JORNAL VALOR ECONÔMICO CONFIRMA: COM DILMA NO COMANDO TUDO VAI MUITO BEM: Desempenho da economia surpreende no início do ano. Ano começa com ritmo de atividade superior ao esperado. Confiança de empresários e das famílias volta ao patamar de 2009. Dados positivos afastam temor de PIB negativo no primeiro trimestre

O governo do PT só tem o que comemorar: jornal Valor Econômico registra que Indicadores de renda, emprego, produção industrial, vendas do varejo e movimentação de carga, entre outros, garantiram um bom desempenho econômico no primeiro bimestre e afastaram o risco de queda no Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março

O governo do PT só tem o que comemorar: jornal Valor Econômico registra que Indicadores de renda, emprego, produção industrial, vendas do varejo e movimentação de carga, entre outros, garantiram um bom desempenho econômico no primeiro bimestre e afastaram o risco de queda no Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março

Desempenho da economia surpreende no início do ano

Por Denise Neumann e Tainara Machado | São Paulo
VALOR ECONOMICO

O ano começou com um ritmo de atividade superior ao esperado. Indicadores de renda, emprego, produção industrial, vendas do varejo e movimentação de carga, entre outros, garantiram um bom desempenho econômico no primeiro bimestre e afastaram o risco de queda no Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março. O retrato é de uma recuperação modesta, mas que superou as expectativas de empresários e analistas – beneficiada pelo clima quente.

O aumento da renda foi maior que no mesmo período do ano passado, a criação de empregos formais superou em 77% a do primeiro bimestre de 2013 e os indicadores já conhecidos apontam para alta da produção industrial em fevereiro, após avanço de 2,9% em janeiro sobre dezembro, na série com ajuste sazonal.

 

 

Dados oficiais de janeiro – indústria, varejo, serviços e emprego – foram todos acima do projetado pelos analistas. E a surpresa positiva continuou em fevereiro, com ajuda do Carnaval. Sem a data festiva, o período ganhou três dias úteis em relação ao ano passado. Mesmo descontado esse efeito, o Indicador Antecedente de Vendas de 48 grandes varejistas do país apontou alta de 6,2% na comparação com fevereiro de 2013.

Apesar do aumento menor do salário mínimo, o rendimento médio real de janeiro foi 3,6% superior ao do igual período de 2013 – o terceiro mês consecutivo de ganho acima de 3% na comparação anual. Essa aceleração da renda foi acompanhada de um aumento forte nas contratações no primeiro bimestre, dando fôlego adicional ao consumo.

Executivas eleitas pelo Valor como as melhores do país confirmaram a tendência do primeiro bimestre. Economistas veem os dados com cautela e falam em um março menos animador. Enquanto mantêm as projeções de PIB entre 1,5% e 2% para o ano, estimativas de crescimento zero no trimestre já foram substituídas por alta de até 0,5% na comparação com o quarto trimestre de 2014, feitos os ajustes sazonais. Reforçam as projeções pessimistas para o ano os indicadores fracos de confiança, o aperto monetário e a crise argentina.

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Por Denise Neumann e Tainara Machado | De São Paulo

VALOR ECONOMICO

João Brito/Valor / João Brito/ValorSergio Amoroso: proximidade da Copa e aumento da venda de TVs impulsionaram alta na expedição de papel ondulado

 

Em meio ao noticiário predominantemente negativo, há pelo menos uma boa surpresa no início deste ano: os indicadores de atividade já conhecidos para janeiro e fevereiro superaram expectativas, ainda que o retrato seja de uma economia com crescimento modesto. O aumento da renda foi mais forte do que em igual período do ano passado, a criação de empregos formais superou em 77% o primeiro bimestre de 2013 e os indicadores já conhecidos apontam para alta da produção industrial em fevereiro, após o avanço de 2,9% entre dezembro e janeiro, na série com ajuste sazonal.

Os economistas veem os dados com cautela, mas o início de ano mais positivo, em parte por causa do clima quente, deixou um pouco mais distante a hipótese de retração do Produto Interno Bruto (PIB) logo na abertura de 2014. Janeiro e fevereiro mais fortes devem compensar a fraqueza esperada para março, por causa do efeito Carnaval (que aumentou o número de dias úteis em fevereiro, mas reduziu os deste mês). Já a queda da confiança de empresários e consumidores, que está no menor nível desde 2009, torna pouco provável uma retomada mais consistente da economia no curto prazo, além de indicar desaceleração do investimento.

