Jornalista Marco Aurélio Carone, preso em Belo Horizonte, diz ter recebido do promotor André Pinto, do MP-MG, oferta de penas mais leves caso aceitasse acusar deputados Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT), do bloco parlamentar “Minas sem Censura”, de plantar noticias falsas contra o grupo de Aécio Neves no Novojornal

Marco Aurélio Carone, jornalista e proprietário do Novojornal, em Belo Horizonte, e André Pinho, promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Segundo o promotor, o dono do jornal fazia parte de uma quadrilha que agia em Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal há mais de 10 anos. Além da formação de quadrilha, as acusações incluem falsificação de documentos públicos e particulares, denunciação caluniosa, extorsão. Deputados da Oposição, em Minas, rebatem que a ação do MP, através do promotor André, pode ter viés político, de pretensão ao grupo político comandado por Aécio Neves

Marco Aurélio Carone, jornalista e proprietário do Novojornal, em Belo Horizonte, e André Pinho, promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Segundo o promotor, o dono do jornal fazia parte de uma quadrilha que agia em Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal há mais de 10 anos. Além da formação de quadrilha, as acusações incluem falsificação de documentos públicos e particulares, denunciação caluniosa, extorsão. Deputados da Oposição, em Minas, rebatem que a ação do MP, através do promotor André, pode ter viés político, de proteção ao grupo político comandado por Aécio Neves, alvo de constantes denúncias nas páginas do Novojornal.

 

PERSEGUIÇÃO

Preso, jornalista adversário de Aécio denuncia proposta de confissão falsa

Marco Aurélio Carone diz ter recebido do Ministério Público oferta de penas mais leves caso aceitasse acusar deputados de oposição ao PSDB mineiro de formação de quadrilha
por Diego Sartorato, da RBA


GUILHERME BERGAMINI/ASSEMBLEIA MINAS
almg_Guilherme-Bergamini_al.jpgDeputados do PT e do PMDB, contrários a Anastasia e Aécio, seriam alvo de falsa confissão

São Paulo – O jornalista Marco Aurélio Carone, preso desde segunda-feira (20) acusado de integrar quadrilha que objetivava “difamar, caluniar e intimidar” políticos ligados ao PSDB, divulgou nota na manhã desta sexta-feira (24) para denunciar uma proposta de assinatura de confissão falsa que teria recebido do Ministério Público. Segundo o texto, o promotor André Pinho teria dito que a situação de Carone estaria “resolvida” caso o jornalista admitisse que o site NovoJornal, do qual era diretor, era instrumento de veiculação de notícias falsas plantadas pelos deputados estaduais Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT), ambos integrantes do bloco parlamentar “Minas sem Censura”, que denuncia a ingerência do grupo político do senador Aécio Neves (PSDB) sobre a mídia mineira.

Carone diz ter recusado a oferta, feita na presença de familiares, advogados e funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, em Belo Horizonte, onde recebia atendimento médico. O jornalista, que alega ser vítima de perseguição política por parte de autoridades mineiras aliadas de Aécio, aguarda data para ir a reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para expor publicamente seu caso. O convite para o depoimento público deverá ser oficializado pelo deputado Rogério Correia, integrante da comissão.

“O que eu e o Rogério temos em comum, e em comum com o NovoJornal, é a oposição ao governo do estado de Minas. Só isso”, diz o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB). “Não quero nem entrar no mérito do personagem [Carone], que é mesmo controverso, mas, de fato, foram muito estranhas as condições da prisão. Parece que ser de oposição em Minas, agora, dá cadeia”, comenta.

Ainda segundo a nota, esta seria a segunda tentativa de autoridades mineiras de incriminar os deputados Sávio e Rogério. O lobista Nilton Monteiro, denunciante do “mensalão tucano” e que, de acordo com o Ministério Público, seria o líder da quadrilha que busca difamar o PSDB mineiro, acusa o delegado Marcio Nabak de tentar negociar com ele a delação premiada em troca das mesmas acusações oferecidas a Carone. Na ocasião, o delegado teria insistido em uma confissão que declarasse que a Lista de Furnas teria sido elaborada a pedido do petista Correia.

