acordo com o promotor ainda não teve nenhuma movimentação.
Fachone deve iniciar as investigações preliminares nas próximas semanas. A ele deve caber apurar as denúncias de sonegação de impostos estaduais, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). As suspeitas são de que o grupo Bom Futuro estaria utilizando combustível e insumos comprados pela Cooamat, que é beneficiada com isenção fiscal sobre essa taxa.
Entre as acusações levadas por Riva aos orgãos fiscalizadores está ainda a de que a Cooamat e o grupo Bom Futuro estariam vendendo em mercado interno produtos destinado à exportação. O motivo seria a desoneração de impostos estaduais prevista na Lei Kandir

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

Leia Também:  A DOCE VIDA: Juízes e desembargadores de Mato Grosso precisam apenas apresentar nota fiscal para gozar do “melhor plano de saúde do mundo”. Pelo Coje ( Código de Organização do Judiciário do Estado), magistrados tem direito de receber o reembolso de qualquer gasto com a saúde feitos por eles, seus cônjuges ou seus filhos, em qualquer hospital do Brasil, incluindo as passagens aéreas gastas para chegar ao local. Quem informa é Jardel Arruda, no OLHAR JURÍDICO

Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

Leia Também:  ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS NA ERA MAGGI: Fraude da Encomind revelada pela Operação Ararath e denunciada pelos promotores Roberto Turin, Célio Fúrio e Sérgio Silva da Costa aponta possível envolvimento em esquema de corrupção de Silval Barbosa (PMDB), em fim de mandato de governador, e Blairo Maggi (PR), ex-governador, em pleno mandato de senador, mas até agora não acionado por ninguém na Comissão de Ética do Senado. Também são denunciados como possíveis articuladores do esquema de corrupção (que desviou mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos) os procuradores Dorgival Veras de Carvalho, João Virgilio do Nascimento e Dilmar Portilho Meira, além de Ormindo Washington de Oliveira, servidor da PGE, os ex-secretários de Fazenda Eder Moraes e Edmilson Santos e os dirigentes da Encomind Engenharia Ltda, os empresários Marcio Aguiar da Silva, Antônio Teixeira Filho, Hermes Bernardo Botelho e Rodolfo Aurélio Borges de Campos. LEIA A AÇÃO

Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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