O mercado de trabalho, principal sustentação do consumo, mostrou bons números. A renda começou 2014 com alta superior a do início do ano passado. Pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real de janeiro foi 3,6% superior ao de igual período do ano passado, marcando o terceiro mês seguido de ganho real acima de 3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa aceleração do ganho real foi acompanhada por um aumento mais forte nas contratações com carteira assinada do primeiro bimestre, reforçando a massa salarial e, por consequência, dando um fôlego extra ao consumo. No primeiro bimestre, a inflação de alimentos foi menor do que em 2013, o que liberou renda para outros bens. Essa situação, contudo, deve mudar em março.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE mostrou alta de 0,4% sobre dezembro e 6,2% sobre janeiro do ano passado, percentual próximo ao 6,8% indicado pela pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) para o mesmo mês. Para fevereiro, o Índice Antecedente de Vendas (IAV) do IDV aponta um crescimento de 7,5% nas vendas das 48 varejistas associadas ao instituto, enquanto a estimativa das mesmas empresas para março é de alta de 4%. Em evento na semana passada, a presidente do Magazine Luiza, Luiza Trajano, disse que, para o conjunto do varejo, “janeiro foi espetacular, fevereiro sem Carnaval foi muito bom e março continua bom”.

 

Nos dados da Serasa Experian, no primeiro bimestre o movimento nas lojas foi 6% superior ao dos dois primeiros meses de 2013, com alta mais forte em janeiro e desaceleração em fevereiro. Para Luiz Rabi, economista da Serasa, fevereiro já refletiu um ritmo menos intenso, que apareceu também na menor demanda dos consumidores por crédito. “O calor levou a um aumento mais forte nas vendas”, diz ele, listando uma das causas para o ritmo acima do esperado no começo do ano. “Mas os efeitos da taxa de juros ainda serão sentidos”, acrescenta.

A expedição de papel ondulado, considerado um bom termômetro das encomendas da indústria de bens de consumo, também foi beneficiada pelas altas temperaturas do verão, diz Sergio Amoroso, presidente da associação que reúne os fabricantes do setor. No primeiro bimestre, houve alta de 3,3% da expedição de papel, na comparação com igual período do ano passado.

Além da demanda mais forte de fabricantes de bebidas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, o resultado foi impulsionado pela proximidade da Copa do Mundo e aumento das vendas de televisores. Mesmo que março seja mais fraco, por causa do menor número de dias úteis em função do Carnaval, Amoroso avalia que o setor pode encerrar o trimestre com alta de 3% da produção em relação a igual período de 2013. Em sua avaliação é um bom resultado e pode levar a associação a revisar para cima a estimativa de crescimento de cerca de 3,5% projetado para este ano.

O início de ano mais forte do que o esperado se estendeu a outros segmentos da indústria. As vendas de aços planos subiram 16,4% sobre o primeiro bimestre do ano passado e as vendas internas de produtos químicos aumentaram 3,3%, no mesmo período. Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria, projetava um mês de fevereiro mais fraco, mas com os indicadores já disponíveis passou a estimar alta de 0,6% da produção industrial no período, após avanço de 2,9% em janeiro, feitos os ajustes sazonais.

A produção de automóveis subiu 15,1% nessa comparação, de acordo com dados da Anfavea dessazonalizados pela consultoria. “Foi um resultado disseminado, com alta de veículos leves e de ônibus e consideravelmente acima das nossas projeções”. Ainda que parte dessa alta seja “devolvida” em março, a indústria deve encerrar o trimestre com aumento de 0,5% da produção, após dois trimestres consecutivos de queda. Apesar do crescimento um pouco maior esperado para a indústria no período, a Tendências projeta alta de 0,2% do PIB entre janeiro e março porque o setor de serviços não deve sustentar o mesmo ritmo do fim do ano passado, afirma.