A Lista de Furnas

A acusação completa do Ministério Público contra Carone foi por formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e particulares, falsidade ideológica, uso de documento falso, denunciação caluniosa majorada e fraude processual majorada – todas acusações relativas ao contato entre o jornalista e o lobista Nilton Monteiro, que tornou pública a Lista de Furnas após ter colaborado com suposto esquema de desvio de dinheiro da estatal.

A Lista de Furnas é um documento que revela as quantias pagas a políticos de PSDB, PFL (hoje DEM) e PTB em esquema de desvio de verbas intermediado pelo publicitário Marcos Valério no ano de 2000, com o objetivo de abastecer o caixa dois de campanha desses partidos nas eleições de 2002. O caso ficou conhecido como “mensalão tucano”, por envolver os mesmos personagens e operações envolvendo as denúncias feitas contra o PT a partir de 2005 e que deram origem à Ação Penal 470.

O PSDB nega a existência do esquema, que pode ter movimentado mais de R$ 40 milhões, e questiona a autenticidade da Lista de Furnas, embora a Polícia Federal tenha comprovado, em perícia, que a lista conta com a caligrafia de Dimas Toledo, então presidente da estatal de energia. O caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal; o julgamento contra o PT foi realizado entre 2012 e 2013, e condenou 36 pessoas.

 

FONTE REDE BRASIL ATUAL

——————–

A prisão do jornalista mineiro Marco Aurélio Flores Carone, diretor de redação do site Novo Jornal, acusado de formação de quadrilha, falsificação de documentos e calúnia, está sendo criticada por parlamentares. Nessa segunda-feira, 20, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB – SP) publicou em sua página no Facebook que a detenção do profissional foi motivada por opiniões contrárias ao senador Aécio Neves (PSDB).

-----carone

Jornalista negou as acusações e se definiu como vítima de ações políticas (Imagem: Reprodução/Facebook)

“Não podemos tolerar – não importa quais tenham sido as opiniões publicadas a respeito de Aécio Neves – que picuinhas domésticas mal digeridas justifiquem perseguir jornalistas e assim rasgar o capítulo mais importante da constituição brasileira”, publicou o deputado, que é ex-delegado da Polícia Federal.

O bloco Minas Sem Censura, que desde 2011 reúne deputados estaduais do PMDB, PC do B e PT em defesa da liberdade de expressão, também reprovou a prisão do jornalista. “Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será?”, defendeu o grupo, em nota pública.

Os parlamentares ainda argumentam que, de acordo com o parecer da juíza Maria Isabel Fleck, magistrada que autorizou a prisão, “todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público está sob ameaça concreta em Minas Gerais”.

O deputado Pompilio Canavez (PT), líder do grupo, protocolou requerimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para que seja realizada um audiência pública para discutir o caso da prisão do jornalista. O senador Aécio Neves e o PSDB foram procurados pela reportagem do Comunique-se, mas não comentaram o caso até o momento da publicação.

FONTE PORTAL COMUNIQUE-SE

—————

IMPRENSA MINEIRA

A prisão do dono do ‘Novo Jornal’

Por José de Souza Castro em 24/01/2014 

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

No dia 17 deste janeiro, uma sexta-feira, a juíza substituta da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Maria Isabel Fleck, decretou a prisão preventiva do proprietário do Novo Jornal, Marco Aurélio Flores Carone, em atendimento a pedido do Ministério Público. Em nenhum momento, nas 11 páginas da sentença, cogitou a juíza da questão do direito à liberdade de expressão. Ela teve o cuidado de sublinhar, em negrito, que o mandado de prisão deveria ser remetido “com urgência” ao setor policial encarregado de seu cumprimento. E assim se fez, com uma rapidez pouco característica. Na segunda-feira (20/1), ao chegar à sede do seu jornal virtual, Carone foi preso. Quando há empenho, justiça e polícia podem ser muito eficientes.

