(65) 99638-6107

CUIABÁ

Lei e ordem

Começa julgamento de acusados em chacina na Grande São Paulo

Publicados

Lei e ordem


Começou hoje (22), no Fórum de Osasco, o julgamento de dois réus acusados de participar das chacinas de Osasco e de Barueri, que deixaram 17 pessoas mortas, em agosto de 2015. Sete jurados irão decidir se vão condenar o ex-policial militar Victor Cristilder dos Santos e o guarda civil municipal Sérgio Manhanhã.

O julgamento teve início às 11h de hoje, com o sorteio dos sete jurados. Quatro mulheres e três homens foram escolhidos, por meio de sorteio, dentre 32 pessoas convocadas pelo Tribunal de Justiça para o julgamento. Esses jurados vão acompanhar todo o processo: o depoimento das testemunhas, o depoimento dos réus e a parte de argumentações da defesa e da acusação. Só então eles vão se reunir para decidir sobre a condenação.

Após o sorteio dos jurados, o julgamento prossegue com o depoimento de 40 testemunhas arroladas pelas defesas dos réus e pela acusação (formada pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública). A previsão do Tribunal de Justiça é de que o julgamento possa durar cinco dias. O júri será presidido novamente pela juíza Élia Kinosita Bulman.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o julgamento não terá presença de público. Apesar disso, na manhã de hoje, familiares e amigos das vítimas fizeram uma vigília na porta do Fórum para clamar por Justiça. Faixas com fotos dos mortos nas chacinas foram penduradas no portão do Fórum.

Leia Também:  TJ-SP concede prisão domiciliar ao ex-médico Roger Abdelmassih

Acusação

As 17 mortes, conforme o Ministério Público, teriam sido uma vingança pelos assassinatos de um policial militar e de um guarda civil, ocorridos dias antes. De acordo com a acusação, os agentes de segurança se reuniram e decidiram fazer a chacina, em 13 de agosto daquele ano, para vingar as mortes.

Para a acusação, o policial Cristilder, como é mais conhecido, teria combinado com o guarda municipal sobre o início do horário da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele teria dirigido um dos carros utilizados na chacina e feito disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio.

Histórico

Cristilder e Manhanhã já foram julgados e condenados no primeiro julgamento do caso, mas suas defesas recorreram e três desembargadores do Tribunal de Justiça decidiram, então, determinar um novo julgamento. Os acusados seguem presos.

O primeiro julgamento do caso foi desmembrado em duas partes. Em setembro de 2017, os sete jurados sorteados para o júri popular decidiram condenar os ex-policiais militares Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, além do guarda civil Manhanhã. O ex-policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão.

Leia Também:  BLOGUEIRO FERNANDO BRITO: "Desvios procedimentais desta natureza deveriam implicar, de imediato, no desaforamento do inquérito para outra Vara Criminal, onde o juiz não estivesse maculado por algo que é uma evidente “armação” para comprometer o investigado, que nem réu é, aliás. Alguém tem dúvida que o juiz Moro já considera Lula um criminoso, ao ponto de divulgar seus diálogos telefônicos, sem que haja acusação formal ou, sequer, apresentação de defesa?"

O também ex-policial Thiago Barbosa Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. Já o guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses de encarceramento.

Os dois policiais foram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. O guarda-civil, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes.

Eles responderam por homicídio qualificado, por motivo torpe, com emprego de recurso que dificulta as perdas das vítimas e praticado por grupo de extermínio, além do crime de formação de quadrilha.

Na segunda parte do julgamento, ocorrida em março de 2018, Cristilder foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio. O tribunal do júri condenou o ex-policial a 119 anos, 4 meses e 4 dias em reclusão em regime inicialmente fechado.

Edição: Denise Griesinger

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Lei e ordem

Ministério da Justiça incinera mais de 200 toneladas de drogas

Publicados

em


Mais de 200 toneladas de drogas apreendidas pela Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram incineradas, nesta quinta-feira (24), em Volta Redonda (RJ). A ação faz parte da 23ª Semana Nacional de Políticas sobre Drogas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, acompanhou a destruição das drogas, em um dos fornos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

“A eficiência do trabalho policial tem aumentado. Temos atividades muito bem estruturadas em eixos de repressão, prevenção, uso de inteligência e tecnologia, descapitalização das organizações criminosas e venda dos bens apreendidos. Isso tem trazido ganhos e dias melhores para a sociedade brasileira”, afirma o ministro.

A destruição de entorpecentes é um dos eixos da Operação Narco Brasil, coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), com a participação das Polícias Civis e Militares de todo o país. A ação também é realizada em conjunto com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad). A Operação Narco Brasil, realizada durante todo o mês de junho, prendeu, até agora, mais de 8 mil pessoas e apreendeu cerca de 90 toneladas de drogas.

Leia Também:  Ministério Público atende Pedro Taques e investiga se Éder Moraes facilitou, criminosamente, transferência de R$ 6,1 milhões, dos cofres públicos, à empresa Ortolan

“A Seopi tem o papel de promover uma atuação conjunta com os órgãos de segurança pública. O trabalho integrado é primordial para prevenir e desarticular grupos criminosos”, destacou o secretário de Operações Integradas, Alfredo Carrijo.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA