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PT não aceita Totó como substituto de Faiad

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Com a possivel impugnação de Faiad, o PMDB chega a uma encruzilhada. Encaixar o nome de Totó não vai ser possivel.


PMDB quer Totó de vice, caso Faiad fique impedido; PT diz não aceitar
Romilson Dourado
O PMDB já tem montado o plano B para eventual substituição da candidatura do advogado Francisco Faiad como vice da chapa a prefeito de Cuiabá de Lúdio Cabral (PT). Caso Faiad tenha o registro indeferido, o partido do governador Silval Barbosa vai sugerir o nome do ex-vereador Totó Parente, que enfrenta desgaste por causa das manobras de bastidores somadas às atrapalhadas na fase de fechamento de candidaturas e alianças. O núcleo da campanha de Lúdio já avisou, porém, que não aceita Totó como vice.
O clima ficou tenso desde sexta (3), quando veio a público a notícia de que o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à impugnação do registro da candidatura de Faiad, que não teria se afastado de cargos na OAB nacional dentro do prazo legal para poder entrar como candidato a vice. Quem o denunciou foi a assessoria jurídica da coligação do candidato Mauro Mendes (PSB), líder nas pesquisas de intenção de voto.
Como a manifestação do MPE representa um passo crucial nos embates jurídicos no sentido de levar a Justiça a decidir na mesma linha, a equipe de Lúdio se mostra preocupada. Antes de setores do PMDB, captaneados pelo cacique e presidente regional Carlos Bezerra e pelo seu apadrinhado e dirigente municipal Clovis Cardoso, ganharem força interna pela sugestão do nome de Totó, alguns petistas se anteciparam e mandaram recado. Alertam que Lúdio já encontra dificuldades para decolar nas pesquisas de intenção de voto, tanto que figura ora atrás, ora empatado tecnicamente com Guilherme Maluf (PSDB) e Carlos Brito (PSD) e muito distanciado de Mauro, que supera a casa dos 40 pontos percenuais. Entendem que se Totó entrar na chapa, o efeito será negativo e, ao invés de subir, pode cair, tirando o sonho de se consolidar na segunda colocação e provocar segundo turno.
Totó foi vereador e, após votação pífia para prefeito em 2004, mudou-se de Cuiabá. Retornou este ano e, de imediato, começou a fazer barulho nos bastidores. Lutou até conseguir criar clima desfavorável ao empresário Dorileo Leal, que desistiu da candidatura própria do PMDB ao Palácio Alencastro. Era tudo que Totó queria para ser indicado como vice da chapa de Mauro Mendes. Como a articulação ficou muito evidente e o PMDB, na prática, é adversário de Mauro desde o pleito de 2010, o empresário do PSB recusou ter o ex-vereador de vice. Por fim, Mauro buscou outras composições, inclusive com o PR, que indicou o deputado João Malheiros de vice. Mesmo isolado, Totó anunciou que seria candidato a prefeito. A tese não durou uma semana. Ele acabou levando o PMDB para os braços do petista Lúdio, ficando com Faiad de vice.
A defesa de Faiad aposta que conseguirá provar que o peemedebista se afastou no posto de conselheiro federal da OAB antes do prazo-limite exigido pela Justiça Eleitoral e que, portanto, não corre risco de ter a candidatura barrada. Já para José Antonio Rosa, coordenador jurídico da campanha de Mauro e responsável pela ação, Faiad não se desincompatibilizou em tempo hábil e, entre as provas, anexou dados sobre a viagem do ex-presidente da OAB-MR ao Amapá, como representante da entidade, depois de 6 de junho, e também posts do advogado no twitter acerca do assunto. Por enquanto, dos 12 candidatos majoritários em Cuiabá, sendo 6 a prefeito e 6 a vice, o único nome que enfrenta embaraço jurídico e corre risco de ser impugnado é o de Faiad.
FONTE RD NEWS

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

Leia Também:  Será Guilherme Maluf capaz de ousar lutar, ousar vencer? Estará Guilherme Maluf interessado em gabaritar sua biografia? Entre o Tribunal de Contas, a presidência da Assembleia e a disputa do Senado, balança o coração e o destino de um homem - e talvez de toda a rica família Maluf que até hoje não soube construir seu poder na política

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

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Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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