A denúncia foi apresentada no dia 12 de novembro de2013 pela Promotoria de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais. Na edição de 13/12/2013, a revista IstoÉ publicou reportagem a respeito. Nos dias seguintes, diários mineiros deram a notícia. A prisão de Carone foi noticiada com destaque pelos jornais, rádios e televisões. Tal qual a juíza Maria Isabel Fleck, nenhum veículo se preocupou, nesse caso, com a questão da liberdade de imprensa.

Apesar de ter sido dono de diários impressos no passado, antes de fundar o jornal virtual, Marco Aurélio nunca teve acesso ao limitado clube dos donos de jornais mineiros. Ele vem de uma família de políticos. Um avô, Jorge Carone, foi prefeito da cidade mineira de Visconde do Rio Branco. O pai, Jorge Carone Filho, elegeu-se prefeito de Belo Horizonte em 1962, mas foi cassado em janeiro de 1965. Lançou então a candidatura da mulher, Nísia, para deputada federal, pelo então MDB. Eleita, foi cassada pelo AI-5, em 1969. Um irmão do dono do Novo Jornal foi deputado estadual, outro vereador da capital, pelo PMDB.

Achincalhando e ofendendo

A prisão de Marco Aurélio não mereceu dos colegas empresários na imprensa qualquer movimento de solidariedade. O Novo Jornal não a noticiou. Apesar de algumas notícias de que ele seria fechado, jornal continuava na web na quinta-feira (23/1), quando este artigo foi redigido. Com uma discreta tarja, em letras vermelhas e fundo negro: “Estamos censurados”. E sem noticiar em nenhum momento a prisão do dono.

Não se sabe quantos jornalistas Marco Aurélio emprega, mas não seriam muitos. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais divulgou na terça-feira (21), em seu site, nota de repúdio à ameaça que pesa sobre os que trabalham no único jornal mineiro, virtual ou não, que faz oposição aberta ao governo estadual – um grande anunciante que não anuncia no Novo Jornal. Diz a nota que “tanto a prisão quanto a ordem de retirar do ar o site configuram ataques ao direito e à liberdade de expressão” e que o Sindicato “vem a público reafirmar sua posição intransigente na defesa da Democracia, da Justiça e das Liberdades Civis e Individuais”.

Só há um equívoco nessa manifestação: na sentença da juíza, não existe ordem de retirar o site do ar, embora tenha sido pedido pelo Ministério Público. Nisso, ela preferiu se omitir.

Na opinião do Ministério Público, que desde 2008 tenta fechar a publicação (ver remissões abaixo), não se trata propriamente de um jornal, mas de um balcão de negócios cujo dono deve ser preso. E foi o que a juíza substituta decretou, “tendo em vista a necessidade de garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da ordem econômica”. Afirma Maria Isabel Fleck, em sua decisão: “Ao verificar o site do ‘novojornal’, fica patente que o mesmo é utilizado para lançar ofensas à honra de autoridades públicas, achincalhando e ofendendo a todos que se posicionam contra os interesses do grupo, imputando verdades àqueles que cumprem seus deveres funcionais.” Entre os quais, diz a juíza, desembargadores, juízes de Direito, membros do Ministério Público e delegados de polícia.

Quem manda

Para respaldar sua decisão, a juíza relaciona 16 ações penais contra Marco Aurélio, nenhuma julgada em última instância. A maioria por calúnia, injúria ou difamação contra autoridades, nenhuma delas tidas como adversárias do senador Aécio Neves. Mas há dois acórdãos do Tribunal de Justiça para impedir “a veiculação de notícias pelo ‘novojornal’ em relação ao deputado federal Alexandre Silveira de Oliveira” e ao desembargador mineiro José do Carmo Veiga. Nenhuma relação, por suposto, com a proibição judicial de notícias sobre um empresário maranhense ligado à política que ainda vigora para o Estado de S.Paulo e que tanta indignação suscitou, nos últimos anos, na grande imprensa.

