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Com meio bilhão, desviado na Assembleia, se faria muita coisa

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Vilson Nery e Ceará são ativistas do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em Cuiabá, Mato Grosso


A “BOLSA CORRUPÇÃO”
Por Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery
 
Em períodos que antecedem aos pleitos eleitorais é comum as pessoas ficarem magnetizadas com as informações que são ditas sobre os políticos e se vê com indignação os “acordos” (conchavos) eleitorais que são fechados, visando a “vitória”.
Em Mato Grosso a “governabilidade” acaba sendo um poderoso “pano de fundo” para anestesiar (iludir o povão) sobre o sumiço de meio bilhão de reais dos cofres públicos, fato criminoso detectado na operação policial “Arca de Noé”, deflagrada pela Justiça Federal com o apoio do Gaeco (em 2002).
Naquela oportunidade descobriu-se que os “probos” dirigentes da assembleia legislativa de nosso Estado preenchiam cheques do órgão público e sacavam em “dinheiro vivo” na factoring do “Comendador” Arcanjo.
O rombo, segundo cálculos judiciais feitos nos mais de 130 processos que tratam do caso, chega a quinhentos milhões de reais (e a Revista Veja disse que a cada três dias mais um processo novo é distribuído contra os autores da tal “façanha”).
E o que esse montante (meio bilhão de reais) significa na prática?
Para responder, um economista mato-grossense, colaborador do MCCE, fez as contas e indica o que poderia ser comprado com esse dinheiro, surrupiado do povo pelos “mãos leves” (que estão mais ativos do que nunca).
Primeiramente, já sabemos que oferecer saúde pública é um dever estatal, que tal comprarmos 5.623 ambulâncias básicas e entregar pelo menos umas cinco unidades a cada um dos 141 municípios do Estado?
Pois bem.
Cada ambulância custa R$ 95 mil e vem equipada com instrumentos básicos para remoção de pacientes que não estão em estado grave. Então o cidadão de Novo São Joaquim, Juara, Pedra Preta e Cáceres teria direito a pelo menos cinco ambulâncias em sua cidade, novinhas em folha.
Bem, com meio bilhão seria possível também adquirir ambulâncias no valor de R$ 135 mil, mais sofisticadas, equipadas para a remoção de pacientes em estado grave ou gravíssimo, e aí seria possível comprar 3.707 veículos novos para essa edificante tarefa (salvar as vidas de nossos irmãos).
Cada UTI (Unidade de Terapia Intensiva) custa em torno de 22 mil, portanto é crível que o dinheiro roubado retirou da população 22.727 leitos de UTI completos.
É claro que isso revolta e é uma prova matemática de que a corrupção causa a morte de pessoas, portanto combater a corrupção é fazer a defesa da vida!
Mas que tal a educação pública?
Com o dinheiro do “bolsa corrupção” seria possível comprar 4.065 ônibus escolares, bem equipados e com capacidade para transportar 40 alunos confortavelmente. Cada ônibus escolar custa 123 mil.
Segundo dado publicado pelo TCE/MT o custo de um aluno em sala de aula é de R$ 228 reais ao mês ou R$ 2.736 reais por ano. Isso significa que a grana retirou 182.748 alunos das salas de aula, onde ficariam lá por um ano, e colocou essas crianças à mercê de criminosos (os chamados “soldadinhos do tráfico”).
Pois bem, vamos construir casas aos nossos irmãos mato-grossenses, recuperando a grana roubada pelos políticos. É possível edificar 10.000 novas moradias (isso mesmo, 10.000!), com elevado padrão de conforto. (cada uma custa R$ 50 mil). Sabemos que um apartamento “alto padrão”, em Cuiabá, com quatro suítes, vale uns R$ 780.000 reais, portanto a grana “garfada” de nossos bolsos permitiria a compra de 641 imóveis de alto padrão.
Mas é possível, com o mesmo dinheiro, comprar 3.448.275 (três milhões, quatrocentos e quarenta e oito mil, duzentos e setenta e cinco) cestas básicas, ao custo unitário de R$ 145. Com isso seria possível alimentar a população de Várzea Grande, Poconé, Santo Antonio do Leverger, Livramento e Jangada, por um ano inteirinho!
Como precisamos de asfalto, e o quilômetro construído custa, em média, R$ 300 mil, poder-se-ia asfaltar 1.666 quilômetros de estrada, com acostamento e sinalização vertical e isso equivale a quase quatro vezes a distância entre Cuiabá e Sinop. Com a vantagem de que centenas de vidas seriam poupadas, com motoristas trafegando em estradas mais seguras e confiáveis.
Seria o dinheiro da corrupção (meio bilhão de reais) sendo usado para impedir sofrimento e dor às viúvas e órfãos deste Estado, que têm parentes vítimas da estradas ruins (acidentes ocorrem a toda hora, graças às más condições das estradas).
Meus caros.
O salário mínimo vigente no Brasil é de R$ 678 reais, portanto se o dinheiro não tivesse sido desviado para os bolsos dos políticos, seria possível manter 61.455 trabalhadores recebendo salário durante um ano. É um universo de pessoa empregadas maior que a população da maioria de nossos municípios.
Ou podemos comprar carros.
Um veiculo popular, tipo Fiat Palio básico, custa R$ 23.000 reais. Portanto com o dinheiro roubado poder-se-ia adquirir 21.739 veículos zero km, ou cerca de 370 veículos de luxo tipo Ferrari Califórnia, ao custo de R$ 1.248.712 reais a unidade.
Há muito mais exemplos, mas são desnecessários. Porque o cidadão já sabe que a “bolsa corrupção” e seus beneficiários não merecem prosperar, pelo mal que faz à vida de todos, indistintamente.
 
Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery são ativistas do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção eleitoral)

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TSE autoriza inclusão de nove militares em inspeção da urna eletrônica

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a inclusão de nove militares no grupo de técnicos das Forças Armadas que inspeciona o código-fonte da urna eletrônica. O prazo para os trabalhos, que terminaria na última sexta-feira (12), foi prorrogado para o dia 19 deste mês.

Assinado nesta terça-feira (16), o ofício com a autorização foi um dos últimos atos do ministro Edson Fachin como presidente do TSE. Em cerimônia na noite de ontem, ele transmitiu o cargo ao ministro Alexandre de Moraes.

Na autorização, Fachin expressou o reconhecimento do TSE à contribuição das Forças Armadas no âmbito da Comissão da Transparência Eleitoral (CTE), “sobretudo pelo valioso suporte operacional e logístico prestado por elas em todas as últimas eleições”.

A inclusão dos nove militares havia sido solicitada pelo ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, na semana passada. De acordo com o ministro, os indicados são técnicos com conhecimento nas linguagens de programação C++ e Java, necessários para a inspeção aos códigos-fonte.  

A indicação dos novos integrantes temporários pela Defesa ocorreu dois dias após o TSE ter excluído o coronel Ricardo Sant’Anna da equipe de inspeção das Forças Armadas. A medida foi tomada porque mensagens publicadas pelo militar nas redes sociais “foram rotuladas como falsas e se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas” que pretendia fiscalizar, disse Fachin, em ofício.

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Ao pedir a inclusão dos nove militares, Paulo Sergio Nogueira renovou “a permanente interlocução” do Ministério da Defesa com o TSE, “tendo como maior propósito contribuir para fortalecer o processo eleitoral brasileiro”.

Entenda

Códigos-fonte são as linhas de comando que compõem os programas de computador, que, por sua vez, são empregados no funcionamento de algum equipamento eletrônico. No caso da Justiça Eleitoral, a integridade dos códigos do sistema de votação é fundamental para impedir fraudes.

A inspeção aos códigos-fonte do sistema eletrônico de votação é uma das etapas obrigatórias do processo eleitoral e pode ser feita por dezenas de instituições autorizadas. A lista inclui partidos, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), universidades, Tribunal de Contas da União (TCU), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Forças Armadas, entre outras.

Em eleições anteriores, a abertura dos códigos para inspeção ocorreu sempre seis meses antes do pleito. No atual processo eleitoral, porém, o TSE decidiu abrir o acesso aos códigos em outubro de 2021, um ano antes da votação. Na época, o então presidente da corte eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, disse que a medida foi tomada para aumentar a transparência.

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Entretanto, a inspeção dos códigos-fonte pelas Forças Armadas começou somente neste mês, dois dias após o Ministério da Defesa ter pedido acesso “urgentíssimo” aos dados. Em resposta, o TSE informou que tal acesso encontrava-se aberto desde outubro, bastando que, para isso, fosse feito o cadastramento da equipe para realizar a inspeção na sede do tribunal.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Política Nacional

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