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Por Tainara Machado e Denise Neumann | De São Paulo

VALOR ECONOMICO

A confiança de empresários e consumidores voltou ao mesmo patamar observado em 2009, quando o Brasil ainda sofria os efeitos da crise global, após as quedas observadas nos últimos três meses, segundo acompanhamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Para Aloisio Campelo, superintendente-adjunto de ciclos econômicos do Ibre, a atual “onda” de pessimismo é diferente da que ocorreu em julho, quando houve queda rápida dos índices por causa das manifestações que tomaram as ruas de diversas cidades do país, mas com recuperação nos meses seguintes. No atual momento, as retrações são menos intensas, mas parecem configurar uma tendência. “Temos desapontamento com crescimento mais fraco da economia nos últimos anos, a inflação ainda é uma questão que adiciona incerteza ao cenário, então é difícil vislumbrar de onde vão vir notícias positivas que possam reverter esse movimento”, diz o economista.

Para Campelo, o aumento do pessimismo no início de 2014 reduz as chances de mudanças no cenário de crescimento no horizonte de três a seis meses. “As expectativas tendem a ter influência sobre o ritmo de atividade, o que leva a crer em continuidade do baixo crescimento que temos observado nos anos recentes”.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), por exemplo, caiu 1,7% em fevereiro, a terceira queda consecutiva em relação ao mês imediatamente anterior, e atingiu o menor nível desde maio de 2009. As famílias que consideram a situação econômica ruim aumentaram de 35,7% para 41% do total, enquanto aqueles que consideram o quadro bom representam 15,2% do total, um pouco mais do que os 14,2% em janeiro. Para Campelo, o endividamento e a redução da capacidade de consumo das famílias ainda pesam sobre a confiança, principalmente no que se refere às expectativas, que também estão no nível mais baixo desde 2009.

No entanto, diz, é possível que uma parcela do pessimismo tenha relação com o noticiário econômico, que tem sido negativo. “É algo reversível, mas que tende a levar o consumidor a agir de forma mais cautelosa”, afirma.

Outros indicadores reforçam a percepção de que o consumidor está mais reticente. Em março, a Intenção de Consumo das Famílias caiu 3,3%, na comparação com o mês anterior, enquanto o Nível Atual de Consumo recuou 1,8%, para o menor patamar da série histórica, iniciada em 2010, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para Bruno Fernandes, economista da confederação, os dados são “um forte indício de desaceleração da demanda no curtíssimo prazo”, embora a expectativa seja de melhora gradual ao longo do restante do ano. “As condições de crédito provavelmente vão continuar restritas, mas o mercado de trabalho segue aquecido e deve sustentar alguma aceleração das vendas ao longo do ano”, afirma.

Levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também mostrou queda de 7,8% da confiança dos consumidores do município de São Paulo entre fevereiro e março.

Já a confiança dos empresários costuma traduzir melhor os movimentos da economia, diz Campelo, da FGV, o que não guarda boa notícia para os próximos meses. O Índice de Confiança Empresarial elaborado pela FGV a partir da agregação, por pesos econômicos, dos índices de confiança da Indústria, Serviços, Comércio e Construção, previamente ajustados por sazonalidade, ficou em 94,6 pontos em fevereiro, abaixo da média dos últimos cinco anos (100 pontos). Desde 2000, o índice só ficou abaixo deste nível entre julho e setembro de 2013, quando as manifestações e a rápida desvalorização da taxa de câmbio abalaram o ânimo dos empresários. Naquele trimestre, a atividade recuou 0,5% sobre os três meses imediatamente anteriores, com ajuste sazonal. O índice se recuperou ao longo do restante do segundo semestre do ano passado, movimento seguido pela atividade, mas voltou a cair a partir de dezembro.

No setor industrial, Campelo nota que após leve recuperação até janeiro, a confiança caiu 1% em fevereiro e a prévia de março aponta para outra queda, de 1,7%, no período. “Talvez a indústria estivesse se preparando para um início de ano um pouco melhor, principalmente em relação às encomendas internacionais, mas algumas notícias do setor externo, como a crise na Argentina, podem ter abalado o humor dos empresários do ramo”, diz.

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Dados positivos afastam temor de PIB negativo no primeiro trimestre

Por Denise Neumann e Tainara Machado | De São Paulo

VALOR ECONOMICO

O início de ano mais positivo do que o esperado contribuiu para prognósticos um pouco melhores para a atividade no primeiro trimestre, mas economistas não acreditam que a economia e o mercado de trabalho vão sustentar o ritmo observado entre janeiro e fevereiro. Além da confiança em baixa, as incertezas presentes no cenário, como crise na Argentina, risco de racionamento de energia e os efeitos defasados do ciclo de aperto monetário em curso ainda são considerados entraves a um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 acima dos 2,3% observado no ano passado.

