Juiz Jean Rufino censura jornalista Claudio Natal que denuncia esquema entre grileiros e oficiais de Justiça em Água Boa. LEIA DECISÃO

Juiz Rufino e jornalista Natal

Mato Grosso, mais uma vez, está no mapa da detestável prática da censura judicial. Desta vez é o que juiz Jean Paulo Leão Rufino, titular da 1ª Vara da Comarca de Água Boa, cidade situada a 741 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso, que investe, de ofício, contra o jornalista Cláudio Natal, do jornal e site Pagina do Estado, censurando as reportagens em que o jornalista investiga o possível comprometimento de duas oficiais de Justiça daquela comarca com o sr. Eurípedes, que seria especializado em invasão de terras, com longa capivara no Estado de S. Paulo. Iniciando carreira como grileiro em Mato Grosso, o sr. Eurípedes é acusado de, usando e abusando dos mais diversos ardis, grilar as valiosas terras das fazendas Saudade e Paraná, em Água Boa. Cláudio Natal levantou o problema, com exclusividade, em seu site, e agora o juiz Rufino resolveu censurá-lo, impedindo que dê continuidade ao seu trabalho de jornalista investigativo.

CENSURA JUDICIAL AMEAÇA LIBERDADE DE IMPRENSA

O Brasil vive hoje uma preocupante realidade em que a censura judicial vai se impondo contra a livre atividade dos jornalistas investigativos. Vejam que, no Rio de Janeiro, a juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, decidiu, na sexta-feira, proibir a Rede Globo de Televisão de exibir qualquer documento ou peça das investigações sobre o esquema de rachadinha no gabinete do senador Flavio Bolsonaro, quando exercia o cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A magistrada atendeu a um pedido de liminar dos advogados Rodrigo Roca e Luciana Pires, que defendem o senador.

Também no Rio de Janeiro, em resposta à ação movida pelo BTG Pactual, o juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro determinou, na última sexta-feira de agosto (28), a retirada de 11 reportagens assinadas pelo respeitado jornalista e blogueiro Luis Nassif e pela repórter Patrícia Faermann que tratam de negócios suspeitos envolvendo o banco: além da compra das carteiras do BB com 90% de desconto, o Jornal GGN denunciou a licitação “com cartas marcadas” vencida pelo BTG Pactual para operar o sistema de Zona Azul eletrônica, na cidade de São Paulo (leia abaixo). O juiz também determinou que o jornal eletrônico GGN Jornal, editado por Nassif, se abstenha de fazer novas publicações que ataquem a imagem do BTG, estabelecendo multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento.

O Judiciário brasileiro prioriza assim os interesses interesses do senador Fábio Bolsonaro e do banco BTG Pactual em detrimento dos interesses de toda a sociedade brasileira em conhecer os meandros das possíveis negociatas em que o atual senador e a poderoso banco de negócios podem estar envolvidos.

Segundo o Jornal GGN, a licitação vencida pelo BTG Pactual para operar o sistema de Zona Azul da cidade de São Paulo não levou em conta o que essa operação tinha de mais caro: o banco de dados com informações de 3,5 milhões de usuários. Mais do que operar na venda de bilhetes de estacionamento, era no banco de dados que a empresa estava interessada, e a utilização desse banco de dados não foi considerada no preço da licitação.

Denunciei esse ponto, com base em estudos do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP), mostrando que havia sido sonegado à prefeitura o valor correspondente ao uso desse banco de dados. Com base nisso, o Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) entrou com uma ação para tentar anular a licitação”, disse Nassif, em entrevista ao programa Central do Brasil (parceria entre a TVT e o Brasil de Fato).

O jornalista reclamou da decisão da Justiça do Rio junto ao Supremo Tribunal Federal, e anunciou que, enquanto isso, já prepara novas reportagens sobre o BTG Pactual.

CENSURA JUDICIAL EM ÁGUA BOA

Em Mato Grosso, o jornalista investigativo Cláudio Natal, editor do site PAGINA DO ESTADO e comentarista do PROGRAMA DA GENTE, da Televisão Brasil Oeste, canal 8, que é dirigda pela empresário Júlio Campos, ex-governador de Mato Grosso, vem desenvolvendo uma série de reportagens sobre o que ele chama de “um grave incidente judicial”, que estaria “envolvendo grilagem de terras, no progressista município de Água Boa, no Estado de Mato Grosso – distante 741 quilômetros da capital, Cuiabá. Áreas que são avaliadas em mais de R$ 50.000,00 (cinquenta milhões de reais) vem sendo alvo de grileiros profissionais.

No desdobramento de suas investigações, Claudio Natal constatou que as fazendas Saudade e Paraná estariam sendo alvo de invasões e esbulhos promovidas pelos srs. Eurípedes de Souza e Osmar Carvalho que, segundo apurou, são grileiros conhecidos na região e também no Estado de S. Paulo, onde já teriam sido alvos de vários processos judiciais, dadas as suas práticas ilegais,

Uma recente decisão judicial do juiz Jean Paulo Rufino favoreceu os proprietários das duas fazendas, mas os grileiros teriam conseguido envolver em suas tramas as oficiais de Justiça encarregadas de promoveram a reintegração de posse, com a retirada dos invasores e seus jagunços. Foi a reportagem de Cláudio Natal, dando conta desse esquema de Eurípedes e Osmar Carvalho com as oficiais de Justiça que, surpreendentemente, deram motivo para que o magistrado Rufino determinasse que Claudio Natal tire do ar, no PAGINA DO ESTADO, todas as reportagens que tratam do caso.

Voltaremos ao assunto.

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Juiz Jean Paulo Leão Rufino determina reintegração de posse em Água Boa, Mato Grosso by Enock Cavalcanti on Scribd

 

De repente, na sexta-feira, resolveu fortalecer a condenável corrente da censura judicial, no Brasil, e determinou retirada de matérias de Cláudio Natal sobre possíveis grilagens nas fazendas Saudade e Paraná, em Água Boa, Mato Grosso

 

 

 

Juiz Jean Paulo Leão Rufino censura jornalista Cláudio Natal que denuncia grilagem de terras em Água Boa by Enock Cavalcanti on Scribd

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