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CUIABÁ EM POLVOROSA: Depois de passar cerca de quatro horas detido na sede da PF em Cuiabá por posse ilegal de arma, o governador Silval Barbosa pagou fiança e foi liberado. Extra-oficialmente, a informação é que Silval teria pago R$ 100 mil

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Governador de MT é detido por posse ilegal de arma

  • Operação investiga desvio de recursos e lavagem de dinheiro; ex-secretário da Copa também foi preso
  • Parlamentar José Riva responde a mais de 100 processos e é considerado o maior ficha-suja do Brasil
ANSELMO CARVALHO E JAILTON DE CARVALHO  em O GLOBO
O deputado estadual José Riva Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa do Mato Grosso
O deputado estadual José Riva Divulgação/Assembleia Legislativa do Mato Grosso
CUIABÁ e BRASÍLIA – O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) foi detido no final da manhã desta terça-feira por posse ilegal de arma. Agentes federais, que cumpriam um mandado de busca e apreensão em seu apartamento, em Cuiabá, encontraram uma pistola 380 com o registro vencido. Depois de passar cerca de quatro horas detido na sede da PF em Cuiabá por posse ilegal de arma, o governador pagou fiança e foi liberado. A PF não informou o valor da fiança. Segundo o secretário de Comunicação do Estado, Marcos Lemos, Barbosa já havia dado entrada, na própria PF, com o pedido de renovação do registro da pistola. Ele vai responder em liberdade ao processo por posse ilegal de arma.
Silval Barbosa está sendo investigado na quinta fase da operação Ararath, que prendeu hoje o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia, José Riva (PSD), e o ex-secretário da Copa, Eder Moraes. Eles são os principais alvos da operação que investiga um esquema de desvio de R$ 500 milhões e lavagem de dinheiro. Não há informações se a verba desviada teria relação com obras da Copa do Mundo.
Considerado o maior ficha-suja do Brasil, Riva é ex-presidente da Assembleia Legislativa, de onde foi afastado em razão de um dos mais de 100 processos a que responde.
Além de dirigir a Secopa, Eder Moraes foi secretário de Fazenda e da Casa Civil na administração do ex-governador Blairo Maggi (PR). Não há informações se os crimes investigados têm relação com a Copa do Mundo.
O esquema começou a ser investigado com a descoberta de que uma factoring de Cuiabá, de propriedade do empresário Gérsio Marcelino Mendonça Filho, que realizava operações de crédito com políticos e empresários sem autorização do Banco Central.
Os agentes federais também fizeram buscas na casa e no gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo. Quando era deputado estadual, Ricardo se revezava com Riva na presidência e na primeira secretaria da Assembleia, os dois principais cargos do legislativo estadual.
Outro alvo da operação é o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSD), que também é um dos empresários mais ricos da capital do Mato Grosso, com patrimônio declarado de R$ 116 milhões. Agentes da PF estiveram na prefeitura em busca de documentos.
Os policiais chegaram à casa e ao gabinete de Riva no início da manhã. Depois de fazer as buscas, o gabinete foi lacrado pelos agentes. Até as 9h40, uma equipe ainda permanecia na casa do parlamentar.
Seus assessores de imprensa confirmaram a operação. Nas próximas horas, deverá ser elaborada uma nota de esclarecimento.
A primeira fase da operação Ararath foi desencadeada em novembro do ano passado, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. Na época, o principal alvo foi o empresário Gércio Mendonça Júnior. Os primeiros passos da operação se concentrou em empresários. Agora é a vez do braço político do esquema.
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Governador de MT é preso em operação da PF e tem que pagar fiança

O governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), recebeu voz de prisão nesta terça-feira (20) em decorrência de buscas feitas pela Polícia Federal em seu apartamento, em Cuiabá.
A PF teria encontrado no imóvel uma pistola 380 com registro vencido desde 2009. Como a pena para crime é inferior a 4 anos de cadeia, foi estipulada uma fiança de R$ 100 mil, paga por Silval, para que ele possa responder em liberdade.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça a quinta fase da Operação Ararath, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas negociadoras de crédito no Mato Grosso.
Foram presos o deputado estadual José Geraldo Riva (PSD) e o ex-secretário da Casa Civil, Eder Moraes. Em meio às investigações da operação, agentes chegaram a fazer buscas no apartamento de Silval.
Procurada, a PF diz não poder dar informações devido à ordem de sigilo baixada pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República

 

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TSE assina acordo com Parlasul para observação das eleições

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, assinou hoje (1º) um acordo com o Parlamento do Mercosul (Parlasul) para autorizar a participação da entidade na função de observadora das eleições de outubro. É o primeiro acordo de observação para o pleito de 2022. 

Conforme os termos do documento, representantes do Parlasul vão observar o cumprimento das normas eleitorais, das etapas do processo eleitoral e a imparcialidade na organização da eleição. 

O presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, disse que o acordo vai garantir aos representantes do Parlasul total independência para visitar os centros de votação, analisar mecanismos de totalização dos votos e liberdade de reunião com autoridades e servidores da Justiça Eleitoral.     

“Abrir as portas da Justiça Eleitoral brasileira para nossos parceiros estrangeiros simboliza nosso compromisso com transparência, com visibilidade, com integridade e com eficiência do processo eleitoral. Não há regime democrático sem instituições que prestem contas e que sejam auditáveis e esse engajamento deve alcançar também a comunidade internacional”, afirmou. 

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O presidente do Parlasul, Tomás Enrique Bittar Navarro, destacou que o Parlasul é um órgão autônomo e independente de representação da população do Mercosul e defende a democracia, a liberdade e a paz na região. 

Navarro informou que, ao final do trabalho de observação, a entidade fará um relatório para contribuir para o processo eleitoral brasileiro. 

“Entre as responsabilidades, se define [no acordo] que o TSE prestará à missão internacional toda a colaboração necessária para o cumprimento de seu mandato. Os integrantes da missão poderão circular por todo o país e terão livre acesso a todos os partidos políticos, candidatos, funcionários do TSE e organizações com fins políticos”, disse. 

Outras entidades também foram convidadas para atuar como observadoras das eleições, entre elas, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Rede Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Rede Mundial de Justiça Eleitoral, a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (Ifes) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore). Os acordos com as entidades serão os próximos a serem assinados. 

A participação de observadores internacionais nas eleições já foi utilizada em outras eleições no país. Em 2020, uma missão da OEA acompanhou a realização do pleito municipal. 

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Além de deputados e senadores brasileiros, o Parlasul também é composto por parlamentares da Argentina, Uruguai e Paraguai. 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Justiça

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