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JOSÉ ORLANDO MURARO: Remédio contra o coronavírus está aí, no Cerrado brasileiro

Muraro

 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, admitiu, em uma videoconferência no último dia 20 de março, que o Ministério da Saúde já validou o uso da cloraquina e hidroxicloraquina para os casos mais graves (entubados, como ele disse) de infecção pelo vírus Codi-19.

Como dizia Jaques estripador: vamos por partes.

O quinino é conhecido desde tempos imemoriais pelos povos andinos como eficiente no combate à malária.

Este conhecimento foi absorvido pelos padres, que passaram inclusive a difundir o uso da casca em locais tão longínquos  como China e Japão. No romance XOGUN, de James Clavel tem um dado histórico: Iaesu Tokugawa, o poderoso xogum contrai malária e os únicos que detinham a casca de chinchona peruana eram os padres, que ele tinha expulso do Japão.

O navegador holandês, consegue, via contrabando, trazer a casca da quina para o xogum.

No verbete QUININO, na Wikipédia, está escrito que existem, pelo menos, 40 espécies de árvores chamadas de chinchona nos Andes e quineira, no Brasil. Narra também a Wikipédia que existem variações de porcentagem de quinino, de uma espécie para outra.

Some-se a elas a QUINA AMARELA, disseminada em todo o Cerrado brasileiro.

Usa-se a entrecasca na água, cachaça ou vinho branco seco.

Agora vamos entender o QUININO, cuja fórmula sintética é  C20H24N2O2, ou seja , é um alcalóide composto por carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio.

É uma droga que pode ser sintetizada a baixo custo.

E chegamos à questão da cloraquina e da hidroxicloraquina.

Com o avanço da malária em todo o mundo, os laboratórios passaram a produzir drogas sintéticas, com VARIAÇÔES na porcentagem de quinino nelas.

Na época, há mais de 30 anos, quando andei pelos garimpos (foram 15 malárias e 2 leishmaniose ), tinham vários produtos comerciais que eram ministrados pela Superintendência de Combate à Febre Amarela (SUCAM), cujos nomes eram: amodiaquina, primaquina e cloraquina.

No tratamento , os técnicos da SUCAM receitavam as fórmulas com menos quinino e, conforme a evolução da malária, passavam a ministrar os  sintéticos mais potentes.

Explicavam que não poderiam entregar os comprimidos mais potentes, logo no início, pois, se sobrevivesse um protozoário resistente ao componente mais potente, não haveria mais nada a fazer. Era a morte na certa.

Dos sintéticos ministrados pela SUCAM, o mais potente era a cloraquina. Hoje é a hidroxicloraquina.

No composto sintético, como em qualquer remédio, você tem uma porcentagem de princípio ativo ( no nosso caso o quinino) e o denominado excepiente, que é o componente inerte do remédio.

É esta graduação entre o componente ativo e o inerte que determinava o nome da droga disponibilizada pela SUCAM, e atualmente, pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa)

Como disse, a cloraquina era a mais potente das drogas contra a malária. Dizia-se  à época, que era 40% de quinino e 60% de excepiente.

E voltamos à QUINA AMARELA, facilmente encontrada no Cerrado brasileiro. O teor de QUININO na entre casca desta planta arbustiva não ultrapassa a 13%.

Esta é a diferença fundamental entre a QUINA AMARELA e a CLORAQUINA e a hidroxicloraquina.

O Ministro da Saúde  alertou para os efeitos colaterais da cloraquina, que é o composto sintético com mais QUININO  disponível no mercado.

Tenho recomendado, e tenho usado, a QUINA AMARELA, desde dezembro  do ano passado sem efeito colateral.

Explico que as pessoas devem ir aos raizeiros e comprar um pacotinho de entrecasca de quina amarela.  Para testar é só colocar um pedacinho na ponta da língua. Tem que amargar.

Como a QUINA AMARELA existe em profusão no Cerrado, dificilmente um raizeiro  vai oferecer outro produto no lugar da quina amarela verdadeira.

Pode-se  colocá-la na cachaça ou no vinho branco seco.

Para crianças e quem não faz uso de álcool é só colocar pedaços de entrecasca na água toda noite, antes de dormir. E beber no outro dia. A vantagem é que a pessoa tem o controle do processo: se a criança não conseguir beber por ser muito amarga, é só diminuir a quantidade  de entrecasca na água.

O remédio está aí, em todo o cerrado brasileiro.

 

Chapada dos Guimarães, 21 de março de 2020.

JOSE ORLANDO MURARO SILVA

Editor do Pluriverso Chapadense

Portador da Síndrome de Asperger 

 

 

 

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