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Silval gasta milhões com Riva e caititus – e o Estado sucateado

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De acordo com Gilmar Brunetto, "o setor agropecuário fica com 0,53 do orçamento do Estado e o gabinete do governador argumenta que não existem recursos para melhorar esta situação. No entanto, a Assembléia é beneficiada, diversas vezes ao ano, com repasses extraordinários, devido a excessos de arrecadação. Essa distorção precisa parar. Por que nunca um excesso de arredação é direcionado para o Indea, para a Empaer?"


Reunião na tarde desta segunda-feira, entre secretários de Estado, dirigentes de empresas do setor agropecuário e servidores serviu para revelar que a atual administração do governador Silval Barbosa não priorizar investimento na melhoria do salário dos servidores, ao mesmo tempo que continua desviado expressivos recursos para bancar os gastos extraordinários gerados por esse “saco sem fundo” que é a Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
No encontro, mais uma vez, os servidores e seus dirigentes retratam o sucateamento em que se encontram estruturas como a do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso) e a Empaer (Empresa de Pesquisa, Assistencia Técnica e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso). No centro das reivindicações não estão os salários, a necessidade de reestruturação das unidades regionais de serviços e laboratórios responsáveis, entre outras atividades, pela vigilância sanitária em todo o Estado, de forma a garantir a comercialização da carne bovina, suina e de frango, tanto para o mercado interno, como para as demais unidades da federação e para o exterior.
Coube ao sindicalista Gilmar Brunetto, dirigente do sindicato dos servidores da Empaer, o discurso mais candente: “O setor agropecuário fica com 0,53 do orçamento do Estado e o gabinete do governador argumenta que não existem recursos para melhorar esta situação. No entanto, a Assembléia Legislativa de Mato Grosso é beneficiada, diversas vezes ao ano, com repasses extraordinários, devido a excessos de arrecadação. Essa distorção precisa parar”. De acordo com Brunetto, só em abril o Estado repassou mais R$ 15 milhões para a Assembléia, um poder que dispõe de R$ 20 milhões de duodécido, a cada mês, para suas despesas. “Os deputados nadam em dinheiro – enquanto o Indea, a Empaer, o Intermat estão permanentemente sucateados” – denunciou o sindicalista.
De acordo com o que informa o Diário de Cuiabá, em sua edição desta terça-feira, o impacto desta rápida paralisação dos servidores do Indea já vem provocando um forte impacto econômico. Um dos entrevistados na reportagem, o presidente da Famato, empresário Rui Prado, revela a preocupação dos produtores com o sucateamento das empresas do setor agropecuário “pois está em risco a sanidade do setor animal em todo Mato Grosso”.
Vejam a distorção a que pode chegar uma administração estadual por culpa do controle polítiqueiro que a Assembléia Legislativa acaba exercendo sobre os cofres do Estado. Todos sabem que, em Mato Grosso, os recursos públicos são abundantes, devido aos altos índices da produção agropecuária. Só que essa produção deixa de avançar e atingir índices ainda mais extraordinários porque os recursos são desviados de sua finalidade. Até mesmo os grandes produtores se queixam da lentidão com que atuam os orgãos de fiscalização e controle como o Indea. E essa lentidão acabam por gerar perda de renda e de receita, prejudicanto toda a nossa população.
Os servidores do setor agropecuário estão paralisados como forma de alerta. A dúvida é saber se existirá, dentro da administração estadual, quem atente para este alerta e trabalhe para eliminar as distorções que acarretam tantos prejuízos para a economia de Mato Grosso.
 
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ENTENDA O CASO
Servidores entram em greve e a sanidade fica ameaçada
A paralisação coloca em risco os 900 km de fronteira seca no Estado
CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Sucursal de Cáceres
Servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) entram novamente em greve. A paralisação iniciada ontem segue por tempo indeterminado. O presidente em exercício do Sindicato Rural, Jeremias Pereira Leite, afirmou que mais uma vez 900 quilômetros de fronteira seca ficam expostos, sem a atuação do Indea/MT na vigilância sanitária, na emissão da Guia de Transporte de Animais (GTA), que normatiza o embarque e desembarque de bovinos. “A falta de condições de trabalho a que hoje estão submetidos os funcionários do Indea é motivo de muita preocupação. O Estado precisa dar atenção e resolver este problema com urgência. A pauta deles é primordial e precisa ser atendida”.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário e Pecuário do Estado de Mato Grosso (Sintap), Roberto Arruda e Silva, afirmou que apesar de vários ofícios enviados ao governo do Estado as reivindicações da categoria não foram atendidas. “E são reivindicações básicas. Não se trata de aumento de salário, mas sim da reestruturação do órgão e a saída do Indea/MT do Núcleo Sistêmico Agropecuário. Mas até agora o governo não se manifestou. Assim, os funcionários param em todas as unidades regionais de serviços, laboratórios e na administração central”.
Pereira Leite acrescenta que há meses os sindicatos estão cobrando as melhorias necessárias para que os “funcionários do órgão tenham condições dignas de trabalho”.
Em reunião realizada na última sexta-feira, no município de Rio Branco (356 quilômetros ao oeste de Cuiabá), o Fórum Permanente de Sindicatos Rurais da Região Sudoeste pode expor ao presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, as demandas da categoria e, em especial, a preocupação com a situação de falta de estrutura do Instituto. Rui Prado afirmou que a Federação intermediou “o quanto pode” a negociação entre o sindicato que agrega o Indea/MT com o governo, “mas não se trata de uma reivindicação relacionada à reposição salarial. Eles querem estrutura para trabalhar. E se o governo não enxergar isto como prioridade, o trabalho de fiscalização de sanidade animal no Estado ficará comprometido. Eles estão trabalhando no limite”.
Sobre o Indea/MT, os sindicatos expuseram que as unidades de atendimento nos municípios de Porto Estrela, Glória D’Oeste e Curvelândia estão para ser fechadas. “Falta tudo: em toda a região o Indea não tem funcionários em número suficiente, não tem carros em condições de uso, os prédios estão danificados e há unidades que não tem nem papel. Isto, quando há a etapa de vacinação contra a aftosa para novembro e quando foram detectados surtos de varíola em rebanhos de Araputanga e Glória D’Oeste. A preocupação da classe produtora em relação a este problema é grande, pois está em risco a sanidade animal em todo Mato Grosso. A ação do governo estadual em relação ao problema tem que ser imediata, conforme advertem os presidentes de sindicatos, que realizam a próxima reunião do Fórum em Pontes e Lacerda, no dia 21 de setembro.
FONTE DIÁRIO DE CUIABÁ

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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Leia Também:  Prefeito Percival Muniz e deputado Max Russi acusam partido PSD, presidido pelo vice-governador Carlos Fávaro, de oferecer dinheiro a vereadores em troca da filiação. Fávaro diz que vai processar Percival e Max. Segundo o vice-governador, "esse comportamento mostra claramente o incomodo da velha política com o novo modelo de se fazer política em Mato Grosso". Agora é saber se Percival e Max vão sustentar e provar a acusação que pode desmoronar com toda a empáfia do sr. Fávaro.
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