Se está havendo censura judicial ao Novo Jornal, a imprensa mineira não percebeu. Ao contrário do bloco parlamentar Minas Sem Censura, que reúne deputados estaduais do PT, PMDB e PRB, partidos de oposição ao governo estadual. Um de seus integrantes, o deputado petista Rogério Correia, raciocina: “Ora, se você estabelece a prisão preventiva para evitar a publicação de material jornalístico, está oficializada a censura prévia”. E acrescenta:

“Quando do surgimento da Lista de Furnas, encaminhei o relatório à Polícia Federal e, por isso, o vice-presidente nacional do PSDB tentou a cassação do meu mandato. É a mesma situação. A censura tem agentes no Ministério Público e no Judiciário, mas, quando é com a imprensa, quem organiza a perseguição é a própria irmã do senador, Andréa Neves.”

Extorsão de políticos e empresários

Blogs contrários à candidatura de Aécio Neves à presidência da República aproveitam esse movimento do Ministério Público e do Judiciário mineiro para criticar o senador, apontado como o mais forte concorrente de Dilma Rousseff nas eleições de outubro. Mas há blogs que divulgam a notícia da prisão sem tecer comentários, sobretudo em Minas, ou que até mesmo aplaudem.

Se alguns imaginaram que a prisão do dono do Novo Jornal iria intimidar os blogueiros mineiros, eles devem estar felizes. É possível que os jornalistas mineiros permaneçam abaixados em suas trincheiras, intimidados por alguns juízes atentos à defesa das autoridades contra ataques oposicionistas. A menos que o réu Marco Aurélio Fores Carone, vulgo “Marco Florzinha” – como se lê na sentença da juíza Maria Isabel Fleck e na peça acusatória do Ministério Público, mesmo que poucos o conheçam por esse apelido – consiga provar que não faz parte de uma organização criminosa dedicada a extorquir dinheiro de políticos e empresários. E que seu jornal, como todos os outros, encontra amplo amparo na Constituição de 1988, que formalizou o fim da ditadura no Brasil.

 

—————

Sob acusação de fraudar documentos e intimidar testemunhas, dono do Novojornal é preso em Minas

ter, 21/01/2014

Do R7

O jornalista Marco Aurélio Flores Carone, 60 anos, editor do Novo Jornal, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (20) em Belo Horizonte por fraude e intimidação de testemunhas.

Ele é ligado ao lobista Nilton Monteiro, preso sob acusação de ter forjado a Lista de Furnas, documento que relaciona políticos do PSDB mineiro que teriam recebido dinheiro da estatal para alimentar campanhas com caixa dois. Perícia da Polícia Federal atestou a autenticidade da lista, que ainda é questionada na Justiça.

Ele também é suspeito de ter participado do atentado contra o promotor do Ministério Público André Luiz de Pinho. O carro do promotor foi incendiado no dia 20 de dezembro no bairro Serra, região centro-sul de BH.

Segundo o promotor André Luiz de Pinho, Carone usava o Novo Jornal como fachada para a prática de delitos. Documentos seriam forjados, segundo a denúncia do MP, e publicados no site para intimidar políticos e empresários.

— Com o oferecimento da denúncia no ano passado, Carone passou a utilizar o site para intimidar testemunhas. Das 11 testemunhas citadas no processo, 10 foram citadas como criminosas.

Carone chegava ao trabalho no bairro Cruzeiro, na região centro-sul de BH, quando foi detido por investigadores da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio. Ele nega qualquer ligação com o crime e diz ser um preso político.