“O ano começou bem melhor do que a visão que tínhamos dele no fim do ano passado”, diz o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luiz Otávio de Souza Leal. “Mas não é um nível de atividade para comemorar porque ele continua baixo e os índices de confiança mostram que o desânimo se mantém”, pondera. Leal revisou de zero para uma alta de 0,5% a projeção para o crescimento do PIB do primeiro trimestre, em relação aos três meses anteriores, depois de conhecidos os primeiros indicadores do período.

“O trimestre veio melhor que o esperado, mas ainda mantemos nossa projeção de um crescimento zero no trimestre”, diz Thais Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados. Apesar da recuperação de janeiro, outubro e novembro do ano passado foram meses de atividade mais forte, o que desfavorece a comparação com este começo de ano, afirma Thais. No último trimestre do ano passado, a economia avançou 0,7%, segundo o IBGE, mais do que o esperado por economistas. A alta foi puxada principalmente pelo setor de serviços, do lado da oferta, e pelos investimentos, pela ótica da demanda, embora o consumo das famílias também tenha dado contribuição positiva.

A LCA Consultores também mantém sua projeção, mas ela já estava acima da média do mercado – 0,5% sobre o quarto trimestre. Fabio Romão, economista da consultoria, não considera que o quadro bastante positivo de emprego e renda neste começo de ano seja mantido ao longo de 2014. Não virá do mercado de trabalho, portanto, um estímulo extra – antes não projetado – para a demanda. Para ele, a renda real não vai crescer mais de 2% ao longo de 2014 e os dados de emprego merecem cautela. A criação de 260 mil novas vagas formais em fevereiro, 111% a mais do que em igual período do ano passado, foi impulsionada pelo Carnaval e em março ocorrerá o contrário, sobrando “dois meses razoáveis” nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), diz ele.

Os dados mais favoráveis do início do ano são “ilusórios e não convencem”, afirma José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. “A confiança está baixa, com alta de juros é inevitável que expansão do crédito desacelere e a inflação mais alta em março vai reduzir os ganhos de renda real”, afirma o economista.

Após a divulgação do PIB do quarto trimestre de 2013 e olhando para os indicadores do fim do ano passado, Fernando Rocha, economista e sócio da JGP Gestão de Recursos, chegou a estimar que poderia haver uma pequena contração no crescimento no início deste ano. “Os números vieram melhores que o esperado e o cenário mais provável é um pequeno crescimento, entre 0,2% e 0,3%”, observa Rocha, ressaltando que o Carnaval em março deixou fevereiro mais robusto e agora, talvez, parte da alta registrada no mês passado seja devolvida.

Esse início mais forte, contudo, não mudou o cenário da JGP para o ano. Rocha projeta perda de dinamismo na produção de automóveis (que afeta outros setores industriais), pelo lado da oferta, e investimento mais fraco, pelo lado da demanda. A dúvida sobre a oferta de energia, diz ele, pode constranger investimentos, que já serão afetados pela decisão de reduzir os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No cenário traçado por Leal, do ABC Brasil, além da confiança, uma série de fatores atrapalham 2014. A crise na Argentina (que reduz a demanda por produtos brasileiros), a insegurança sobre a oferta de energia, o crescimento menor do salário mínimo, o aperto monetário, o risco de outro choque de alimentos e a intenção já anunciada de contenção do crédito dos bancos públicos compõem um quadro que limita o crescimento do PIB deste ano em uma faixa entre 1,5% e 2%. “Não vai ser de 1%, mas será próximo do ano passado”, resume ele.

 

 

 

Categorias:Nação brasileira

1 Comentário

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  1. - IP 189.59.50.204 - Responder

    “AGÊNCIA DE RISCO,REBAIXA NOTA DO BRASIL”,noticia de agora as 19:30 no portal G1.Porque?Simples,devida ao baixo índice de crescimento do Brasil e gastos excessivos do governo federal.Esta é a realidade que se contrapõe ao MUNDO MARAVILHOSO DO ENOCK E DA DILMA!

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