Juiz bloqueia milhões que Pedro Pereira ganhou da Cooperlucas

A Justiça Federal determinou o bloqueio e a indisponibilidade dos valores depositados nos Autos No. 19/2002, em trâmite perante o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, em que o empresário Pedro Pereira de Souza executa uma dívida da Cooperlucas – Cooperativa dos Produtos Rurais de Lucas do Rio Verde, oriunda de relação de trabalho que mantivera com a cooperativa, contratado que foi pelo sojicultor Otaviano Pivetta para gerenciar a Cooperlucas no início dos anos 2.000. Cálculos extra-oficiais dão conta de que o Banco do Brasil deve depoistar, em nome de Pedro Pereira, um montante aproximado de R$ 20 milhões de reais.

A decisão é do juiz federal Fábio Henrique Fiorenza que deferiu uma medida cautelar de seqüestro protocolada pelo Ministério Público Federal, no Processo No. 0006222-15.2002.4.01.3600, que está tramitando na Justiça Federal de Cuiabá, no qual o Juiz Sebastião Julier já havia condenado Pedro Pereira e outros denunciados à prisão, determinando ainda a devolução, pelos condenados, do valor que teria sido desviado dos cofres públicos no tristemente famoso Caso Cooperlucas e que hoje, segundo cálculos de técnicos consultados por esta PÁGINA DO E, chegariam a incríveis R$ 1 BILHÃO DE REAIS em valores corrigidos monetariamente.

Entre os denunciados na ação estão o ex-superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso, Milton Luciano, o empresário Paulo Bezerra, irmão do deputado federal Carlos Bezerra e ex-sócio de Pedro Pereira, dentre outras pessoas ligadas ao Banco e à Cooperlucas. Ao que parece, Pedro Pereira ganhou mas não vai levar desta vez.

Leia a seguir o resumo do despacho do Juiz Federal Fábio Henrique Fiorenza, disponibilizado no site do TRF – 1a. REGIÃO (http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?proc=62221520024013600&secao=MT&nome=pedro pereira de souza&mostrarBaixados=N):

“Fl. 2980 […] Sendo assim, acolhendo integralmente a representação ministerial, com fulcro no art. 125 e ss, todos do CPB, DEFIRO LIMINARMENTE O SEQUESTRO dos valores depositados em conta judicial junto aos autos da Execução de Título Extrajudicial nº 18074-31.2002.8110041 (Ação de Execução 19/2002), pertencentes ao sentenciado PEDRO PEREIRA DE SOUZA, declarando a indisponibilidade desses valores, ficando impossibilitada a transmissão dos mesmos a qualquer título, oneroso ou gratuito.[…]intime-se o representado e sua defesa técnica para manifestação.

4 Comentários

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  1. - IP 201.22.173.254 - Responder

    Ao que tudo indica Otaviano Pivetta tem, e teve aotreção do MPF. Estranho a relação fraternal entre Pivetta e Pesro Taques,um cuiabano funcionário pulblico, o outro gaúcho fazendeiro de Lucas Do Rio Verde, ideologicamente e culturalmente sem a menor afinidade. Donde vem toda essa amizade?

  2. - IP 200.175.150.55 - Responder

    Enock,

    Sou advogado de Pedro Pereira e gostaria que você nos informasse:

    1º) Como você teve acesso a um processo em segredo de justiça e descumpriu a lei do sigilo publicando essa decisão no seu site? Gostaríamos dessa informação para tomar as providências judiciais cabíveis.

    2º) Por que você não publicou na íntegra o caso, dentre eles, a contestação de Pedro Pereira apresentando 11 ilegalidades dessa decisão, dentre as quais: a) Incompetência do juiz local para tal decisão, pois competia ao TRF 1ª Região analisar o pedido do MPF; 2º) A ilícita quebra de sigilo bancário praticada no pedido do MPF; 3º) A peculiaridade do pedido do MPF (através de um procurador que nunca se pronunciou no processo) que pediu o bloqueio apenas contra Pedro Pereira, que foi o responsável por denunciar à Polícia Federal as irregularidades do caso, deixando de pedir tal providências contra Joci Piccini (que teve a maior condenação) ou contra os demais Réus condenados no processo: Ilvo Vendrúsculo, Antônio Fagundes de Oliveira, José Nakiri, Carlinho José Ceratti, Milton Luciano dos Santos e Paulo Roberto Gomes Bezerra;

    3º) Por que você não observou em sua publicação, que o MPF ao ser instado à manifestar sobre a contestação apresentada por Pedro Pereira, não impugnou nenhuma das irregularidades apontadas na defesa, e, ainda reconheceu a incompetência do Juiz da 5ª Vara Federal em deferir essa medida liminar de sequestro, chegando ao absurdo de pedir que fosse mantida a decisão absolutamente nula (pela incompetência) até pronunciamento do TRF 1ª Região?

    Solicitamos que seja cumprido o sigilo do caso, e, visto que já foi publicada a notícia, que esta seja corrigida informando todos os pontos por completo, inclusive os argumentos da defesa e a manifestação do MPF reconhecendo a incompetência do Juiz Federal local.

  3. - IP 201.86.178.104 - Responder

    As declarações do advogado Alan Vagner reforça de forma muito clara a influencia de Pivetta no MPF. Fica claro também o quanto é estranho a amizade de Pivetta e Pedro Taques.

  4. - IP 189.74.59.219 - Responder

    – Enoque, esta noticia é equivocada, pois o Otaviano Pivetta nunca contratou o Sr. Pedro Pereira de Souza para gerenciar os negocios da Cooperlucas, mas sim o contrario, pois além de nunca ter sido nada da Diretoria da Cooperlucas, quando estava como Prefeito no ano de 1997, ao ser consultado deu sua opinião para que dessem atençao especial para a contrataçao do Sr. Pedro Pereira, e caso encontrassem irregularidades, rescindissem o contrato, o que foi feito pela nova diretoria da Cooperlucas. Por isso Enoc, procure se informar melhor antes de divulgar notiicia errada.

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