— Eu sou um preso político. Estou sendo preso por questões políticas. Quem me conhece sabe do meu trabalho, tenho 30 anos de profissão. Estou tranquilo e vou provar que isso não corresponde à verdade. Fiquei conhecendo o promotor hoje aqui, ele chegou me agredindo verbalmente. Meu passado me defende.

—————–

 

Rogério Correia: Médicos dizem que preso em MG corre risco de vida

Rogério Correia: “Prisão é cortina de fumaça para desqualificar para desqualificar a lista de Furnas e os documentos que comprovam o mensalão tucano”

por Conceição Lemes, do VIOMUNDO

Os subterrâneos da política mineira são conhecidos pela sordidez. Mais um capítulo de suas guerras está em curso. O alvo deste momento é o controvertido jornalista Marco Aurélio Carone, do site Novo Jornal, que está preso em Belo Horizonte desde segunda-feira. A acusação é por formação de quadrilha.

“Segundo a denúncia existiria em Minas uma quadrilha de  falsificação de documentos, comandada por Nilton Monteiro, e o Carone seria o braço de comunicação”, relata o deputado estadual Rogério Correia, líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas. “Me parece cortina de fumaça para desqualificar a lista de Furnas e os documentos que comprovam o mensalão  tucano e que são absolutamente verdadeiros.”

Nilton Monteiro é o delator do mensalão tucano. Desde maio de 2013, está preso Presídio Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH, sob a acusação de coagir testemunhas em um processo em que aparece como falsário. Em  entrevista exclusiva ao Viomundo, ele disse recentemente que tem medo de morrer e se diz perseguido.

“Os tucanos sempre tentam colocar o Nilton Monteiro na conta do PT, mas o Nílton é cria deles”, faz questão de relembrar Correia.

“O problema é que Carone tem a saúde debilitada e o médico do presídio em que está encarcerado disse, em relatório, que ele corre o risco de morrer se ficar lá devido às condições precárias de assistência médica”, alerta Correia. “No início da madrugada desta quinta-feira, o quadro dele se agravou. O  médico da  UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] também disse aos familiares que Carone corre risco de vida.”

Carone tem diabetes e hipertensão arterial há mais de dez anos. Há cinco, devido a um acidente, ficou com uma perna menor que a outra.

Na terça-feira, 21, ele passou mal no presídio e foi levado para a UPA mais próxima. Como ele tem plano de saúde Unimed, conseguiu ser transferido para um hospital da rede. Nesta quinta-feira, 23, teve alta próximo à hora do almoço e voltou para o presídio. Passou mal de novo. Foi levado mais uma vez para a UPA. Só que no início da madrugada desta sexta-feira 24,  ele foi transferido para outro setor da UPA, pois o quadro de saúde se agravou.

Os seus advogados ficaram até o final da noite dessa quarta-feira no Fórum Central de BH, aguardando decisão do juiz de plantão. Eles solicitam a revogação da prisão preventiva ou a prisão domiciliar. O juiz de plantão se julgou incompetente para analisar a prisão domiciliar e remeteu o caso à 2ª Vara Criminal.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas (SJPMG) repudiou a prisão. Segue a nota na íntegra:

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) repudia, com veemência, a prisão de Marco Aurélio Carone, dono do site ‘Novo Jornal’, decretada pela juíza substituta da 1ª Vara Criminal de Belo Horizonte, na manhã do dia 20/1/2014. Para o SJPMG, tanto a prisão quanto a ordem de retirar do ar o site configuram ataques ao direito e à liberdade de expressão. Diante desses fatos, o SJPMG vem a público reafirmar sua posição intransigente na defesa da Democracia, da Justiça e das Liberdades Civis e Individuais.”

