JORNAL NACIONAL: Falta menos de uma semana para a Copa do Mundo. E, na Área Metropolitana de Cuiabá, das 56 obras de mobilidade urbana prometidas, foram concluídas 19.

 

Em Cuiabá, obras prometidas para
a Copa estão longe de terminar

Projeto do VLT, orçado em R$ 1,5 bilhão, tem apenas 50% dos trabalhos concluídos. Das 56 obras de mobilidade prometidas, 19 estão prontas.

 

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A Arena Pantanal está prontinha para receber os torcedores em quatro jogos da Copa do Mundo. Mas do lado de fora ainda tem muito o que fazer. O projeto do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, prevê duas linhas com 22 km de extensão, que ligam o aeroporto ao Centro e o Centro a bairros da cidade. Quarenta trens com capacidade para transportar 400 pessoas já foram comprados.

Esta é a obra de mobilidade urbana mais cara de da região metropolitana de Cuiabá, orçada em R$ 1,5 bilhão. Pelo projeto inicial, o VLT deveria estar pronto até a Copa, mas durantes os jogos os trens não vão estar circulando, porque até agora apenas 50% dos trabalhos foram concluídos. Pelo projeto original, os canteiros deveriam dar lugar a trilhos. Como a obra não foi concluída, o centro das avenidas recebeu grama – uma forma de maquiar o cenário para que os turistas não percebam as escavações.

“Não deram conta de fazer o serviço. Agora vão tampar o Sol com a peneira”, afirma um homem.

Esta semana a OAB e os conselhos regionais de engenharia e de contabilidade entraram com um mandado de segurança contra a Secretaria Extraordinária da Copa. As instituições querem ter acesso a toda a documentação referente a contratos, pagamentos e cronogramas de todas as obras da Copa.

“Tivemos denúncias gravíssimas de pagamento de propina, de fraude em licitação, de desvio de dinheiro e nós estamos tratando de uma obra de R$ 1,5 bilhão, uma obra que tem 95% de seu dinheiro advindo da esfera federal”, aponta o presidente da OAB do Mato Grosso, Maurício Audi.

Em meio a tantas denúncias, os cuiabanos torcem por uma vitória também fora dos campos.
“A esperança é a última que morre. Vou ficar torcendo para que o VLT um dia fique pronto, chegue pra nós aqui” afirma uma moradora.

A Secretaria Extraordinária da Copa de Mato Grosso declarou que o atraso das obras se deveu à desapropriação de áreas e à adequação do projeto às exigências do Iphan. Há pouco, o Tribunal de Justiça do Estado deu um prazo de 72 horas para que a secretaria apresente todos os documentos e os contratos relacionados a esse projeto. O consórcio VLT não quis se manifestar.

 

FONTE JORNAL NACIONAL

Categorias:Direito e Torto

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