JORNALISTA GIBRAN LACHOWSKI: Estes dias que antecedem a votação do relatório referente ao impeachment sem crime contra a presidenta Dilma na Câmara dos Deputados, no domingo (17), são de guerra de nervos, são de guerra psicológica. E a missão histórica da mídia alternativa/popular/anti-hegemônica, de movimentos sociais, ongs, associações, coletivos, pastorais sociais, partidos de esquerda e de centro-esquerda, grêmios estudantis, centros acadêmicos, diretórios centrais de estudantes, sindicatos e centrais sindicais, lutadoras e lutadores do povo é a de enfrentar a guerra psicológica, derrubar o golpe e os golpistas

Gibran Lachowski

Gibran Lachowski

 

Missão histórica: 

enfrentar a guerra psicológica derrubar o golpe!

Por Gibran Luis Lachowski, jornalista e professor do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat)/campus de Alto Araguaia

 

 

Estes dias que antecedem a votação do relatório referente ao impeachment sem crime contra a presidenta Dilma na Câmara dos Deputados, no domingo (17), são de guerra de nervos, são de guerra psicológica. E a missão histórica da mídia alternativa/popular/anti-hegemônica, de movimentos sociais, ongs, associações, coletivos, pastorais sociais, partidos de esquerda e de centro-esquerda, grêmios estudantis, centros acadêmicos, diretórios centrais de estudantes, sindicatos e centrais sindicais, lutadoras e lutadores do povo é a de enfrentar a guerra psicológica, derrubar o golpe e os golpistas.

 

A beligerância foi instaurada pelos artífices do golpe, e deve ser respondida com serenidade, perspicaz análise de conjuntura, mais e mais ações nas redes e nas ruas que denunciem os intentos golpistas e proclamem a força revolucionária da Democracia.

 

Os artífices do golpe são conhecidos, a saber, diversas lideranças do PSDB, DEM, PPS e do Solidariedade, Globo, “Folha de São Paulo”, “O Estado de São Paulo”, “Veja”, “Época” e “Isto é”, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e setores do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário.

 

 

Ações violentas… e previsíveis

De índole golpista, golpistas têm sido suas ações, no entanto, previsíveis. Algumas delas a seguir. O “jornalismo” palpiteiro, que se presta a girar o placar diariamente quanto ao número de votos a favor ou contra o processo de impeachment sem crime de responsabilidade, funcionando, na verdade, como um elemento de pressão em prol da primeira opção.

 

O “jornalismo” político-copa-do-mundo, com transferência de jogos de futebol do sábado (16) para o domingo e com derrubada das grades tradicionais da programação domingueira para mostrar movimentação dentro e fora do Congresso, com o intuito de insuflar ainda mais o clima político-social.

 

O “vazamento” do áudio do vice-presidente Michel Temer (PMDB) – que ignora a votação no plenário da Câmara e elenca seu projeto antipopular de governo –, o mesmo que já havia “vazado” uma carta em 2015 demonstrando insatisfação em ser peça decorativa na administração Dilma.

 

Os afastamentos pela metade do PP e do PSD em relação ao governo, com muita gritaria e menor sinal de efetividade em termos de voto. O afastamento já previsto do PRB, dado como novidade. E poderá haver algumas delações premiadas encomendadas, assim como uma nova – a enésima – operação Lava Jato, que perdeu seu foco de vez a partir do momento em que passou a conduzir coercitivamente pessoas que nem mesmo foram convidadas a depor.

 

 

Pressão sobre parlamentares e músicas engajadas

Contra essas armadilhas, o que fazer?

 

Também pressionar deputadas e deputados federais via internet (www.mapadademocracia.org.br) e de modo presencial, com atos públicos nos aeroportos e nas dependências da Câmara, contudo, de forma respeitosa.

 

Postar no Facebook, Twitter e Whatsapp, assim como em outras redes sociais, manifestações contra o golpe e a favor da Democracia, sejam elas decorrentes de ações pessoais ou coletivas, como os atos da Educação e de artistas em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, que reuniram dezenas de milhares de pessoas.

 

Difusão de músicas e vídeos que exponham a relação da Democracia com os valores sociais e sentimentos mais nobres e emocionantes, como o Amor, a Justiça, a Igualdade, a Verdade, o Diálogo, a Paz, a União, a Transformação, a Autoestima, a Solidariedade e a Liberdade.

 

Um dos exemplos, que toca o coração, é o recente samba de Beth Carvalho, cujo refrão diz “Não vai ter golpe de novo! Reage, reage, meu povo!”, e se estende entoando “Sem dividir o coração, vamos honrar nossa raiz. Democracia é o que a gente sempre quis. Vamos sair e dar as mãos para salvar nosso país. Só desse jeito a gente pode ser feliz”.

 

Para ver o clipe: https://www.youtube.com/watch?v=ybupAcialpU

 

Outro exemplo que toca o coração é a também recente “Golpe, não!”, puxada por vários cantores, com forte pegada de rap, samba e funk, cujo refrão ressalta: “Não, não! Golpe, não! Quem não teve voto tem que respeitar! Não, não! Golpe, não! Nossa voz na rua… vem para lutar”.

 

Outro trecho também merece atenção, por mostrar que a luta social empreendida em defesa do mandato conquistado por Dilma pelo voto popular transcende, e muito, as figuras dela e de Lula, pois se concentra em um processo de transformação efetiva, que chegou ao gueto, à favela, à periferia, ao interior do interior do país: “Não queremos menos do que já tivemos. Nós queremos muito, muito, muito mais. Toda liberdade, amor, paz, respeito. E ninguém, por isso, vai andar pra trás”.

 

Para ver o clipe: https://www.youtube.com/watch?v=2WC5_Zd6HgU

 

 

*** E assim, com certeira percepção, firmeza de caráter e ânimo nas alturas, vamos enfrentar a guerra psicológica e derrubar o golpe. Viva a Democracia! Dilma fica!!

 

Gibran Luis Lachowski é jornalista e professor do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat)/campus de Alto Araguaia

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