Já o deputado Correia, líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas, escreveu em seu site que os acusadores estão advogando em causa própria:

“Sem provas contundentes que possam justificar a manutenção de Carone no CERESP Gameleira, a promotoria e demais interessados na prisão do jornalista fantasiam as mais diversas possibilidades de acusação. Contudo, a lógica por trás disto é absurda: a juíza responsável pelo mandado de prisão preventiva, o promotor e o delegado que deram voz de prisão a Carone são todos alvos de denúncia de crimes de corrupção no jornal do próprio preso. Ou seja, todos atuam em defesa de interesses próprios e se arvoram de defensores do combate à corrupção, quando na verdade eles mesmo seriam os réus caso confirmadas as denúncias do Novo Jornal”.

O parlamentar argumenta que a prisão de Carone teve por objetivo principal “calar a boca” do jornalista e promover o descrédito do veículo mantido por ele. Tudo para proteger Eduardo Azeredo, Pimenta da Veiga, Aécio Neves, que são mencionados na lista de Furnas e no mensalão tucano. Até o mundo mineral sabe que houve distribuição de propina e caixa dois. Isso está comprovado em inquérito da Polícia Federal, conduzido pelo delegado Luís Flávio Zampronha, e em denúncia feita pela procuradora Andréia Bayão, do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro”, afirma Rogério Correia.

FONTE VIOMUNDO

———

A estranha prisão do jornalista que denunciou “Lista de Furnas”

140123-Carone2

Juíza fala em “intimidação” e “formação de quadrilha”, mas não apresenta provas. Site atingido faz denúncias constantes contra governo mineiro e Aécio Neves

Por Altamiro Borges, em seu blog

Numa operação no mínimo suspeita, a polícia de Minas Gerais prendeu nesta segunda-feira (20) o jornalista Marco Aurélio Flores Carone (na foto), diretor de redação do sítio Novo Jornal. Ele foi detido em Belo Horizonte por solicitação da juíza Maria Isabel Fleck, da 1ª Vara Criminal. Em novembro passado, o Ministério Público do Estado o denunciou por formação de quadrilha, falsificação de documentos, falsidade ideológica, denunciação caluniosa e fraude processual. Todas as acusações tiveram como base os contatos estabelecidos pelo jornalista com o lobista Nilton Monteiro, que tornou pública a explosiva “Lista de Furnas” sobre o esquema de desvio de dinheiro da estatal nos governos tucanos de Minas Gerais.

De forma arbitrária, a juíza argumentou que ambos fazem parte de uma quadrilha com o objetivo de “difamar, caluniar e intimidar” adversários políticos e autorizou a prisão preventiva do jornalista para impedir novas edições do site. Ela também afirmou, sem provas, que o Novo Jornal é financiado com dinheiro de origem ilegal. O jornalista nega todas as acusações. “Eu sou um preso político. Estou sendo preso por questões políticas. Quem me conhece sabe do meu trabalho, tenho 30 anos de profissão. Estou tranquilo e vou provar que isso não corresponde à verdade. Fiquei conhecendo o promotor hoje aqui, ele chegou me agredindo verbalmente. Meu passado me defende”, afirmou ao Portal R7.

De imediato, o bloco parlamentar “Minas Sem Censura”, que reúne deputados estaduais do PT, PMDB e PCdoB, acusou os aliados do senador Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB, de orquestrar a prisão como forma de censura. “Se você estabelece a prisão para evitar a publicação de material jornalístico, está oficializada a censura prévia”, reagiu o deputado Rogério Correia (PT), vice-líder do bloco.

“Assim que voltarmos do recesso, vamos convocar o Carone para prestar depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia. Nesse caso, ele pode vir mesmo estando preso para denunciar a perseguição promovida pelo PSDB de Minas contra seus adversários políticos”, afirma o parlamentar, que já foi alvo de ação similar. “Quando do surgimento da Lista de Furnas, encaminhei o relatório à Polícia Federal e, por isso, o vice-presidente nacional do PSDB tentou a cassação do meu mandato. É a mesma situação. A censura tem agentes no Ministério Público e no Judiciário, mas, quando é com a imprensa, quem organiza a perseguição é a própria irmã do senador, Andréa Neves”.

Como relembra a Rede Brasil Atual, “a Lista de Furnas é um documento que revela as quantias pagas a políticos do PSDB, PFL (hoje DEM) e PTB em esquema de desvio de verbas intermediado pelo publicitário Marcos Valério em 2000, com o objetivo de abastecer o caixa dois de campanha desses partidos nas eleições de 2002. O caso ficou conhecido como ‘mensalão tucano’ por envolver os mesmos personagens denunciados contra o PT em 2005. O PSDB nega a existência do esquema, que pode ter movimentado mais de R$ 40 milhões, e a autenticidade da Lista de Furnas, embora a Polícia Federal tenha comprovado, em perícia, que a lista tem a caligrafia de Dimas Toledo, então presidente da estatal de energia”.

O caso ainda aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. “Em entrevista realizada em agosto do ano passado e divulgada pelo Youtube, o ex-advogado de Nilton Monteiro afirmou que o caso de Furnas envolveria até o assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, em agosto de 2000. Segundo ele, além de trabalhar como garota de programa para os envolvidos no esquema, ela era ainda responsável por transportar o dinheiro desviado da estatal em malas. O assassinato, registrado como suicídio até a revelação de sinais de asfixiamento da modelo, seria queima de arquivo, uma vez que a modelo queria abandonar a quadrilha”, conclui a reportagem da Rede Brasil Atual.

Reproduzo abaixo a nota divulgada na tarde desta segunda-feira pelo bloco Minas Sem Censura:

*****

Prisão de jornalista em MG: A face cruel do Estado de Exceção
A prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do Novo Jornal, ocorrida hoje revela a face mais cruel do “Estado de Exceção” implantado em Minas Gerais desde 2003.

A prisão realizada estaria “amparada no requisito da conveniência da instrução criminal, já que em liberdade poderá forjar provas, ameaçar e intimidar testemunhas, além de continuar a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”, segundo trecho do despacho da juíza Maria Isabel Fleck.

Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será? E o que é pior: a arma para se efetivar essa ação preventiva seria a prisão do acusado? Logo, todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público estão sob ameaça concreta em Minas Gerais.

Não há trânsito em julgado de qualquer ação incriminando o diretor proprietário do referido jornal virtual ou mesmo daquele que seria seu suposto aliado nas ditas “acusações inverídicas”: Nilton Monteiro, conhecido por divulgar a Lista de Furnas, que – por sua vez – já foi considerada autêntica pela PF e, inclusive, já instruiu processos sobre o rumoroso caso envolvendo lideranças do alto tucanato.

O bloco parlamentar Minas Sem Censura registra aqui duas preocupações essenciais: uma é a prática de cerceamento da liberdade de imprensa, agora – de forma inédita – corroborada pelo MP e pelo Judiciário; outra é o claro foco político envolvendo personagens que criticam, denunciam e envolvem agentes políticos diversos.

O Minas Sem Censura apresentará requerimento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG para a discussão e apuração, nesta Casa Legislativa, do grave fato que representa essa prisão. Serão convocados os representantes do MP, da autoridade policial que efetivou as prisões, do Novo Jornal e Sindicato dos Jornalistas.

Belo Horizonte, 20/01/2014

Deputado Sávio Souza Cruz – PMDB

Deputado Rogério Correia – PT

FONTE BLOG DO MIRO

—————–

 

Editor do Novojornal é preso acusado de atentado contra promotor do MP em MG

Redação Portal IMPRENSA
O jornalista Marco Aurélio Flores Carone, editor do site Novojornal, foi detido nesta segunda-feira (20/1) sob acusação de ser o responsável pelo atentado contra o promotor do Ministério Público de Minas Gerais, André Luiz de Pinho.Segundo o portal R7, o jornalista chegava ao trabalho quando foi preso por investigadores da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio.

Crédito:Reprodução
Dono do site de notícias está sob custódia acusado de atentado contra promotor do MP
Em novembro de 2013, Carone foi denunciado pelo MP de Minas Gerais como integrante de uma quadrilha de estelionatários, que movimentou R$ 1,3 bilhão em notas promissoras falsas. O grupo estaria ligado a Nilton Antônio Monteiro, conhecido como “Midas da falsificação”, que em 2005 ganhou as manchetes com seu envolvimento com “Lista de Furnas”. Ele está preso desde maio de 2013.
Na denúncia, redigida por Pinho, o site Novojornal é tratado como “verdadeiro balcão para intimidação das vítimas da quadrilha, disseminação de papéis falsos criados pelo bando e divulgação de matérias enaltecendo o chefe dos quadrilheiros”.
Na última terça-feira (14/1), foi divulgada no Novojornal uma matéria que anuncia o fim da medida da Vara de Inquérito da Capital que impedia o registro do site no domínio .com.br e sua hospedagem no Brasil.

Ainda de acordo com informações do R7, Carone negou seu envolvimento com o atentado contra o promotor André Luiz de Pinho. “Eu sou um preso político. Estou sendo preso por questões políticas. Quem me conhece sabe do meu trabalho, tenho 30 anos de profissão. Estou tranquilo e vou provar que isso não corresponde à verdade. Fiquei conhecendo o promotor hoje aqui, ele chegou me agredindo verbalmente. Meu passado me defende”, disse ao R7.

 

FONTE PORTAL IMPRENSA

—————–

CRIME ORGANIZADO

Proprietário de portal é preso preventivamente em Belo Horizonte

Acusação do MPMG aponta que site serviria como instrumento para ação de quadrilha de falsificadores

Proprietário de portal é preso preventivamente em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu, na manhã desta segunda-feira, 20 de janeiro, mandado de prisão preventiva contra o proprietário do portal Novo Jornal. A decisão, decorrente de Investigação Criminal e de denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Combate ao Crime Organizado, determina ainda que o site seja retirado do ar.

De acordo com o promotor de Justiça André Luis Garcia de Pinho, a prisão preventiva foi necessária para impedir que o jornalista continuasse a intimidar, por meio do portal, testemunhas do processo no qual é réu. André Pinho afirmou que, de 11 testemunhas arroladas no processo, 10 sofreram ataques caluniosos no Novo Jornal a partir do oferecimento da denúncia.

Segundo a Promotoria, o dono do jornal fazia parte de uma quadrilha que agia em Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal há mais de 10 anos. Além da formação de quadrilha, as acusações incluem falsificação de documentos públicos e particulares, denunciação caluniosa, extorsão. Outro integrante da quadrilha já está preso na penitenciária Nelson Hungria e um terceiro se encontra foragido.

A denúncia descreve a principal ação do grupo, que consistia em fraudar documentos para realizar cobranças indevidas e conseguir vantagens financeiras. Além disso, os documentos forjados eram utilizados para provocar danos à imagem de autoridades e pessoas públicas que, porventura, atrapalhassem os objetivos da quadrilha.

“Dessa forma, o Novo Jornal não funcionaria com um portal jornalístico, mas sim como um instrumento de práticas ilegais, para dar ares de credibilidade às calúnias. Uma arma na mão de um criminoso”, explicou André Pinho. Estima-se que o site, hospedado em um servidor nos Estados Unidos, seja retirado do ar em 24 horas.

Perícias realizadas até o momento comprovam as fraudes documentais. O promotor de Justiça revelou que no decorrer das investigações buscará chegar aos possíveis financiadores do portal, que, segundo apurado, exigiria um investimento de R$ 60 mil mensais.

 

FONTE MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

 

 

PARA LER O NOVOJORNAL, ACESSE

http://www.novojornal.com/

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 31.187.76.39 - Responder

    En souscrivant simultanément le prêt Answer Conso Auto et l’assurance Auto LCL,
    vous bénéficiez de 2 mois d’adhésion gratuits à l’assurance Auto LCL (5).

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

2 × dois =